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Língua Afiada

Politiquices – Novela do Costa #2 – A estupidez das 35 horas semanais

Eu não consigo entender como é que o Tribunal Constitucional chumbou tantas medidas por não respeitarem os direitos de igualdade e não faz nada contra esta desigualdade tão grande, tão brutal que chega a ser anedótica.

Não basta os funcionários públicos não poderem ser despedidos, salvo raríssimas exceções, mesmo que sejam incompetentes, cometam erros atrás de erros e sejam um peso morto para os serviços onde trabalham.

Não basta os funcionários públicos ganharem acima da média do mercado, terem tido progressões de carreira só porque sim e terem um sistema de reforma mais vantajoso.

Não basta terem um sistema de saúde diferente e mais uma vez mais vantajoso.

Não basta terem mais férias e tolerâncias de ponto.

Agora querem que voltem a trabalhar menos horas que o setor privado novamente.

Mas em que base? O que diferencia o setor público do setor privado?

Porque é que nas empresas privadas o regime máximo de horas semanais previsto é de 40 e não de 35 como no setor público?

Ah deixa-me cá pensar não vão fazer leis que prejudiquem a sua própria classe.

Os cortes que o Governo de Passos Coelho queria fazer não eram inconstitucionais, na verdade iriam repor alguma igualdade, iriam finalmente nivelar as coisas, nunca consegui perceber qual a lógica para os funcionários do Estado terem mais direitos do que os restantes.

O mais correto seria nivelarem as regalias dos funcionários privados pelas regalias dos funcionários públicos, o que dado o estado da economia seria impensável, mas se os particulares continuam a pagar esta crise ao menos que repartissem a fatura equitativamente pelos outros.

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