Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Língua Afiada

A mim roubaram-me a paciência Greta.

A Greta roubaram a infância. Roubaram porque ela sente que lha roubaram e não há ninguém no mundo que possa dizer o que ela sente ou deva sentir.

Já não suporto as comparações entre Greta e a Malala, entre Greta e as crianças Sírias, entre Greta e Boyan Slat.

Greta não tem de ser comparada com ninguém, não tem de ser colocada em perspetiva, não tem de justificar o que sente, não tem de explicar porque defende o ambiente, não nos deve explicações e muito menos tem de pedir desculpa ao mundo por ter nascido numa família abastada e numa sociedade livre.

 

Se Greta por ser uma “privilegiada” não pode reclamar da sua infância, então em Portugal ninguém pode reclamar de nada, acabem-se as greves, acabem-se as negociações para aumentos de ordenados, acabem-se as petições para tudo e mais um par de botas, acabem-se as páginas que reclamam direitos para os animais, não há direitos para pessoas vamos agora lutar pelos direitos dos animais, acabem-se as lamúrias com as rendas altas e os rendimentos baixos, acabem-se as reclamações que como privilegiados que somos não temos o direito de reclamar de absolutamente nada.

O desplante de reclamarmos e lutarmos por um ordenado condigno quando há milhares de pessoas que não têm emprego, nem onde trabalhar, reclamarmos uma saúde melhor, quando existem milhares de pessoas sem acesso a cuidados de saúde básicos, reclamarmos do preço das vacinas fora do plano nacional de vacinação quando há milhares de crianças que morrem por falta de vacinação com doenças consideradas erradicas no nosso país, reclamarmos do preço dos alimentos quando milhares morrem à fome e à sede.

Somos o povo que durante o Inverno num dia reclama que está a chover, no dia seguinte reclama que está frio e durante o Verão num dia reclama do calor e da seca e no dia seguinte reclama que chove e não pode ir à praia.

 

A mim roubaram-me a paciência para tanta ignorância, para tanta carneirada que publica e replica textos e textinhos sobre a autoridade, a autenticidade, interesses e as mais diversas teorias da conspiração sobre Greta carregados de não argumentos.

Greta está a alertar para a urgência de se implementarem medidas concretas e urgentes para travarmos as alterações climáticas, para conseguirmos salvar este planeta, para que daqui a uns anos os nossos filhos e netos não fiquem sem infância, mas para que não se coíbam de ter filhos para não os trazerem a um mundo tóxico e inabitável.

 

Ataquem-na porque tem tudo, digam que devia estar na escola, que é arrogante, que é mal-educada, que não tem qualquer autoridade no assunto, o argumento mais interessante é dizerem que não propõe nenhuma medida, é interessante que achem que não tem autoridade, nem conhecimento do assunto, mas que ao mesmo tempo deva apresentar medidas, ela na verdade propõe a única medida possível para travarmos a destruição do planeta – fazer pressão nos locais e pessoas certas para que se tomem medidas.

Greta está a fazer um excelente trabalho de consciencialização, está a colocar o tema na agenda política e da comunicação social e isso não só é muito importante, como é muito mais do que aquilo que a maioria das pessoas faz.

 

Deixem Greta em paz, ela tem paciência e nem se importa nada com os vossos ataques, aliás só lhe dão força para continuar, mas já eu não tenho paciência para tanta publicação ignorante.

Greta como gostava de ter a tua paciência.

 

 

(É óbvio que existem pessoas a aproveitarem-se do mediatismo de Greta, oportunistas de boas causas existirão sempre, menos o nosso Marcelo, livre-nos Deus nosso senhor de se aproveitar do mediatismo de uma jovem, muito mais fácil ir à boleia das tragédias ou da Cistina Ferreira.)

Fotógrafos amadores a quererem ser profissionais

O que distingue um profissional de um amador é mesmo o profissionalismo, infelizmente parece que o mundo se esqueceu de um dos significados de profissionalismo, ser profissional não passa apenas por ter brio profissional, ser profissional é fazer algo por ofício, não por passatempo, por gosto ou por achar que se tem jeito.

Infelizmente nas profissões ligadas à comunicação, marketing, design, fotografia, produção, vitrinismo, decoração o que não faltam são pessoas sem qualquer formação profissional a exercerem, o resultado é o que se espera de um amador, falha nos detalhes, é nos detalhes que está o diabo e basta um olhar mais atento para diferenciar um profissional de um jeitoso.

 

Que vendam o seu trabalho como profissionais e a que a maioria dos clientes não perceba e fique satisfeito da vida, não é ético, mas se o cliente não reclama e ainda fica satisfeito, quem sou eu para colocar problemas, agora quando o cliente reclama de forma construtiva, apontando erros e soluções para os mesmos, o amadorismo estende-se da atividade para a dimensão de tratamento do cliente e temos um amador a tratar as pessoas de forma amadora.

Gostar de fotografia, ter bom equipamento fotográfico e um estúdio não fazem de uma pessoa um fotógrafo, para fotografar acima de tudo é preciso ter olho e criatividade, mas mesmo quem tem essa apetência natural necessita de formação.

 

Há uma semana atrás o nosso problema passava por pensarmos que teríamos dificuldade em selecionar apenas algumas fotos de uma sessão, hoje o nosso problema é conseguir selecionar uma quantidade mínima de fotos.

Nos últimos anos é hábito as famílias contratarem as mais diversas sessões fotográficas para ficarem com um registo profissional dos momentos mais importantes, a fotografia profissional passou a estar presente em muito mais ocasiões, mas o que tenho percebido é que o registo nem sempre é profissional.

 

Antes de contratarem uma sessão, mais do que pedir referências, peçam o currículo do fotógrafo, não se guiem pelas fotos que colocam no portfolio, nem pelas opiniões de pessoas que não percebem nada de fotografia, peçam o currículo para perceberem se têm realmente formação na área para não terem dissabores.

É muito fácil ludibriar pais babados com fotos amorosas dos seus filhos, a tendência é olhar para o seu rosto feliz, mas um olhar atento revela falhas inadmissíveis no enquadramento das fotos, que a maioria das pessoas fique feliz e contente com o resultado final não surpreende, as pessoas não têm todas de perceber de fotografia e enquadramento, que tentem tapar o sol com a peneira a quem percebe é que é inadmissível.

 

Sei que eu o meu marido somos clientes exigentes, mas somos muito transparentes e diretos e antes ainda sequer de a sessão começar falamos das nossas profissões, do nosso gosto por fotografia, das nossas expetativas e dos motivos que nos levaram a contratar o serviço, o mínimo que o fotógrafo deveria ter feito era levar isso em consideração, porque se há clientes que gostam de tudo, outros há que por perceberem do assunto e saberem o que querem serão obviamente mais exigentes.

Não faltam ofertas de fotógrafos para sessões fotográficas, verifiquem se são realmente fotógrafos ou uns amadores que resolveram ganhar dinheiro fácil sem qualquer profissionalismo.

 

Todas as pessoas sabem carregar no botão para fotografar, poucas sabem buscar a essência das pessoas, isso é um dom, mas enquadrar bem é o mínimo, estou convencida que há por aí muitas adolescentes com mais olho para a foto que muitos que cobram por acharem que sabem ou percebem alguma coisa de fotografia.

Razões para recorrer a um Simulador de Crédito Habitação

18706.jpg

 

Quando pensamos em comprar casa, quase imediatamente pensamos em crédito. A verdade é que a maioria dos portugueses recorre ao crédito habitação para comprar casa, por isso, é importante ter a certeza que temos toda a informação que necessitamos para conseguirmos a melhor proposta do mercado. Assim, nada como recorrer a um simulador de crédito habitação para saber quais os futuros encargos.

Se perdemos imenso tempo a procurar a habitação ideal, se tentamos obter sempre o melhor negócio para a nossa casa de sonho, faz sentido que depois também procuremos a melhor solução, aquela que melhor se adequa às nossas necessidades para a pagar. O crédito habitação deve ser cuidadosamente escolhido e essa escolha pressupõe perceber como funciona.

 

Em primeiro lugar não devemos ir pela via mais fácil e muitas vezes não devemos dar demasiada atenção aos conselhos dos amigos e conhecidos, por melhor intencionados que sejam. Na verdade, tem-se propagado uma série de mitos sobre crédito habitação que nem sempre são verdadeiros e que podem conduzir a maus negócios, como decidir imediatamente pelo nosso banco atual para evitar perder muito tempo e burocracias ou focar-nos apenas no spread, sem ter em conta todos os outros custos, muitos deles que não são percetíveis no imediato.

Outros dois conselhos que tenho ouvido são para dar o mínimo de valor de entrada e para estender o prazo do empréstimo o mais que conseguir. Mas não convém esquecer que uma entrada significativa reduz substancialmente o risco do empréstimo e permite-nos negociar melhores condições. Também um prazo mais curto, apesar de implicar uma prestação mais alta, no final representa menos juros e uma poupança considerável. E quando se fala em dinheiro o importante, pelo menos para mim, é poupar e fazer o melhor negócio possível.

 

Comprar uma casa é um passo muito grande e implica muitas vezes um grande esforço financeiro, no nosso caso pretendíamos saber que custos poderíamos esperar ainda antes da escolha do imóvel, para decidirmos qual seria a melhor opção para nós, depois de alguma pesquisa encontrámos uma instituição, que nos garantiu uma pré-análise do nosso caso, um serviço que permite assegurar a compra de um imóvel adequado às nossas necessidades e um plano de financiamento adequado à nossa capacidade financeira.

 

Ao analisar o Crédito Habitação percebemos ainda que há outros fatores que fazem a diferença:

Decisão rápida de financiamento – desde o início o processo de decisão deve ser rápido e objetivo, pois a rapidez do processo pode ser decisiva para garantir que não perdemos o negócio. Por isso é importante escolher alguém que seja capaz de uma resposta rápida.

 

Sem vinculações e sem mudar de banco  – porque temos de abrir uma nova conta ou contratar vários produtos financeiros se apenas queremos um Crédito Habitação? Há instituições que não obrigam a ter de domiciliar o ordenado, contratar cartões de crédito e outros produtos que não necessitamos. Se não é necessário e não queremos, porque devemos ficar com produtos e obrigações que não precisamos?  

 

Simplicidade e Apoio - ler aquelas letrinhas pequeninas dos contratos e perceber o que realmente querem dizer nem sempre é fácil. É importante poder contar com alguém com capacidade de esclarecer todas as dúvidas.

 

Confesso que quando li que não tinha de contratar uma série de produtos que não necessito, até porque estou farta dos bancos e das suas comissões, fiquei logo agradada com as soluções da UCI. Se a casa dos nossos sonhos aparecer já sei a quem recorrer, pois não tenho tempo, nem paciência para andar de banco em banco a discutir TAEG’s e Spreads.

Ainda no fim-de-semana passado falávamos com uma amiga sobre a sua prestação ao banco, cerca de 500€, dos quais quase 200€ eram produtos adicionais como seguros, como é possível? Pessoalmente, estas situações sempre me assustaram e é por isso que fico mais descansada com uma solução que seja mais transparente e com a qual sei exatamente quanto vou pagar.

Agora falta o mais importante, escolher o imóvel, encontrar a nossa casa de sonho não será fácil, a profissão do meu marido e a sua atenção aos detalhes eleva a procura para níveis difíceis, quase impossíveis, além disso o mercado imobiliário está em alta e os valores que pedem chegam a ser obscenos, por isso estamos a avaliar as opções.

 

Em relação ao crédito deixo-vos um conselho importante, tenham em conta a taxa de esforço que têm para comprar uma casa e tenham sempre em conta imprevistos para que não fiquem impossibilitados de pagar a prestação ou ficarem extremamente condicionados a nível de finanças. Como em tudo na vida o segredo está no equilíbrio.