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Língua Afiada

Antes de sair de casa olha-te ao espelho!

 

 

Se não querem passar por estas vergonhas não se distraiam. Só uma distração muito grande explica este visual de Nicky Hilton.

 

Dicas para as mais distraídas:

 

Pelo vosso bem e, às vezes, pelo bem dos outros antes de saírem de casa passem pelo espelho e olhem-se com olhos de ver. Não é só olhar e dizer tenho as cores minimamente conjugadas, é olhar e ver com olhos de lince especialmente se é a primeira vez que vestem essas peças.
- Virem-se de rabiosque e atentem ao comprido de saias, vestidos e calções, já que às vezes à frente ficam compostinhos mas nas costas nem por isso.
- Tentem sempre observar o outfit à luz solar para detetarem transparências indesejadas, muitos tecidos só transparecem quando expostos ao sol.
- Verifiquem se as alças do soutien não estão visíveis, se estiverem por mais giro que o soutien seja troquem por outro.
- Apurem se as calças/calções tapam as cuecas quando se sentam, ninguém quer ser apanhada com as metades do queijo visíveis. Eu sei que não têm olhos nas costas mas e os espelhos podem não estar num local que facilite esta visão, mas é fácil coloquem as mãos se sentirem as cuecas acima da linha das calças ou o rabo à mostra troquem de calças ou coloquem uma camisola mais comprida mas que não seja transparente.
- Investiguem se quando se sentam a saia e o vestido não sobem demasiado deixando antever mais do que vocês desejariam.
- Se for uma peça com cortes estranhos, furos, transparências intermédias assegurem-se que nas posições mais comuns como caminhar, sentar, agachar não ficam com demasiada carne à mostra.
- Se vestirem uma peça justa, seja qual for, testem os movimentos antes de sair, as linhas ultimamente não são das melhores e ninguém gosta de ficar exposto à custa de um rasgão.
Em dias importantes sejam profissionais ou de lazer repitam estes procedimentos duas vezes e na dúvida três para não haver margem para dúvidas.

Eu, Eu, Eu e depois, se tiver tempo e me der jeito, vens Tu.





Já não posso ouvir coisas como:
- Sou frontal, digo o que penso.
- Sou assim quem não gostar que ponha na beira do prato.
- Digo sempre aquilo que penso.
- Visto o que me apetece e ninguém tem nada a ver com isso.
- Ninguém tem nada a ver com o que faço ou deixo de fazer.
- Na minha vida mando eu.
E mais um rol de outros comentários que até podem fazermuito sentido, mas quando não são ditos a toda a hora e usados para tentarencerrar discussões, especialmente aquelas em que se encontram a perder sãosimplesmente aborrecidos.
Estamos num tempo em que as pessoas dizem o que querem talcomo vestem o querem, sem pensarem nas consequências. Se o vestir raramente temconsequências para terceiros, já o quem dizem é mais grave.
Ter o coração perto da boca, ao contrário do que se possapensar, não é uma coisa boa. Temos dois ouvidos, uma boca e um cérebro edevemos usar o cérebro antes de abrirmos a boca, se o fizermos poupamo-nos abastantes dissabores.
Quem nunca disse nada que imediatamente se arrependeu queatire a primeira pedra. Eu abro muitas vezes a boca sem pensar e isso já mecustou até um emprego. Digamos que insultar a inteligência do chefe não é umaação inteligente, é o que dá falar sem pensar.
Normalmente não sou muito explosiva a não ser nas seguintessituações:
- Injustiças: não suporto qualquer tipo de injustiça, desdejulgar alguém pelas aparências a maltratar alguém só porque sim, promoveralguém porque é graxa, tratar alguém mal só porque se tem inveja dessa pessoa,a lista é extensa, mas de todas a que me tira mais do sério é ver alguém quenão recebe qualquer punição por ser mau, quando alguém é recompensado por seumau então dá-me vontade de esbofetear toda a gente.
- Incoerências e incongruências: odeio pessoas que não sejulgam pela mesma bitola com que julgam os outros. E vai desde as pequenascoisas às maiores, mas as pequenas coisas são as que me tiram do sério. Não possocom quem faz uma tempestade num copo de água porque um alfinete que está forado sítio e que depois deixa alfinetes por todo lado.
- Burrice: não suporto pessoas burras de forma geral,fazem-me urticária, mas no trabalho a coisa toma proporções astronómicas já queodeio incompetência.
 - Preconceito: odeiopessoas racistas, xenófobas e afins, acho-as imbecis, as racistas porque se acor da pele é apenas uma consequência do clima onde se vive ou de onde viviamos nossos antepassados, as xenófobas porque a diversidade cultural é a maiorriqueza deste mundo.
Com o tempo aprendi a ter mais calma, especialmente emcontexto de trabalho, mas mesmo assim muitas vezes, especialmente nos dias emque tenho TPM, digo coisas sem pensar e de rompante.
Se por um quem diz a verdade não merece castigo, por outrolevar isto ao extremo pode causar um problema grave.
Não existe nada de mal em expressarmos a nossa opinião masde forma educada, explicita e de preferência sem ferir suscetibilidades. Mas quemo faz? Quase ninguém. Já que se apregoa aos 4 ventos o direito à opinião e à liberdadede expressão. E a tendência é confundir opinião com falta de educação e insultogratuito.
E pior confundir educação com hipocrisia e diplomacia.
É por isso que é cada vez mais difícil mantermos relaçõesduradouras quer amorosas quer de amizade, quando toda a gente diz o que pensasem filtro e quando toda a gente apregoa que não tem paciência para aturar osoutros, quando a regra é eu sou como sou e quem não gosta não come, quando ninguémfaz fretes… está visto que o resultado é só um - pessoas egoístas e egocêntricasa conviverem com outras quantas egoístas e egocêntricas que não chegam a um meio-termode tolerância.
Ou seja das duas três:
- Ou temos a sorte de encontramos pessoas que pensamexatamente como nós acerca quase de tudo.
- Ou temos a sorte de encontramos pessoas equilibradas e combom senso, uma raridade.
- Ou optamos por ter uma atitude mais passiva, encaramos opapel de mediadores, o que sejamos francos não agoura grandes resultados a nãoser que estejamos rodeados de pessoas também elas mediadoras.
Mas o que me irrita ainda mais do que os frontais, aindamais do que os mal-educados?
Os que não dizem as coisas na cara mas se movimentam napenumbra como ratos e cobras, a minarem as relações, os que levam e trazem efalam mal de tudo e de todos pelas costas e são uns anjos pela frente.
Só pessoas muito boas, muito altruístas e muito descontraídasencaram sempre as coisas na boa, na maioria das vezes aquelas pessoas para asquais parece estar tudo bem são as piores, não dizem o que pensam e são venenosas.Muitas vezes afastam-se e afastam outras pessoas de nós quando não lhes fazemosas vontadinhas todas, já que gostam de ter protagonismo e não gostam que lhesafrontem a opinião.
O maior problema é que estas pessoas geralmente sãoconfundidas com as pessoas que realmente levam a vida na boa e têm uma atitudepositiva em relação a tudo e podem mesmo enganarem-nos durante anos sem que percebamosque por detrás dos carneirinhos estão realmente raposas matreiras e hienas.
Ou seja é quase impossível nos dias de hoje manter umaamizade porque há de facto pouca gente que nos inspire amizade. Se têm pessoasque valem a pena nas vossas vidas não as deixem escapar, poderão não ser a maisdivertidas, as mais bonitas, as mais populares, mas se são sinceras, não vos trocampor um programa melhor e não dizendo ámen a tudo são frontais com educação e inteligência,essas pessoas merecem a vossa estima eterna.
Sempre admirei aquelas pessoas que ouvem mais do falam e quesó falam quando têm algo importante e acertado a dizer, que se colocam de partede mexericos e preferem falar de coisas sérias em vez de se fartarem de rir comcoisas pouco uteis.
Bom humor e descontração são coisas boas sempre que não secai no exagero. Ridiculizar os outros também não é uma forma de humorinteligente é simplesmente estupido.
Por vezes deixamo-nos iludir com algumas pessoas que parecemumas “fixes” a experiência ensina-me prudência mas é mais fácil acreditar querealmente existem pessoas espetaculares.
Desenganem-se a maioria das pessoas não é espetacular, nemsequer é boa. Numa época em que os valores estão todos alterados e a ética épaisagem, as boas pessoas contam-se pelos dedos já que a integridade e retidãosão valores em vias severas de extinção.

Mistérios do Amor

Estava agora a comentar o post da Maria das Palavras sobre os homens não se apaixonarem e escrevi uma coisa tão clarividente que tenho de a colocar aqui.

Quando algumas pessoas me perguntam como sabes que o teu marido é o tal? E rematam que não sei porque não tenho como saber. Eu costumo responder – Se perguntas isso é porque nunca encontraste a tal ou o tal. Quando se encontra a nossa alma gémea simplesmente sabe-se, não, não é uma ideia romântica, é algo que sente bem no fundo do âmago e pode ter tanto de doce como de fel, mas é uma sensação maravilhosa passar os dias sem pensar uma única vez e se… 

 

É mesmo isto, pergunto-me muitas vezes o que seria da minha vida se tivesse optado por outro curso, se tivesse optado por outro emprego, se tivesse escolhido outra casa, se tivesse ou não tivesse feito isto ou aquilo, mas nunca me perguntei ou questionei como seria a vida se não estivesse ao teu lado.

Poderia mudar mil e uma coisas na minha vida, mas tu és sempre a constante, o denominador comum em todas as histórias, de todas as decisões e de todos os futuros.

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