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Língua Afiada

Fashion secrets #2 – A Língua explica – como não usar calças abaixo dos boxers

A moda de usar calças de cinta descida com o cos a bater nos joelhos não é nova, muito popular entre os rappers e os hip hoppers facilmente saltou dos vídeo clips da MTV para as ruas primeiro dos EUA e depois para o mundo.

Só que lamento informar-vos duas coisas:

 

- Primeiro essa moda já não é moda, é muito 2010.

- Segundo essa moda não foi criada pelos gangsters das ruas de Brooklyn, surgiu nas prisões dos EUA como código e não era um código muito bonito. Quem baixava as calças e andava pelos corredores a exibir as nádegas anunciava que estava preparado para que as suas nádegas fossem exploradas a fundo pelos outros reclusos e por isso até já lhes tinham aberto caminho era só descer as calças mais um bocadinho.

 

Mas homens se mesmo sabendo disto teimam em usa-las, por favor optem pelas variações mais contidas, mais compostinhas, mas mesmo assim façam o favor de ter em atenção estes detalhes:

 

- Escolham o vosso tamanho, o tamanho é extremamente importante ninguém quer ver demasiado rabo e ninguém quer visualizar umas nádegas exprimidas que parecem estar a lutar para saírem das calças.

- Escolham uma roupa interior em condições, já agora usem roupa interior decentes todos os dias, as mulheres também gostam de lingerie masculina.

Agora mesmo com estas duas condições preenchidas vamos aos requisitos físicos:

- Têm um rabo jeitoso, assim nem demasiado rechonchudo nem demasiado liso?

- Têm uma parte da frente a acompanhar? Não vai aparecer nenhuma barriga de 7 meses a deixar espaço entre a as calças e a camisola ou camisa, pois não?

- Têm altura suficiente ou parecem uns homenzinhos com 120cm de tronco e 60m de pernas?

- E são magros o suficiente? Não vão ficar com as pernocas gordas presas no cos e adquirirem um andar novo pois não?

 

Se responderam um não a uma das questões deixem-se ficar pelos modelos clássicos, as mulheres agradecem.

 

Ninguém que ter que levar com figuras tristes destas. No final têm bons exemplos.

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Se querem mesmo continuar com esta "moda" sem cair no ridículo, usem modelos apenas inspirados nas baggy paints, porque tudo o que é exagero cai no ridículo.  Aqui ficam bons exemplos:

 

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#jesuiscalçasnosítiocerto
#peloamordasanta

#mensstyle

#howtowearbaggypants

Não quero viver num Mundo onde crianças de 11 anos se suicidam

Acabei de ler a carta de Diego González no blog Homem Sem Blogue e ainda estou a tremer por dentro.

“Papá, mamã, estes 11 anos que estive com vocês têm sido muito bons e nunca os esquecerei tal como nunca vos irei esquecer. Papá, tu ensinaste-me a ser uma boa pessoa boa e a cumprir promessas, tal como brincaste muito comigo. Mamã, tu cuidaste muito de mim e levaste-me a muitos sítios. Os dois são incríveis e juntos são os melhores pais do mundo. Tata (irmã), aguentaste muitas coisas por mim e pelo papá. Estou muito grato e gosto muito de ti. Avô, tu sempre foste muito generoso comigo e preocupaste-te comigo. Gosto muito de ti. Lolo, ajudaste-me com os trabalhos de casa e sempre me trataste bem. Desejo-te muita sorte para que possas ver Eli. Digo-vos isto porque não aguento mais ir ao colégio e não há outra maneira de não ir. Espero que um dia sejam capazes de me odiar um pouco menos. Peço-vos que não se separem pois só a ver-vos juntos é que serei feliz. Sentirei saudades vossas e espero que um dia nos venhamos a encontrar no céu. Adeus para sempre.

 

Ah, mais uma coisa, espero que encontres trabalho depressa Tata.

 

Diego González”

 

Como é possível que uma criança de 11 anos se atire de uma janela do quinto andar e escreva uma nota de suicídio antes…

Percebe-se que os pais não eram negligentes, percebe-se que tinha uma boa estrutura familiar, percebe-se que era uma criança inteligente, percebe-se que era um miúdo generoso e bondoso.

Não há aqui uma família disfuncional, maus-tratos ou negligencia, ao que se apurou sofreria de bullying no colégio, sabe-se lá a pressão, as ameaças que foi vitima para preferir suicidar-se a falar com os pais.

Alguém me explique que mundo é este em que vivemos, onde as crianças não têm lugar nem espaço para serem crianças…

Estaremos a criar pequenos monstros? Estaremos assim tão desatentos?

Medo, muito medo de trazer alguém indefeso a este mundo.

 

Óscares 2016 #4 - 10 motivos para ver The Revenant e para The Revenant ganhar

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1 - É o melhor filme de 2015. Não, não vi todos os filmes de 2015 e ainda nem sequer vi todos os candidatos a melhor filme, ainda não vi Brooklyn, Room e Spootlight mas não me farão mudar de ideias.

2 - O filme conta uma história incrível e tem uma mensagem poderosa, se acham que Joy vale pena ver pela mensagem, pensem no testemunho deste homem que foi ao inferno e regressou, sobreviveu contra todas as apostas apenas pelo seu filho.

3 - Uma interpretação transcendente de Leonardo DiCaprio que se não receber este ano o Óscar tenho a certeza que haverão manifestações de protesto por todo mundo. Uma entrega total, um papel extremamente difícil, exigente fisicamente e mentalmente intenso. Expressar impotência, raiva, frustração, ódio tudo sem emitir uma única palavra ou emitir sequer um som perfeitamente audível de uma forma tão forte que nos deixa angustiados é digno de registo, merecia o Óscar só por essa cena.

4 - Uma realização bárbara, todas as cenas filmadas no exterior, algumas com granes planos e outras filmadas a milímetros, onde quase se sente o bafo dos personagens, chega-se a ter a sensação que vamos ser atingidos pelos perdigotos ou pelo sangue dos personagens. Tudo em condições climáticas altamente desfavoráveis.

5 - Como se não bastasse a excelente performance de DiCaprio temos um Tom Hardy igualmente excelente, uma personagem que tem tanto de asquerosa como de bem construída, desde a forma como fala à forma como olha, um conjunto de tiques detalhadamente criados para caracterizarem um homem mau e covarde.

6 – Banda sonora e edição de som excelentemente enquadrados com as cenas e com as paisagens, num filme onde se passam largos minutos sem se ouvir uma única palavra, são as músicas que nos transmitem o estado de espírito da personagem.

7 – Detalhe e precisão na caracterização, nada serviriam as excelentes interpretações se não fossem acompanhadas de uma excelente caraterização, a caracterização é exímia, tão real que algumas cenas isoladas parecem retiradas de um filme de terror.

 

8 – Efeitos especiais reais, à primeira vista não se pensaria em The Revenant para esta categoria, mas um filme que privilegia as filmagens em cenários reais não poderia ter vestígios de irrealidade e todos os efeitos especiais do filme, inclusive o 3D, são simplesmente uma obra-prima. Confesso que tentei detetar falhas mas não consegui.

 

9 – Se a realização é excelente, a direção artística não fica atrás, existem momentos no filme em que se congelássemos a imagem teríamos fotografias de cortar a respiração. Um alinhamento impecável do início ao fim, um fio condutor irrepreensível.

 

10 – A pós-produção e edição do filme foi brilhantemente executada, quem conhece a história das filmagens sabe que demoraram imenso tempo a filmar devido às poucas horas de luz, temperaturas baixas e dificuldades logísticas, mas ao vermos o filme não só nos esquecemos disso como temos a sensação que as cenas foram filmadas continuamente. Em horas e horas de filmagem a edição foi prodigiosa.

 

Este não é um filme centrado na excelente representação de DicCaprio é uma obra-prima repleta de detalhes, onde nada foi deixado ao acaso.

Se o filme tem longos minutos onde a ação é escassa? Tem.

Se o filme pode ser longo para a paciência de algumas pessoas? Pode.

Mas quem conseguir envolver-se com a história, colocar-se na pele daquele homem que conseguiu herculeamente sobreviver contra todas as hipóteses e cumprir a sua promessa, terá uma experiência cinematográfica única de amor, ódio, esperança, frustração, redenção e libertação.

 

 

Nota: A história é inspirada em factos verídicos, custa a acreditar em alguns detalhes, mas a verdade é que ele sobreviveu para contar a história, poderá ter sido um pouco exagerada, mas ele foi atacado por um urso, foi abandonado, cruzou aquele território inóspito sozinho e vingou-se, pelo caminho teve uma ajuda preciosa, mas a força de vontade dele foi o que o fez continuar.