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Língua Afiada

De coração cheio e corpo cansado.

Alguém vende concentração?

Se venderem eu compro, pode ser em xarope ou comprimidos se faz favor.

Não há café que hoje me valha, parece que me passou não um, mas dois comboios por cima, e passaram, dois casamentos, só com o intervalo de um dia.

Acho que adquiri um ou dois quilos de estimação que tenciono perder com uma semana de regime e desintoxicação, já não tenho 20 anos e o organismo não se regula sozinho, uma chatice.

 

 

Detalhes que comparados com a alegria de viver momentos de plena felicidade com família e amigos são insignificantes.

Tenho o coração cheio de amor e a mente preenchida de belíssimas recordações, momentos que guardarei e recordarei para sempre.

Momentos que servem para nos lembrar o verdadeiro significado da vida, para que nunca nos esqueçamos do que realmente é importante e para que saibamos sempre o que significa e representa o amor.

Sem família, amizade, solidariedade, empatia e amor a nossa vida seria oca e sem propósito, a felicidade reside nas coisas gratuitas que a vida nos oferece, cabe a nós nutri-las e fazê-las crescer.

A vida é como a terra dos campos, se a cavarmos, semearmos e regarmos iremos colher dela deliciosos frutos mais tarde, se a abandonarmos irá ser um extenso campo seco e infértil.

Que a nossa vida seja assim sempre, um extenso campo fértil de árvores e plantas que nos alimentam a alma.

Nostalgia ou alegria?

Num momento de melancolia dei por mim a revisitar fotos antigas, o benefício das redes sociais é levarmos as nossas memórias para todo o lado e a qualquer momento podermos fazer uma viagem ao passado.

É interessante perceber como mudamos, mudanças físicas que acompanham o amadurecimento interior, percecionar como o tempo nos molda os pensamentos e nos esculpe o corpo e o rosto.

Adoro fotografar e ver o resultado, uma das maravilhas das novas tecnologias é conseguirmos tirar fotos a qualquer hora a todos os instantes, mas a facilidade retira encanto e paixão, é tão fácil tirar fotos que até nos esquecemos de as tirar, enquanto se perdem momentos na lente, retêm-se na retina da memória, os melhores não precisam de registo, ficam registados no coração.

Mas os registos fotográficos podem ser fantásticos, ao ver hoje algumas fotos tive desejo de entrar dentro delas e revive-las de novo, uma sensação incrivelmente boa e avassaladora, como se as fotos me atraíssem para elas como os espelhos mágicos dos contos.

Seria tão bom ter a capacidade de revisitar os melhores momentos das nossas vidas, vivê-los novamente, sentir todas as sensações de novo, deslumbrar-nos com a paisagem, sentir os aromas, ouvir os ruídos, sentir todas as emoções.

As fotos transportam-nos à felicidade do passado, fazem-nos recordar momentos com um sorriso nos lábios, esta sensação não é nostalgia, pode até ser saudade, mas acima de tudo pura alegria.

 

 

Quando os dois têm um blog #4 - Amigos

Ontem durante o jantar:

 

Moralez – Noto que desde que voltaste ao blog estás mais cansada.

Piscogata – Eu sei, o blog acaba sempre por me consumir tempo e ideias.

Moralez – O que escreveste no post de despedida faz todo sentido, tens muitos projetos importantes para te dedicares.

Psicogata – Eu sei, mas não resisto.

Moralez – Mas não penses que quero que deixes o blog, longe disso, até porque já tinha saudades tuas, mas escreve só quando tens tempo.

 

O meu marido é a pessoa mais amorosa do mundo, mesmo tendo-me sempre ao seu lado, não me recordo da última vez que estivemos separados por mais de 24h, tem saudades minhas nas mais pequenas coisas e é tão bom ouvir isso assim espontaneamente.

Os nossos blogs acabam por ser um espaço de convívio nosso com outras pessoas, pessoas que gostamos e com quem nos preocupámos e é estranho se um de nós não existir nessa dimensão.

É quase como se tivéssemos um grupo de amigos em exclusivo, coisa que não acontece, os amigos dele e os meus amigos acabam sempre por ser amigos nossos