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Língua Afiada

Paradoxo da Mente



Não gosto de regras, de rotinas, nem de obrigações.
Gosto de acordar quando já não tenho sono e gosto de dormirquando tenho os olhos cansados.
Gosto de trabalhar por gosto e não por obrigação e gosto de laborarquando tenho disposição e não por imposição.
Como um artista só cria quando está inspirado o meu cérebro eo meu corpo só me obedecem quando estão em sintonia com o meu espírito.
As conversas surdas que acontecem na minha mente sãoverdadeiras batalhas entre o racional e o irracional, entre o anjo e o diabo.
Uma voz que diz acorda tens de ir trabalhar e a outra quediz dorme mais um pouco a vida não é só trabalho.
Um sussurro que diz termina esta tarefa agora e um murmúrio quecontrapõe deixa isso para depois, lê agora aquele livro que tanto queres ler.
Às vezes sinto que vivo em constante contradição, sei quetenho que fazer algo mas parece que uma força invisível me impede de o fazer.
Essa força só deveria manifestar-se quando faço algo contraa vontade, quando executo alguma coisa que não gosto, isso seria o ideal.
O problema, o grande problema é que por vezes essa força atacaaté o que gosto de fazer, talvez para me recordar que as coisas prazerosas quefaço não compensam as desagradáveis.
Não se trata de infelicidade, trata-se de obrigações, obrigaçõesque as tentemos relativizar acabam sempre por beliscar os nossos sonhos etorna-los cada vez mais longínquos.