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Língua Afiada

Vamos defender os Caracóis? Não me parece!





Basta andar uns dias sem aceder à Internet que quando seregressa são só temas quentes.
Este da defesa dos caracóis é simplesmente espetacular.
"Gostava de ser cozido vivo? Ele também não". É oslogan da campanha de sensibilização lançada pela Acção Directa em defesa doscaracóis.
Segundo este grupo os caracóis não merecem serem cozidosvivos para depois serem degustados, já que isso é uma crueldade.
Eu não sei se estes senhores sabem o que se faz aos caracóisnas plantações, é que estes bichinhos, que são uma praga, são constantemente mortosatravés dos mais diversos meios.
Assim de repente acho que mergulha-los em água quente ecome-los constitui misericórdia e também um aproveitamento de recursos, já quemata-los com sal é uma morte bem mais lenta e atroz e mata-los só para nãocomerem os vegetais sem aproveitamento é um desperdício.
Imaginem os bichos coitados cruzam o sal e depois ficamhoras e hora a definhar, a espumar pelos efeitos nefastos do sal, isso é que écrueldade. E depois ficam para ali despejados na terra e ninguém quer saber delesmesmo eles estando já temperados.
Não tenho nada contra vegetarianos, acho mesmo que só existeum caminho para a extinção da fome no mundo é comermos menos carne e passarmosa comer mais vegetais e insetos que constituem uma excelente fonte de proteína.
Também gosto muito de animais e acho que devemos respeitar anatureza e tudo o que ela nos dá, mas deixarmos de matar animais? Isso não épossível porque não sobreviríamos. Não por morrermos à fome, mas porque se deixássemosassim simplesmente de matar todo o tipo de animais o ecossistema entraria emcolapso já que está ajustado para que hajam mortes causadas pelo homem.
De qualquer forma podemos todos ser budistas e não comer carne,comer apenas folhas e frutos sem interferir na natureza, nada contra, admiroimenso quem o consiga ser com tudo o que isso implica. E implica muito, comopor exemplo abdicar de quase tudo o temos já que para o termos muitos animaistiveram de morrer.
Gostava de saber o que as pessoas por detrás desta causafazem às melgas, moscas, baratas, minhocas, aranhas, centopeias que lhesaparecem à frente. E já agora quando têm gatos como os impedem de atacar osoutros bichos? Já que se atiram a tudo o que mexe, matam por desporto e nãocomem a maioria das presas.
Eu acho que deveríamos fazer uma campanha a defender otomate, esse coitado é sempre negligenciado, primeiro teimam em coloca-lo juntoaos legumes quando o desafortunado é um fruto, depois não respeitam a suaidentidade e dão-lhe nomes como chucha e cherry, parece que virou travesti,como se não bastasse ainda lhe dão nomes de outras frutas como tomate pera eainda usam o seu plural para designar uma parte do sexo masculino que sejamosfrancos é muito mais murcha e feia do que o tomate verdadeiro.
Eu sou a favor da defesa do tomate que cortam verde e nuncadeixam amadurecer em todo seu esplendor, comem-no cru, à facada e carregado desal que lhe fere a pele e lhe faz arder as sementes aniquilando as suas hipótesesde descendência.  
Acho que vou lançar uma petição para acabarem com asinjustiças contra o pobre do tomate.

A morte, essa coisa mal-educada...

 

 

A morte, essa coisa mal-educada...
Que chega sem ser convidada.
Não bate à porta! Não avisa!
Entra e instala-se.
Ocupa um espaço gigantesco
e tudo passa a girar à sua volta.
Não há coisa mais egocêntrica,
todas atenções recaem sobre ela.
E é vão o nosso esforço…
Nada a fazer se não conviver com a maldita.
Não escolhe dias, nem idades,
simplesmente aparece e permanece,
sem opção, escolha ou preferência,
e assim reside nas nossas vidas.
Vida que nos fluiu pelas mãos,
cuja única certeza é a morte,
que um dia sem aviso ou notícia
baterá também à nossa porta.
 
Por mais que pensemos que estamos preparados, nunca ninguém está preparado para receber uma notícia de falecimento de um ente querido.
Mesmo sendo alguém idoso, mesmo estando em sofrimento, o nosso egoísmo faz-nos querer tê-los sempre junto a nós por mais uns dias, meses, anos.
Não foi uma morte prematura, não foi que os sinais não estivessem lá, mas custa sempre pensar que nunca mais vamos ver e tocar naquela pessoa.
Ficam as memórias no pensamento e os sorrisos e os bons momentos trancados no coração.
Os meus avós já partiram todos, custou-me muito aceitar isso, agora tenho de me preparar para a partida dos avós do meu marido.
Hoje partiu a avó paterna do MQT e ficou um vazio nas nossas vidas. Os meus filhos nunca conhecerão a bisa e isso deixa-me triste.
É nestas alturas que desejava já ter filhos e já crescidos o suficiente para terem memórias desta bisa e de outras pessoas que iriam preencher e enriquecer as suas vidas.
 
Beijinho grande Amor.
Sabes que estou sempre aqui para ti.
Ate já avó Linda.

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