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Língua Afiada

Espelho dos nossos dias #2




Estas são as fotos das principais agressoras e do agredidodo vídeo que circula na Internet e que deixa atónita qualquer pessoa com um mínimode sentimentos e decência.
A minha primeira reação foi querer partir a cara às duas miúdase a todos os que assistiam, a segunda criticar os seus pais e a terceira criticara juventude em geral.
Mas depois de refletir um pouco e lembrar-me dos meus temposde escola, as coisas na minha altura não eram muito diferentes, havia muita violênciapsicológica e física, haviam grupos que agrediam grupos e havia mesmo gruposque se juntavam para agredir determinada pessoa só porque a coitada tinhavestido a cor errada naquele dia.
Mas existem grandes diferenças entre os adolescentes de hojee os adolescentes de há 20 anos atrás: os de hoje o que têm a mais de tecnologiatêm a menos de personalidade e têm muito menos receio de serem punidos.
A tecnologia permite-nos ver a forma como interagem pois asua vaidade e o acesso fácil a camaras de filmar faz com vídeos como este sejamdivulgados o que não acontecia há 20 anos.
Por outro lado, acho que os adolescentes têm falta depersonalidade, a pressão constante para pertencer a este ou àquele grupo e parase sentirem integrados faz com que se moldem pelos pares, se coibam de terpensamento próprio e a dizer sim mesmo quando não concordam, na minha alturaser-se diferente e não se ralar com o que os outros pensavam era o que faziaser-se fixe, havia mesmo quem fosse alternativo só porque era giro serdiferente.
Sempre existiram os “Maria vai com todos”, as modas e oefeito manada que levava muita gente a cometer atos irrefletidos só porque sim.
A grande diferença na minha opinião reside na falta depenalização e desculpabilização das crianças e dos adolescentes, os paiscolocam-nos numa redoma de vidro e mesmo quando fazem barbaridades ninguém podepunir os seus filhos a não serem eles, curiosamente são os pais que dizem istoaqueles que menos punem.
Há 20 anos atrás os auxiliares educativos e professoresimponham respeito e eram respeitados, davam dois berros, ameaçavam e davam atéum apertão ou um estalo se fosse preciso para manterem a ordem. Se é pela violênciaque se deve educar? Acho que não, mas o paradoxo reside aqui – Como é quefilhos de uma educação não violenta se tornam tão violentos?

Obviamente alguma coisa está mal na educação deste país, sehá remédio? Eu gostava muito que tivéssemos mentalidade e cultura suficientepara educarmos crianças sem lhes dar uma palmada, palmadas essas proibidas porlei, mas o que é certo é que não temos.

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