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Língua Afiada

Portugal Fashion - Uma questão de confiança

Todas as mulheres inseguras deviam dar um pulo ao Portugal Fashion ou a qualquer desfile de moda profissional para perceberem que a moda não é sobre beleza, mas sobre confiança e atitude.

As mesmas caras e corpos que vemos perfeitos em editorias de moda estão ali a cru, sem vergonha dos seus defeitos, desfilam confiantes mesmo sabendo que o Photoshop não lhes encobre as pequenas falhas e não lhes faz sobressair os pontos fortes.

Nos diversos desfiles é possível ver todos os defeitos que nos deparamos no dia-a-dia, cicatrizes, marcas, cotovelos secos, pele manchada pela má circulação, calos, feridas, joanetes, pelos encravados, estrias, celulite, flacidez e até algumas gorduras localizadas, gorduras em corpos tão magros que parece ser quase impossível, mas não é.

 

O que é comum a todos os corpos que desfilam?

Confiança. As modelos estão ali para vestirem a roupa sem pensar no que os outros podem ou não estar a ver em si.

Embora muitas modelos fossem muito novas e lhes faltasse ainda a altivez e postura de quem já brinca nestas andanças, todas elas, algumas em sapatos impossíveis, adotavam a postura certa e simplesmente desfilavam.

É claro que se notava a falta de experiência de algumas e até alguma falta de apetência natural, eram notórias as diferenças entre as mais experientes e as novatas, para ser modelo não é só necessário ter o corpo certo, alto, esguio e com curvas suaves, mas todas, sem exceção não estavam incomodadas com a plateia, era quase como se ela não existisse, estavam apenas confiantes, cada uma há sua maneira.

A beleza é muito mais do que o nosso exterior, é a forma como mostramos ao mundo o que sentimos no nosso interior e como o espelhamos nas nossas atitudes, na forma como caminhamos, na forma como falamos, na forma como sorrimos e especialmente na forma como nos relacionamos com os outros.

Muitas mulheres que vivem inseguras com a sua imagem e com o seu corpo deveriam assistir a um desfile para perceberem que até na moda a perfeição não existe e nunca existirá porque nós somos imperfeitos e é isso que nos torna únicos.

 

Houve, no entanto, algo que me surpreendeu, a falta de coordenação entre as cuecas e a roupa, em alguns desfiles era possível notar-se as costuras das cuecas por baixo da roupa justa e ainda vislumbrar a cueca nude em vestidos decotados nas costas, foi algo que não gostei, porque se é algo que fica mal em qualquer lugar, num desfile é inadmissível e pode inspirar a que se torne moda o desleixo.

 

Sobre os desfiles em si, dos que vi e ainda foram alguns, gostei muito de alguns vestidos da Katty Xiomara e de muitas peças, mesmo muitas, da Elsa Barreto, peças que poderiam ir direitamente para o meu roupeiro, os fatos de banho da Fátima Lopes podiam acompanha-las e ficava já abastecida para o próximo Verão.

(É terrível ver coleções de Verão em Outubro, só me faz querer emigrar para um país tropical.)

Deixo aqui algumas das peças que mais gostei, todas elas têm um denominador comum, são pensadas para mulheres confiantes.

 

Os fatos de banho da Fátima Lopes

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Os vestidos da Katty Xiomara

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Os vestidos e jumpsuits da Elsa Barreto que me deixaram a babar.

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Fotos: Revista Lux /PortugalFashion/Divulgação

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