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Língua Afiada

Pausa para pensar e colapsar

Parei agora 2 minutos para organizar ideias e tarefas dos próximos tempos.

Tive um colapso!

Já estamos em Agosto?

AH?

Quando?

Como é que isto aconteceu?

Tenho um sem fim de coisas a tratar profissionais e não só, só prendas preciso de comprar cinco! Cinco e todas difíceis, felizmente despachei a que seria a número seis no sábado passado, mas é preciso entrega-la a seu dono.

Depois como um projeto só não é suficiente para entreter, arranjei dois, que entraram agora em velocidade de fórmula 1 numa verdadeira corrida contra o tempo, tanta coisa, mas tanta coisa para organizar, as estratégias que tenho de definir, textos a escrever, imagens para selecionar.

Sem esquecer o trabalho diário que não dá propriamente tréguas e todas as outras coisas típicas da rotina.

Felizmente que o destino quisesse que tivesse de adiar as férias o que permitiu não só ter o trabalho em dia, mas também guardar uns dias para descansar (respirar) depois desta época que promete ser extenuante.

A juntar a isto tudo? Fins-de-semana ocupadíssimos, aliás se Agosto tivesse mais fins-de-semana mais atividades teria para lhe juntar pois os fins-de-semana não chegam para tantos eventos, encontros e festas.

É nestas alturas em que o stress me sobrecarrega de adrenalina que tenho mais inspiração, e é por isso que só hoje já tive ideias para alimentar o blog durante um mês!

Ficarão essas ideias para outra altura, guardadas à espera de tempo.

Tempo, tempo, tempo, fala-se tanto de dinheiro, mas o que eu gostava de ter era mais tempo ou dinheiro suficiente para o comprar.

Sem comunicações não há trabalho.

Odeio, odeio estar incomunicável, mas hoje deixei o telemóvel em casa e quando cheguei ao trabalho o meu PC que deveria ter atualizado durante a noite deve ter resolvido dormir e só começou a atualizar quando o liguei de manhã.

Sem PC, sem telemóvel, impossível trabalhar, mas lá consegui reorganizar-me para ter uma reunião interna e tirar proveito do tempo.

Tinha o telefone fixo mas não serve de muito se não tiver acesso aos contactos que estão onde? No PC ou no telemóvel.

Dei por mim a pensar que em caso de falha de energia ou sem Internet fico sem possibilidade de trabalhar, posso organizar ideias e tirar alguns apontamentos, mas isso só me ocupa uma hora no máximo, tudo o que faço acaba por estar completamente dependente das comunicações e das novas tecnologias.

Sem acesso à tecnologia é estar parada e sobretudo estar incomunicável o que confesso me causou alguma ansiedade.

Estranho também perceber que não consigo estar no trabalho sem trabalhar.

A importância das férias no tempo certo

As férias são essenciais à nossa produtividade, para carregar baterias, para descomprimir, atenuar os efeitos do stress do dia-a-dia.

Todos deveríamos ter direito a férias, quando digo férias falo de férias a sério, daquelas em que não se faz rigorosamente nada, especialmente as mulheres, não serão todas, mas sabemos que durante o ano as mulheres são sobrecarregadas de tarefas, principalmente as domésticas e ir de férias para um apartamento ou casa a cozinhar e a lavar louça todos os dias não são férias, são um arejar da cabeça.

 

Não sou preguiçosa, pelo contrário, mas gosto de pelo menos uma vez por ano ter realmente férias, não é só ter de cozinhar o que até não me custa nada, é toda a organização e planeamento que isso envolve, pode ser giro, especialmente quando partilhado com amigos, mas há aqueles momentos em que nos apetece não ter que fazer realmente nada a não ser ocupar o tempo como bem entendemos.

 

A maioria dos portugueses tem 22 dias de férias que são mais coisa menos coisa 4 semanas completas se só guardamos dois dias para tratar de assuntos pessoais o que raramente acontece, depois há os dias impostos pelas empresas há quem só marque a véspera de Natal e a véspera de Ano de Novo, mas há outras empresas que marcam pontes e outras datas e facilmente de 4 semanas ficamos apenas com 3 semanas.

 

Há quem goste de tira-las seguidas para durarem mais, pessoalmente prefiro reparti-las pelo ano para ter vários períodos de descanso, penso que é importante proporcionarmos ao nosso corpo descansos intercalados, dessa forma evitamos ficarmos extenuados e ansiosos por aquele mês passar o ano todo à espera de um mês é desesperante.

 

Este ano mais uma vez optamos por repartir e tiramos férias bem cedo e tínhamos planeado tirar novamente este mês, não foi possível, nada de grave, não nos sentimos exaustos de um ano sem férias e até às próximas ainda teremos pelo meio um fim-de-semana prolongado para equilibrar dos dias de trabalho.

 

Do que sinto falta é da continuidade das férias, quando tiramos férias em Junho ou em Julho ficamos eufóricos e viciados nessa euforia para o resto do Verão, é como se nunca perdêssemos o ritmo das férias e isso faz com que aproveitemos todos os momentos.

Como este ano, apesar de termos feito praia, as férias foram muito antes do Verão essa euforia perdeu-se, quebrou-se o encanto, parece mesmo que as nossas férias já foram a uma eternidade, porquê? Pelo simples facto de por motivos climatéricos vimo-nos impedidos de as prolongar.

 

É por isso que gosto de tirar férias no início da época quente, ali por meados de Junho e repetir a dose em Julho, adicionamos um fim-de-semana em Agosto e ficamos com a sensação que estamos o Verão todo de férias e é tão bom.

Ficamos nós e fica toda a gente, que nos tempos em que publicava muitas fotos nas redes sociais, chegaram a perguntar-me quantos meses de férias tinha.

 

A verdade é que tenho, temos, os mesmos dias que todas as outras pessoas, mas a distribuição que fazemos dos dias e o prolongamento do espírito de férias nos dias que se seguem fazem parecer que estamos efetivamente todo o Verão de férias.

Estou a sentir falta dessa euforia este ano, pode ser psicológico como disse o Moralez, por termos adiado as férias, mas psicológico ou não, a verdade é que temos realizado menos passeios, não temos ido à praia e não temos aquela super mega boa disposição que nos é característica nesta altura.

Não é que andemos mal dispostos, raramente andamos, mas falta aquele extra bom do Verão, a euforia.

 

Já temos planos para a restaurar este fim-de-semana, espero que tome conta de nós e dure até Outubro, melhor até Novembro, já costuma durar até Outubro para compensar tem de durar até Novembro.

Euforia podes fugir, mas não te podes esconder.