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Língua Afiada

É preciso mais coragem para ir ou para ficar?

De um lado o sonho, do outro a realidade.

De um lado o desconhecido, do outro os factos.

De um lado a ilusão, do outro a consciência.

Ficar com o que conhecemos ou partir à descoberta do desconhecido?

Ter a coragem de recomeçar de novo…

Ou ter coragem de ficar e reinventar a realidade?

Entregar a saudade à adrenalina ou despedaçar o desânimo pela proximidade?

Dar uma oportunidade à sorte ou mudar a sorte à sorte dos dias?

É preciso coragem para ir.

É preciso coragem para ficar.

Aconteça o que acontecer podemos sempre voltar.

Aconteça o que acontecer podemos sempre partir.

Não são mais corajosos os que partem, não são mais corajosos os que ficam.

São corajosos todos os que cá ou lá lutam pela vida.

Nem todos os que partem são aventureiros, nem todos os que ficam são comodistas.

Não há vencedores, não há derrotados.

Não há heróis, não há vilões.

Há os que escolhem ir, há os que escolhem ficar.

É preciso coragem para ir.

É preciso coragem para ficar.

Blog a meio de uma crise existencial

Quando abri esta página em branco pensei que iria escrever sobre a minha falta de inspiração, mas será falta de inspiração? Poderia dizer que tenho escrito menos por falta de tempo, não estaria a mentir, é verdade que não tenho tido tempo para o blogue.

No entanto, falta de tempo nunca foi motivo, costumo delinear a maioria dos textos mentalmente e quando os escrevo, escreve-os num ápice, por isso tempo nunca foi grande problema.

 

Então qual é o problema?

O problema é que tenho vontade de escrever sobre coisas que não tenho desejo de partilhar aqui, pelo menos neste momento, tenho dois textos intensos, pessoais, íntimos no pensamento e enquanto esses dois temas não voarem para longe do meu pensamento não haverá grande espaço para pensar noutros.

Enquanto esses dois capítulos da minha vida não estiverem encerrados numa gaveta na minha mente, não há espaço para abrir outras gavetas.

Escrevo este texto não para me justificar, mas para me organizar, na esperança que escrevendo sobre o assunto ele se esgote.

Já várias vezes afirmei que escrevo este blog para mim, não para os outros, mas sendo ele público tenho de estar preparada para que seja lido e há coisas que ainda não estou disposta a partilhar com o mundo, por mais pequeno que o meu universo de leitores seja, o que está público, público está.

Começar um blog é fácil, dar-lhe continuidade é relativamente simples, saber que rumo, cunho e tom dar-lhe é bem mais difícil.

Poderia alimentar o blogue com breves pensamentos, com conteúdos interessantes colhidos em pesquisas em sites igualmente interessantes, poderia escrever sobre imensos temas práticos, sobre temas que recolhem aprovação junto do público, mas não foi para isso que criei este blog.

Criei este blog para escrever sobre o que me apetece, sobre o que me vai na mente, se isso interessa a quem está desse lado é apenas coincidência.

 

Sem inspiração ou sem vontade de partilhar?

Este blog atravessa uma crise existencial, não é de agora, há vários meses que não sei que rumo dar-lhe, vou escrevendo ao sabor do vento sem grande planeamento ou direção e isso irrita-me.

Porquê? Se é esse o seu propósito?

Porque quando não quero expor os meus pensamentos mais íntimos, não sei sobre o que escrever.

Tivesse o blog um rumo, um tema, um objetivo mais concreto seria bem mais fácil.

 

Para a próxima crio um blog de viagens ou de culinária para não ter dúvidas no alinhamento.

Momento profundo

Parabéns a mim.

Festejo 427 meses.

Tão bom!

Estou muitíssimo feliz por este amor que sinto por mim própria.

 

A sério ninguém tem paciência para os festejos mensais que fazem dos bebés e crianças, entendo que seja muito importante para os pais, mas acreditem mais ninguém está a contar os meses, só vocês, nem os pais das outras crianças querem saber dos meses dos vossos filhos, só dos deles.

E não é bonito alguém perguntar - Que idade tem?

E vocês responderem - 38 Meses!

A sério? Qual o problema de dizer que tem três anos?

É para parecer ainda bebé? Não vos adianta de nada, ele já não é propriamente um bebé e não voltará a ser.

Eu sei, eu sei que há roupa de criança que vai até aos 36 meses, até essa data ainda se entende que a vossa mente esteja formatada para pensar em meses, depois disso é só estupidez.

O tempo está estruturado em dias, quando dos dias perfazem uma semana, falamos em semanas, quando as semanas perfazem um mês, falamos em meses, quando os meses perfazem um ano falamos em anos.

É assim tão difícil?