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Língua Afiada

Nova estação –back to basic

Esta tem sido a minha tendência nos últimos tempos para descomplicar na hora de vestir, cansada de saber que um guarda-roupa bem equilibrado aposta em peças básicas e clássicos de qualidade consegui mesmo assim ignorar esta regra durante anos por sucumbir aos encantos de peças tendência ou mais marcantes.

Faz parte de mim olhar para a peça mais marcante na loja, quer seja por ter uma cor rica, um corte irreverente ou um tecido diferente.

Conclusão: uma mistura de peças marcantes que não combinam com nada.

 

Depois de anos assim cheguei a uma altura em que nada me encantava, as coleções deixaram de me fazer vibrar, deixei de ter vontade de correr para ver os avanços de temporada e deixei de ter paciência para as maratonas dos saldos.

Eu, a especialista em desencantar pechinchas sem paciência para compras, difícil de acreditar mas é verdade.

 

Neste momento os meus olhos estão centrados nas peças mais básicas e intemporais, em cores neutras, padrões tradicionais, cortes clássicos. E ondem andam essas peças?

Desapareceram juntamente com a minha paciência.

Podem existir mais motivos para ter deixado de ser tão consumista, nomeadamente perceber que existem coisas bem mais enriquecedoras com as quais gastar dinheiro e também as mudanças que o meu corpo foi sofrendo, mas o maior motivo sem dúvida foi o desencanto com a moda.

 

Para esta coleção quero comprar poucas peças e de qualidade:

- Um sobretudo de lã preto

- Um blusão de pele preto

- Uma gabardina creme

- Uma carteira preta de pele

- Um cardigan de caxemira

- Duas ou três blusas de musselina

- Umas calças de ganga escura que não desbotem

- Umas calças pretas de tecido com corte clássico

- Uma saia lápis

 

Parece pouca coisa, mas como quero peças de qualidade e com cortes específicos não tem sido fácil encontra-las, ainda não fui às lojas, só andei pelos sites, mas pelo que vi, só encontrarei mesmo as duas primeiras opções, que são precisamente as que menos falta me fazem.

Se tiverem sugestões de lojas é favor de enviar links que ou ando muito distraída ou a moda anda muito fora de moda.

A abstenção, o futebol e a solução.

Depois de sucessivas recomendações da Comissão Nacional de Eleições (CNE) o Governo vai mesmo proibir os jogos de futebol nos dias de eleições, ou seja, vai criar uma lei que proíbe a Federação Portuguesa de Futebol de agendar jogos em dias de eleições.

Está é, na minha opinião, uma das leis mais estúpidas alguma vez criadas nos últimos anos, em primeiro lugar porque penaliza uma entidade privada, completamente independente do Estado e em particular, pois não proíbe todas as competições desportivas apenas as afetas à modalidade Futebol, logo uma lei discriminatória, em segundo lugar porque é completamente ineficaz, impedir as pessoas de assistirem a um jogo de futebol não faz com que as mesmas atendam às mesas de voto.

 

Em reação a esta decisão, a CNE saúda a posição do Governo, mas lamenta que tenha sido necessário recorrer à lei e que não tenha imperado o bom senso e o dever cívico.

A coerência é adjetivo que não assiste à CNE, pois se esperava que imperasse o bom senso e o dever cívico, nunca deveria ter feito tal recomendação à FAP ou ao Governo, deveria antes incentivar os cidadãos a exercerem o seu direito de voto.

Se é um direito, não é uma obrigação e como tal, só vota quem quer, se querem mesmo que todos votem tornem o voto obrigatório, só existe um problema isso não seria democrático.

A situação seria facilmente resolvida se os políticos colocassem os interesses do país à frente dos seus e em vez de promessas vãs, ideias megalómanas e doses massivas de ego, cumprissem o dever cívico de servir o país e levassem à letra o juramento que fazem diante do Presidente da República, juramento esse que é o único em Portugal escrito em contrato, assinado que depois de quebrado não apresenta quaisquer consequências.

Já alguém tinha pensado nisto? Coisas estranhas deste país. Livremo-nos nós de não cumprir um qualquer contrato, nem que seja de telecomunicações, e estamos metidos em sarilhos legais.

O que os políticos ainda não entenderam é que os portugueses não gostam de proibições, não resulta, somos o típico povo que gosta de pisar o risco, de ultrapassar os limites de velocidade, de fugir aos impostos, de passar a perna ao outro, no fundo, somos os políticos que nos governam.

 

Já estou mesmo a ver as conversas em dias de eleições:

- Não posso ir ver o glorioso… Vou marcar um jogo de solteiros contra casados, assim no final sempre comemos umas bifanas e bebemos umas cervejolas.

- Oh Manel, já que não tens que ir ver o Porto no Domingo podíamos aproveitar para ir dar um passeio?

- Sebastião não temos jogo do Sporting que tal marcarmos um almoço com a malta toda? O que dizes pá?

 

Não faltarão com certeza alternativas às pessoas que haja ou não futebol não têm a mínima intenção de votar.

Então qual a solução? Tão simples, mas tão simples que não consigo compreender como não pensaram nisto antes. A solução é um incentivo, mas daqueles bons, deixo aqui algumas sugestões, simples e fáceis de implementar:

 

- Raspadinhas

Toda a gente sabe que os portugueses adoram raspadinhas, façam do boletim de voto uma raspadinha. No fim entregam o boletim e recebem uma raspadinha verdadeira. A alegria, o frenesim que seria nas mesas de voto. O prémio? Nem precisava ser um Audi topo de gama, poderia ser um fim-de-semana no Algarve ou um cartão presente daqueles que televisões oferecem.

 

- Comes e bebes

Se há povo que gosta de comer e beber é o português, as mesas de voto são quase sempre nas escolas, nas escolas existem cantinas, porque não dar uma sandes e uma bebida a quem vota, um porco no espeto e uma barraca de cerveja é mais do que suficiente.

 

- Incentivo fiscal

Estamos constantemente a queixarmo-nos que pagamos muitos impostos, que tal ter uma bonificação nas deduções no IRS? Vote e receba mais 50€ de reembolso.

 

- Cheque dentista

Vote e receba um cheque dentista.

 

No fundo basta pensarem em qualquer solução que já usaram para angariar votos e aplicarem-na no incentivo aos votos.

Não é física quântica, é só oferecer o que estão fartos de prometer.

Marcas de cosmética - Porque é acabam com produtos bons?

Já por aqui falei que tenho pele má, normalmente falo da pele do rosto, mas a minha pele do corpo não é propriamente melhor.
Adorava ter aquela pele lisa e nutrida que vejo em algumas mulheres, com aquele aspeto impecável, mas não tenho, não é completamente inatingível, é mais fácil conseguir ter uma pele invejável no corpo do que no rosto, mas dá imenso trabalho e exige tempo e dedicação.


No Verão passado decidi que iria ostentar uma pele digna de diva e muito antes das férias, cerca de dois meses, que tratamentos de choque nestas coisas não resultam, iniciei uma rotina para o conseguir, não foi fácil porque não é qualquer hidratante que nutre a minha pele, mas depois de alguma pesquisa e alguns testes (não imaginam os cremes que tenho lá por casa) encontrei a solução.


Esfoliar intensivamente e nutrir intensivamente.
Para esfoliar a solução acabou por ser a mais caseira possível – sal grosso misturado com o gel de banho, a única coisa suficientemente agressiva para esfoliar como deve ser. Atenção esta receita só pode ser usada no corpo, nunca no rosto e é preciso passar muito bem por água depois.
Para nutrir depois de várias apostas ao lado, encontrei o Óleo Precioso de Beleza da Garnier, confesso que quando li que iluminava, nutria e aperfeiçoava, desconfiei de tanta vantagem, mas a verdade é que faz o que promete é um verdadeiro balsamo para a pele que após apenas uma utilização fica imediatamente com um aspeto nutrido, após utilização regular melhora significativamente a tez.

Garnieroleodabelezacopy.jpg

 


Usei este menino durante uma boa parte do Verão no ano passado, quando o frio se instalou juntamente com a preguiça depressa abandonei os bons hábitos e o óleo ficou esquecido.
Este ano tirei férias muito antes da época balnear abrir e não houve lugar à preparação da pele, um erro, bem sei, por isso fui usando ocasionalmente um hidrante corporal e intensifiquei o seu uso quando chegou o Verão, mas a pele não dava tréguas, passadas umas horas já estava desidratada.


Depois de vasculhar os armários lá de casa e muito pensar no que tinha usado no ano passado lá encontrei uma embalagem do óleo quase no fim, usei durante três dias e o resultado foi logo visível, radiante tentei comprar uma nova.

Não há! Simplesmente não há!


Eu gostava que alguém me explicasse porque é acabam com um produto maravilhoso como este?

Porquê!?

Com uma gama tão extensa não podiam manter este óleo?


Agora têm o Ultra Suave Azeitona Mítica, alguém há experimentou?
Promete mais ou menos o mesmo “A sua pele ficará visivelmente reparada e intensamente nutrida. Dia após dia, mantém-se incrivelmente suave.”
Estou tentada a experimentar, mas duvido que seja tão bom como o outro.


Alguém conhece um hidratante de alta potência para hidratar? Os óleos mais comuns esqueçam, passado uma hora a minha pele já os devorou.
Experimentei o DermaSpa Creme de Corpo Goodness³ da Dove, mas deixou muito a desejar, vi que também têm em óleo mas não encontrei à venda.
A Dove também fez o favor de terminar com um creme de corpo que deixava um ligeiro brilho na pele… era fantástico com um cheirinho tão bom...


Não consigo entender porque estão constantemente a mudar as linhas de produtos, graças aos deuses da beleza pela marca Nívea que ao menos mantem os seus básicos que em último recurso podemos sempre contar.


Vocês têm alguma dica? Algum produto milagroso?
Contem-me tudo.