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Língua Afiada

Organização precisa-se!

Longe vão os tempos em que conseguia ter a casa organizada, sempre tudo arrumado, sempre tudo no lugar, hoje entre uma mistura de cansaço (desleixo) e acumulação de coisas (tralhas) o cenário é caótico.

Antigamente (até parece que foi há séculos) conseguia manter tudo em dia, não sei bem como fazia, mas a verdade é que chegava ao fim-de-semana com tudo tratado, roupas inclusive e ainda me sobrava tempo para fazer exercício duas vezes durante a semana e uma durante o fim-de-semana, agora chego ao fim-de-semana e tenho a casa virada do avesso, se entrassem em minha casa hoje teriam um colapso, não está suja, mas existem um sem fim de coisas fora do sítio, especialmente roupas, tenho sacos de roupa na sala, roupas novas que não tiveram tempo de ser arrumadas.

 

Esta mudança de cenário tem-me perseguido, será que perdi energia? Fiquei preguiçosa? Perdi capacidade de organização?

Acho que é um pouco das três, tenho menos energia, fico mais cansada, logo mais preguiçosa e logo com menos capacidade mental para me organizar.

 

A verdade é que várias pessoas me dizem que não sabem como consigo (conseguia) organizar tudo em casa para ter os fins-de-semana livres, digo sempre que o segredo é a organização, em não deixar nada fora do lugar, é aqui que que entra um dos maiores problemas, o desleixo, se nos relaxamos, mesmo que seja pouco, entramos numa espiral de desorganização que para voltarmos a colocar nos eixos dá muito mais trabalho e é muito mais cansativo e se nos cansamos muito temos menos disposição para a organização é um ciclo vicioso.

 

O que preciso agora é de um plano de ação para colocar tudo nos eixos e depois é manter, quando se tem tudo organizado é muito fácil manter essa organização.

Têm algum truque? Algum conselho?

Tenho um sem fim de dicas que sigo para ser mais fácil, mas precisava de uma milagrosa.

Será a sorte assim tão importante?

A sorte faz parte da vida, o estar no local certo à hora certa, conhecer as pessoas certas, até as tomadas de decisão às vezes podem ser tomadas à sorte e condicionarem todo o nosso futuro.

Se existem pessoas mais sortudas que outras? Existem, eu própria em várias ocasiões tive imensa sorte, acasos, coincidências que me proporcionaram diversas oportunidades.

Mas existirão pessoas sem sorte nenhuma? Não creio, todos somos bafejados pela sorte em alguma ocasião da vida.

O que muitas vezes acontece é que estamos demasiados distraídos para aproveitarmos as oportunidades, outras vezes achamos que não é momento certo, outras ainda confiamos demasiado na sorte.

 

A sorte só por si não chega, porque ela tão depressa aparece como desaparece, a vida é mesmo assim, hoje estamos bem e amanhã temos um percalço e tudo muda.

O que é preciso é garra, vontade de agarrar as oportunidades com unhas e dentes, fazer o que for preciso para transformar a sorte em algo real e concreto.

 

Infelizmente existem pessoas que por mais que a sorte lhes bata à porta, não sabem valoriza-la, conheço alguns casos, pessoas talentosas, normalmente queridas por todos, mas com uma incapacidade total de se agarrarem a uma oportunidade, seja uma relação, um emprego ou qualquer situação que implique responsabilidade e continuidade. São impossíveis de controlar porque não se controlam, são normalmente casos perdidos para a sociedade.

 

No entanto, as pessoas que mais me irritam são as que desperdiçam oportunidades por excesso de confiança, tomam as oportunidades por certas e não se esforçam minimamente.

Há quem diga que nem todos nascemos para ser grandes, sempre acreditei que com as oportunidades certas e os incentivos corretos todos conseguiriam evoluir e florescer na vida, mas estava enganada, existem pessoas que realmente não têm perfil, inteligência e dedicação para evoluírem.

 

Conheço uma pessoa a quem a sorte bafejou com um emprego que nunca conseguiria por si só, uma oportunidade única na vida, o que é que essa pessoa faz?

Queima essa oportunidade com uma ligeireza desconcertante e absurda, não tendo em atenção a responsabilidade que o cargo exige, falando de temas sensíveis com quem não deve, demonstrando uma total falta de respeito pela empresa e pela oportunidade que lhe foi concedida.

Este caso que conheço de perto fez-me pensar:

 

– Quantas pessoas que se queixam de falta de oportunidades terão desperdiçado oportunidades?

 

- Quantas pessoas que se queixam que a vida nunca lhes deu nada terão ficado sentadas à espera que um presente lhes caísse no colo?

 

Mais do que sorte na vida importa lutar pelo que se quer, mais do que esperar oportunidades, é preciso potencia-las e quando elas aparecem é preciso agarra-las, abraça-las e não baixar os braços até serem totalmente nossas.

Tal como as pessoas que ganham a lotaria e dois anos depois estão na miséria, a sorte, seja em que campo for, só por si não é suficiente.

 

A sorte é importante?

É, mas só se soubermos o que fazer com ela.

Tarefas, listas e prioridades - Como organizar

Por onde se começa? Pelo início.

Qual é o início? O mais importante e o mais urgente.

E quando o mais urgente não é o mais importante?

E quando temos vários assuntos urgentes e importantes?

E quanto temos todos estes problemas ao mesmo tempo?

Parece impossível? Não é!

Basta estarmos com três ou mais projetos importantes em simultâneo.

 

Como se resolve a equação?

Com muita, mesmo muita, organização mental e com auxiliares de memória.

O primeiro passo é desligar o e-mail.

Segundo avaliamos as tarefas tendo em conta: tempo de execução, grau de autonomia e necessidade de acompanhamento.

Terceiro fazemos listas de tarefas.

 

A primeira lista deve ter as tarefas mais urgentes e mais rápidas de executar que não tenham necessidade de acompanhamento e que não dependem de terceiros.

A segunda lista deve ter as tarefas mais importantes por ordem a executar, as primeiras a tratar serão as que não são autónomas, realizamos a nossa parte e passamos a bola para os outros intervenientes.

Na terceira lista colocámos as que necessitam de acompanhamento, fechamos uma e avançamos para a seguinte, quando terminarmos a seguinte ou as duas seguintes, dependendo do tempo que demorarem, fazemos o acompanhamento da anterior e assim sucessivamente.

Para o fim ficam as tarefas que demoram mais tempo e que só dependem de nós, assim se necessitarmos de as fazer fora do local de trabalho e a horas menos próprias não ficam pendentes de terceiros.

 

E agora que já defini como vou dividir as minhas inúmeras tarefas, vou meter mãos à obra.

Bom trabalho.