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Língua Afiada

Compras de fim-de-semana

Neste fim-de-semana fomos às compras, não é o nosso programa favorito para um sábado, mas como tínhamos mesmo de comprar dois presentes não tivemos outra solução.

A intenção era comprar os presentes e caso víssemos algo interessante para nós aproveitávamos a viagem, pelo menos era essa a ideia inicial.

Na semana passada fiz um post com a lista de peças que queria (podia) comprar para esta estação, tinha uma lista, mas como já disse várias vezes não me dou bem com listas.

Da lista consegui cumprir um item: as blusas.

As restantes compras foram completamente ao lado, quase que cumpria o item do sobretudo preto, quase porque apesar de ter comprado um casaco quente de lã preto não é o estilo que tinha pensado inicialmente, mas é giro que se farta garanto.

Resultado final: tenho 4 casacos novos! Sim, sou maluca por casacos, não resisto, agora tenho mesmo de me desfazer de alguns…

A meio das compras estraguei as sandálias, não queria acreditar, para além de gostar muito delas não veio dar muito jeito estragarem-se quando estava longe de casa, menos mal que se estragaram num local onde se vende calçado.

Tentei sem sorte encontrar umas sandálias, nada que não estivesse à espera já que andei o Verão todo à procura e não encontrei um único modelo que me enchesse as medidas.

Comprei umas Converse para oferecer ao afilhado e como estava “descalça” resolvi experimentar umas, já não calçava o modelo há muitos, muitos anos e para minha surpresa não é que gostei de ver, mais ainda gostou o Moralez, sorte a minha que gostou tanto que me ofereceu um par e para andarmos a condizer comprou umas para ele.

Uma eternidade depois voltei a gostar das Converse All Star, espero que não me aconteça o que aconteceu no passado que passem a ser uniforme.

No final da tarde ainda demos um salto à loja do demo, porque eu gosto de roupa, mas gosto ainda mais de móveis e decoração e qualquer ida ao IKEA é uma desgraça.

Adivinhem lá o que comprei de prenda? O Elefante, o peluche mais fofinho da loja, aquele que eu queria de prenda de Natal.

Felizmente que fomos sem contar e por isso não levava lista, nem tinha presente as coisas que me estavam a fazer falta, já há muito tempo que não deambulávamos pelos ambientes, normalmente descemos diretamente para a zona de compras, fiquei encantada com uma das cozinhas, adoro a minha cozinha, mas aquela se estivesse com intenções de renovar ou a fazer casa não me escapava.

Fico sempre com a sensação que tirando os móveis de cozinha os restantes móveis devem muito à qualidade e embora me encante com os ambientes quando toco, abro os móveis fico desiludida.

Já recebi o novo catálogo que não tive ainda oportunidade de ver com olhos de ver, mas tenho a sensação que em breve terei em casa mais umas coisas giras ao estilo escandinavo.

Ai este meu lado consumista, é a minha desgraça.

Nostalgia ou alegria?

Num momento de melancolia dei por mim a revisitar fotos antigas, o benefício das redes sociais é levarmos as nossas memórias para todo o lado e a qualquer momento podermos fazer uma viagem ao passado.

É interessante perceber como mudamos, mudanças físicas que acompanham o amadurecimento interior, percecionar como o tempo nos molda os pensamentos e nos esculpe o corpo e o rosto.

Adoro fotografar e ver o resultado, uma das maravilhas das novas tecnologias é conseguirmos tirar fotos a qualquer hora a todos os instantes, mas a facilidade retira encanto e paixão, é tão fácil tirar fotos que até nos esquecemos de as tirar, enquanto se perdem momentos na lente, retêm-se na retina da memória, os melhores não precisam de registo, ficam registados no coração.

Mas os registos fotográficos podem ser fantásticos, ao ver hoje algumas fotos tive desejo de entrar dentro delas e revive-las de novo, uma sensação incrivelmente boa e avassaladora, como se as fotos me atraíssem para elas como os espelhos mágicos dos contos.

Seria tão bom ter a capacidade de revisitar os melhores momentos das nossas vidas, vivê-los novamente, sentir todas as sensações de novo, deslumbrar-nos com a paisagem, sentir os aromas, ouvir os ruídos, sentir todas as emoções.

As fotos transportam-nos à felicidade do passado, fazem-nos recordar momentos com um sorriso nos lábios, esta sensação não é nostalgia, pode até ser saudade, mas acima de tudo pura alegria.

 

 

Também quero Exoneração

Exoneração será provavelmente a palavra-chave do mês de Julho, ouviremos e leremos muitas vezes esta palavra nos próximos dias.

E-xo-ne-ra-ção

  1. Libertar ou libertar-se de uma obrigação ou de um dever. = DESCARREGAR, DESOBRIGAR, EXIMIR
  2. Retirar ou retirar-se de uma função ou de um cargo. = DEMITIR, DESTITUIR


Neste texto iremos focar-nos na primeira definição - Libertar-se de uma obrigação ou de um dever.

 

Exijo exoneração sob pena de prejudicar os outros, não o Governo ou investigações, mas sob pena de prejudicar quem me rodeia.

 

Assim sendo peço exoneração das seguintes obrigações:

 

- De trabalhar à segunda-feira.

Trabalhar à segunda-feira não faz bem a ninguém, estamos muito cansados do fim-de-semana, precisamos de um dia para recuperar, só assim seremos produtivos, matam-se logo dois coelhos de uma só cajadada, deixámos de estar remelados no trabalho e aumentamos a produtividade do país.

 

- De pagar impostos

É desanimador todos os meses ver uma boa fatia do meu rendimento sair assim sem autorização para os cofres do Estado, mais desolador é ainda verificar que os meus impostos são encarados com total leviandade, é que parece que o Estado não sabe bem o que fazer com eles. A minha proposta passa por ser eu a gerir os meus impostos, prometo que não serei soberba e darei uma pequena percentagem para pagar os ordenados dos políticos, mas nada de luxos, assim tiro esse peso avassalador do das costas do Estado.

 

- De aturar pessoas parvas

Faz-me mal e faz-lhe mal a elas, por isso exonero-me de as aturar, isto funcionaria de uma forma muito simples sempre que alguém parvo tivesse a ideia peregrina de me chagar a cabeça eu diria as palavras mágicas – exonero-me de te ouvir e elas iriam à sua vidinha e seríamos todos felizes.

 

- De conduzir no trânsito

O trânsito deve ser provavelmente o motivo maior para elevar os meus níveis de stress, não deveria existir trânsito, ponto, agora que falo nisso também não deveriam existir pessoas parvas e quase que uma coisa resolvia a outra, resolvido o mistério da parvoíce, acabem com o trânsito, a parvoíce diminuirá a pique, as pessoas parvas perderiam a oportunidade de ser parvas e o trânsito seria extinto.

 

- Das tarefas domésticas

São aquelas coisas que só servem para ocupar tempo por isso exonero-me de limpar e arrumar a casa, de tratar da roupa, especialmente passar a ferro, de planear as refeições, de fazer compras. Não me importo de cozinhar desde que os ingredientes estejam todos na dispensa e que alguém me diga qual é a ementa.

 

Existiriam muito mais coisas para pedir exoneração, mas não quero abusar, estas para já seriam suficientes.

 

E vocês de que pediriam exoneração?

Sei que é segunda-feira, mas sejam criativos.