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Língua Afiada

A roubar que se roube em grande, só em Portugal.

O que se passou em Tancos é grave, gravíssimo, não o roubo, mas a facilidade com que se permite um assalto destas dimensões.

Cinco Comandantes foram exonerados, mas teriam eles a capacidade de decisão para mudar o que aconteceu?

Como é possível que material sensível como o que foi frutado estar sem videovigilância?

Porque em Portugal confiamos sempre que ninguém quer nada connosco, somos um país pacífico, quem se lembraria de assaltar uma unidade militar em Portugal, nem temos grande armamento.

A culpa não foi da falta de vigilância e manutenção, a culpa foi dos ladrões, que são muito inteligentes e estavam muito bem informados. Ninguém tem culpa dos ladrões saberem aproveitar janelas de oportunidade nas falhas de segurança.

Os ladrões supostamente são pessoas más e estúpidas, desleixados e com pouca capacidade de planeamento, alguém se lembraria de fazer um assalto elaborado, cirúrgico e minucioso ao Exército? Isso é coisa de filmes.

Em Portugal, apurar culpados e prender os grandes chefes criminosos, os mafiosos e vilões também é coisa de filmes, esses finais felizes só acontecem no grande ecrã, na vida real nunca se apuram responsabilidades, os criminosos passam incólumes, quanto mais importantes forem e maior for o roubo, maior é a garantia que não serão dados como culpados.

Já o pobre senhor que rouba um kg de arroz para dar de comer aos filhos vai direto para a esquadra, é presente a tribunal e como não tem dinheiro para um advogado que tenha uma reputação a defender ainda vai preso, que é para aprender que a roubar rouba-se muito que é para depois ter dinheiro para comprar a liberdade.

 

Já sabem se estão a pensar roubar, roubem muito, em grande, que é para garantirem que não são apanhados.

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