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Língua Afiada

Coisas que os meus ouvidos ouvem # 1

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Algures numa hora de almoço enquanto um grupo de pessoas preguiçava ao sol e se falavam sobre os temas quentes do fim-de-semana: jogo para taça entre o Sporting e o Benfica e a adotação por casais homossexuais. Ouvi a seguinte conversa:

Mulher 1 – Não gosto de gays e agora vão poder adotar. Mas tenho um sobrinho que é gay, não sei a quem ele sai, não há mais nenhum caso na família, mas deve ser toda a gente comenta isso.

Mulher 2 – Oh D. Mulher 1 nunca diga nunca, ainda se pode cansar dos homens e apaixonar-se por uma mulher. (Claramente a deitar achas para a fogueira)

Mulher 1 – Eu nunca, eu gosto muito de homens era o que me faltava! Cara… F… nem pensar.

Gays c’a nojo, tenho nojo deles.

Homem 1 – Mulher 2 não ligues que a Mulher 1 está ressabiada porque o Benfica perdeu.

Mulher 1 – Fomos roubados, aquilo teve algum jeito de jogo? Até um braço partido houve.

Mulher 2 – Acho melhor mudar de clube, o filho da Mulher 3 cansou-se de perder e mudou para o Porto.

Mulher 1 – Eu?? Nunca, mudar de clube é pior do que ser gay. Ele mudou de clube e eu nem posso olhar para a cara dele, c’a nojo.

Mulher 2 – Olhe que seu filho pode mudar.

Mulher 1 – Se ele mudar de clube nunca mais lhe falo. Antes gay do que mudar de clube. Eu deserdo-o e nunca mais lhe falo na vida. Mais vale ser gay.

Homem 1 – A sério que preferia?

Mulher 1 – Prefiro que o meu filho seja gay do que a ser do Porto!

 

 

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