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Língua Afiada

Exijo um subsídio de alojamento

Queria muito comprar uma casa de férias, mas que fique a mais de 150km da minha, uma casa para onde possa ir espairecer aos fins-de-semana.

Acham que se eu me mudar temporariamente para o Algarve, comprar lá uma casa e depois regressar ao Porto e pedir um subsídio de alojamento alguém me concede?

Eu até posso comprar a casa do Algarve como residência permanente para ter melhores condições de crédito e nem me importo de ficar lá a viver por uns meses, a temporada de Junho a Outubro parece boa para passar lá.

Já agora acham que ainda irei a tempo de ser política? É que precisava mesmo de um emprego com regalias extra, onde fizesse pouco e ganhasse muito, onde angariasse muitos contactos que depois me permitissem ter a minha própria empresa.

Se pelo meio conseguisse fazer alguma coisa por este país melhor, mas se não fizesse também não creio que tivesse problemas, apenas de consciência, porque não vejo os outros a fazerem muito por este jardim à beira mar plantado.

Só tenho um problema, não gosto de nenhum partido em particular e não simpatizo com nenhum político no geral, seria isto um problema?

Se eu criasse um partido? É capaz de dar muito trabalho, ou não, pelos vistos basta dar ideias, nem é preciso apresentar soluções e metas, nem avaliar problemas, basta lançar ideias e lançar a discussão.

Se o BE não acha que sair da União Europeia pode ser o melhor caminho para Portugal mesmo sem apresentar alternativa, eu posso achar que o melhor para Portugal é mudarmos o sistema político, mesmo que não tenha ainda pensado numa alternativa viável, acho que o melhor é acabarmos com as sanguessugas que nos exploram todos os dias para pagarem casas de férias e outros luxos enquanto nós nos esforçamos para levar uma vida condigna.

Não sei qual seria a estrutura mas as condições para pertencer aos governantes da nova geração seriam claras, um teste psicotécnico, uma avaliação de carácter e um sistema de pontos, começariam com 12 pontos, cada vez que tomassem uma má decisão perderiam pontos, qualquer lesão à nação ficariam logo sem pontos, quando perdessem os pontos não poderiam voltar a governar.

Isto tudo porque fiquei mal disposta com esta notícia, que WTF de país!

 

O senhor entretanto achou por bem abdicar do subsídio não porque não merecesse mas para preservar a sua imagem!

Eu acho que foi mais para não ser despedido ou obrigado a apresentar demissão, aí a perda era maior.

Quer limpar a imagem, devolva todo o dinheiro que recebeu, seja homenzinho.

Fashion secrets #4 - Há um palmo que separa

Há um palmo que separa a decência da decadência.

Há um palmo que separa a elegância da petulância.

Há um palmo que separa o belo do descabido.

Há um palmo que separa a graciosidade da procacidade.

 

Há tempos escrevi um post sobre as linhas ténues que separam tantos conceitos, hoje debruço-me sobre os palmos que separam uma mulher bem vestida e elegante de uma serigaita atrevida.

 

Ontem quando vinha para o trabalho parei numa passadeira para uma senhora passar, esta usava um vestido vermelho três palmos acima do joelho, cavado com um decote pronunciado acompanhado de uns pumps pretos vertiginosos e enfeitado com um penteado cuja poupa tinha mais ou menos um palmo, o penteado sem dúvida era da festa que tinha ido no dia anterior, já a roupa deixou-me na dúvida, mas era provável que sim, de qualquer forma aquele vestido não era apropriado para um dia de trabalho, nem sequer para uma festa, faltava-lhe tecido.

Todos os dias vejo mulheres vestidas das formas mais estranhas, primeiro foi a moda de usar roupa de desporto como se fosse roupa de sair, digamos que ir ao supermercado de yoga pants não faz sentido, um fato-de-treino não completo ainda escapa, mas o equipamento completo de running para mostrar a marca in de desporto é despropositado e pimba, não me ocorre palavra melhor.

Quando achei que não poderia piorar veio a moda dos calções mini-reduzidos-subidos e a partir daí assumiu-se que quanto mais carne se puser à mostra melhor e mais na moda se anda e se as teenagers usam as de 20 também podem usar, e as de 30 e as de 40 e as de 50 e pasmem-se as de 60 também e a realidade é que as mulheres perderam a decência, mas a decência é um conceito ambíguo, o que perderam foi a classe e a elegância, se estes atributos são difíceis de fabricar quando se cumprem as regras do bom senso e decoro quando as esquecemos é o descalabro.

 

Há um palmo que separa um vestido elegante de um vestido de serigaita

Convém sempre ter atenção ao corte e aos tecidos das peças, rendas manhosas da loja do chinês são meio caminho andado para terem mau ar, mas um palmo a menos pode arruinar qualquer vestido, tão simples quanto isto.

 vestidos demasiado curtos.jpgAcham mesmo que com vestidos destes ficam elegantes??? 

Não, não ficam.

Mas podem usar vestidos justinhos e estarem elegantes como a Eva Longoria.

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Há um palmo que separa um decote bonito e provocante de um decote desproporcionado e revelador.

Depende muito do corpo mas um decote é um decote e deve ser adequado às ocasiões, uma blusa decotada pode ficar bem num jantar, mas não ser apropriada para usar no escritório, vestidos decotados ainda são mais problemáticos, se mostram demasiado em cima devem tapar em baixo, tão simples quanto isto.

Não importa a ocasião o decote é suposto favorecer e não oferecer.

 

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Errado

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Certo

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Não é assim tão difícil até a Kim Kardashian acerta às vezes.

 

Há um palmo que separa uma minissaia de um cinto.

Não é preciso fazer um desenho, a minissaia deve tapar o rabo quando se anda e deve permitir sentar sem revelar as partes intimas, qual é a dúvida?

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Um palmo a mais nem sabem o bem que lhes fazia, um nalguns casos dois ou três.

Nos anos 70 elas sabiam melhor o que fazer.

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E não se esqueçam minissaias não são adequadas a todas as ocasiões e especialmente a todo tipo de corpo.

Se tiverem uma figura assim só precisam mesmo de se preocupar com o comprimento e claro com a lei da compensação, minissaia não condiz com decote.

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Na dúvida inspirem-se em Olivia Palermo

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Há um palmo que separa uns calções de ganga de um bikini de ganga

Calções a mostrar a bochecha do rabo são feios tenham 12 ou 20 anos, tenham um rabo à Jen Selter ou a Taylor Swiif, ficam mal e ponto.

Na praia podem usar-se mais curtos, mas sempre sem mostrar a bochecha, a ficarem ali após da linha da bochecha, no ponto onde quase que se vê, mas não se vê, é aí que está o segredo.

Na rua por amor de todos os santos não andem com calções assim é tão feio e tão deselegante e claro que não são uma opção para irem trabalhar a não ser que trabalhem à noite em locais duvidosos.

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 Se faltasse inspiração ainda se entendia, mas não falta, basta acompanhar contas de moda no instagram ou no pinterest para ver diversos looks com calções condignos, giros e fashion para passear, ir a um festival ou à praia claro.

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É claro que isto tudo seria evitado se as mulheres tivessem “um palmo de testa” não é preciso ser-se muito inteligente para perceber o que fica bem e o que fica mal, o que é aconselhável e o que não é apropriado, é uma pena que estas linhas se estejam a esbater e a grande questão é que não é uma linha, são muitas, são mesmo palmos.

Fazer as malas

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Fim-de-semana prolongado implica fazer uma mala para três dias ou para sete, não vá acontecer algum imprevisto, evidentemente tenho de melhorar este processo para otimizar o meu tempo, já que fazer malas é tempo mal gasto e o que interessa mesmo é pegar nelas e sair. Achava que estava melhor neste aspeto, mas afinal:

 

Tenho de continuar a treinar esta arte, tantos anos a fazer a própria mala e continuo a demorar imenso tempo, imensos passos dados entre as divisões da casa, imensas indecisões, mete roupa, tira roupa, levo isto ou levo aquilo, na dúvida levo os dois, mas se levar estas calças tenho de levar mais um par de sandálias e mais uma carteira, coloco tudo dentro da mala, que exagero, é melhor tirar tudo e ver se posso deixar alguma coisa em casa, não consigo decidir e levo tudo. Ao menos não me esqueci de nada, claramente neste ponto atingi a perfeição.

 

Ficou claro que ainda não aprendi a dosear a roupa, apesar de durante o fim-de-semana ter achado que me faltavam opções levei o dobro ou o triplo da roupa que necessitava, impõem-se mais viagens na Raynair para treinar a parte de levar apenas e só o essencial, especialmente nos produtos de higiene, credo tanta embalagem que se leva para três dias.

 

Continuo a odiar desfazer as malas, até gosto de regressar a casa, nada como o nosso espaço, o nosso colchão, o nosso sofá, o nosso frigorífico e o nosso wc, mas tirar a roupa da mala é uma seca, confesso que às vezes deito tudo para lavar só para demorar menos tempo, é claro que depois sofro mais tarde, mas resolvo a questão rapidamente.

 

Conclusão: nem tudo é mau, já consigo levar tudo o que necessito e já não despacho tudo para o cesto da roupa no regresso, palmas para mim.

 

Solução para fazerem as malas sem stress:

Tirar o dia anterior à viagem e ir às compras, comprar conjuntos inteiros dos pés à cabeça para todos os dias, depois é só chegar a casa e colocar tudo na mala e zarpar, um dia quando for grande é isso que farei em todas as viagens e quando eu for grande viajarei muito.

Digam lá que assim não seria fácil!?