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Língua Afiada

Onde andas sono?

Todas as pessoas têm dias cheios, complexos, atarefados, faz parte da vida, mas depois existem aquelas ocasiões em que esses dias sucedem-se uns aos outros, passando a ser uma semana cheia, complexa, atarefada, esta é uma dessas semanas, acontece mesmo essas semanas sucederem-se umas às outras, mas o fim-de-semana dá sempre para quebrar o ciclo, mesmo que seja igualmente ocupado e difícil, as complicações são de outro tipo.

 

Esta complicação começou mais ou menos ao mesmo tempo que a minha constipação, a cereja no topo do bolo deste relato, porque é sempre quando precisamos de estar mais expeditos que adoecemos, típico pelo menos comigo é assim em 99,9% das vezes.

Não durmo mais de duas horas seguidas desde a noite de sábado, mas o meu organismo deve estar completamente avariado porque não sinto sono e não tenho tomado café, sinto-me um pouco cansada, mas nem sequer posso dizer que estou mais cansada do que é habitual sentir-me a uma quinta-feira de uma semana intensa.

É mesmo estranho porque contrariamente ao normal numa semana assim, nem sequer tenho estado em casa à noite e que tenho-me deitado bem mais tarde que o normal.

Contra todas as expetativas estou desperta e até uma pouco frenética em ideias, sem tempo para as colocar em prática, mas com o cérebro a mil.

 

Não tenho dormido bem, não tenho descansado, tenho comido menos do que o habitual e tenho trabalhado mais do é normal e após 4 dias de trabalho não me sinto a colapsar, o que se passa comigo?

Será que o meu organismo está a abusar da sorte e encontra-se prestes a colapsar, juro que não entendo porque não tenho sono e como não me sinto a morrer de cansaço.

Desconfio que ter-me obrigado a trabalhar doente possa ter ativado algum modo de funcionamento que até agora desconhecia porque parece que o meu organismo esta a usar alguma fonte de energia de reserva.

O stress já me fez ficar assim, mas não estou stressada, realmente estamos sempre a surpreender-nos a nós próprios, nunca conhecemos os nossos limites até os testarmos, não, isto não é texto motivacional, é mesmo um desabafo de alguém que se surpreendeu com uma semana intensa.

26 pacotes de lenços, 1 frasco de água do mar (caríssima), várias doses de paracetamol e outras cenas para constipação, 1 spray fitonasal, 32 chávenas de chá com mel, 40 rebuçados peitorais, 1 tubo de letibalm depois continuo constipada, com o nariz vermelho e a esfolar, mas surpreendentemente não estou cansada.

Enquanto escrevi este texto tive 5 ataques de tosse!

Mas não tenho sono, alguém me pode dar sono? É que gostava mesmo de dormir 8h seguidas esta noite.

E então 2018? Começou bem?

Fizeram os 12 desejos ao bater as 12 badalas?

Já têm a lista de resoluções impressa e colocada estrategicamente na porta do frigorífico?

Já estabeleceram o sistema de poupança para 2018?

Já planearam as viagens?

 

Aqui por este lado foram pedidos 12 desejos, como não tinha muito que pedir, tal como escrevi não espero muito de 2018, pedi saúde para todos, um desejo por pessoa e esgotei os 12 num instante, custou mais for comer as uvas, eram tão grandes que demorei uns 10m. Espero que não seja sinal que passarei 2018 a comer demais.

E assim se virou o ano, só porque o calendário diz que sim. Se senti alguma coisa diferente? Não, as coisas não mudam magicamente, mas não é que estou otimista? A mudança de ano é sempre uma oportunidade, o encerrar de um ciclo e o começar de outro.

Em 2017 descansei muito pouco, prova disso são as férias que tenho acumuladas para 2018, por isso uma das primeiras coisas que farei em 2018 será planear umas férias, nem que seja para ficar em casa, preciso mesmo de descansar.

Espero que tenham entrado em 2018 com o pé direito e que tenham abraçado o novo ano com esperança, energia e garra para serem estupidamente felizes, assim daquela felicidade que transborda e contagia, mesmo sem motivo aparente.

Por aqui mesmo adoentada, tenho uma dor nas costas insuportável, espero que não seja gripe, esta tudo bem, quero mesmo acreditar que 2018 trará bons ventos, bons ventos para todos vós.

Carta ao Ano Novo

 

Querido Ano Novo escrevo-te desde o Ano Velho que para ti pode parecer distante, mas para mim é o presente, escrevo-te estas linhas na esperança que te encontres bem, cheio de força para arrancares a todo o vapor e chegares ao fim da tua jornada satisfeito e feliz.

Sei que para ti é um pouco indiferente a vida de cada um de nós, pois tens acontecimentos maiores e mais marcantes para te preocupares, vitórias, feitos, descobertas, catástrofes, extinções, tragédias, factos que se perpetuarão nos anais da história como sendo tua obra, mas pedia um pouco da tua atenção para mim.

 

Perdoa-me se te trato por tu, mas ainda não chegaste e já me referi a ti tantas vezes que é como se já te conhecesse, mesmo sem ainda te ter visto, como acompanhar-me-ás durante 12 meses, 365 dias, 8,760 horas, 525,600 minutos e 31,536,000 segundos é melhor que sejamos próximos desde o primeiro momento, pois quero ter uma boa relação contigo.

Sinto que eu o teu antecessor não tivemos uma boa relação, não gostei muito das surpresas que ele me atribuiu e acho que foi injusto comigo, mas mágoas para trás das costas, 2017 está quase, quase a terminar e como costumam dizer quero entrar em 2018 com o pé direito e é esse o motivo por que te escrevo.

 

Quero dizer-te que te vou receber de braços abertos e sem expectativas, mas com carinho, afinal as mudanças são sempre bem-vindas e tu és uma grande mudança, és uma oportunidade, és a renovação da esperança e a possibilidade de quebrar um ciclo, sei que és figurativo, és apenas um marco temporal, mas eu acredito que há ciclos bons e maus e tu serás um dos bons.

Não te peço nada a não ser tranquilidade, paciência, resiliência e perseverança, qualidades que 2017 não me concedeu, sei que com elas irei ultrapassar qualquer dificuldade que se atravesse no meu percurso e terei mais facilidade em aceitar o que não posso mudar.

Espero que sejas brando para o Mundo e para a Humanidade, estamos cansados e fustigados por tantas desgraças e tragédias, que tragas paz e harmonia e, se não for pedir muito, concede discernimento aos líderes de todo mundo, que eu e tu sabemos que a culpa de muitas calamidades é deles.

 

Querido 2018 receber-te-ei de braços abertos, só peço que não me dês esperanças vãs, pois o meu espírito não aguentará desilusões, está um bocadinho cansado de remar contra a maré, que tragas bons ventos em particular para mim e para os meus e em geral para o Mundo e todos os que nele habitam.

2018 da minha parte garanto que estou preparada para ser muito feliz contigo, agora vá lá faz a tua parte e seremos felizes juntos.

 

A tua sempre amiga,

Psicogata

 

 

 

Desejo a todos que 2018 vos conceda todos os desejos e vos permita concretizar todos os sonhos.

Feliz 2018!