Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Língua Afiada

Sapo, sapinho, sapões quem são os campeões?

 

sapo-blogs-concurso.jpg

 

 

A Magda teve a excelente ideia de promover um concurso de blogs do Sapo do Ano, podem não ser os mais lidos, os mais visitados, podem não ter milhares de gostos no Facebook e milhares de seguidores no Instagram, mas são autênticos, divertidos, pertinentes e acima de tudo são blogs com os quais nos identificamos.

Por isso não percam tempo visitem o post do StoneArt Portugal e digam de vossa justiça, como quem diz, façam as vossas nomeações.

E mesmo antes de existirem nomeados digo já somos todos vencedores.

Instinto protetor - Fujam

Ontem estava a ver um episódio de Stranger Things e achei imensa piada à personagem Joyce que percebendo que alguém tinha magoado o seu filho disse – Eu mato-os.

Uma expressão forte e exagerada, mas que exemplifica bem o instinto protetor que sentimos perante os nossos.

Sou contra a violência, responder à violência com violência é perpetuar o comportamento, mas consigo ser uma pessoa extremamente violenta, ou pelo menos tenho instintos violentos quando alguém fere um dos meus, instintos esses que são acalmados pelo meu lado racional, mas que estão lá.

Será uma questão de signo? Sou do signo leão e no que se trata a defender o meu “território” sou do pior que pode existir, se sou assim com família e amigos, nem quero imaginar como serei com uma cria.

Consigo imaginar-me a entrar escola dentro a tirar satisfações de um qualquer valentão, embora tenha plena consciência que isso é errado.

Pior do que isso consigo imaginar-me a ranger os dentes sempre que alguém seja inoportuno ou que de alguma forma tenha um comportamento despropositado com um filho meu, e a julgar pela amostra pode ser qualquer pessoa, acredito que afastarei muitas pessoas da minha vida à patada com unhas de fora na hora de darem palpites.

 

Estou aqui a ferver com uma injustiça e maldade a um dos meus e juro que se estivesse lá no momento a situação não iria ser digna de ser ver, ou melhor seria digna de se ver para rir do desastre.

Tenho vontade de espetar dois pares de estalos a uma pessoa que nunca na vi vida e ainda dizer-lhe umas quantas verdades misturadas com insultos, mentira que uma senhora nunca perde a compostura e por isso dizia-lhe só as verdades, mas que a vontade era abrir-lhe os olhos até atrás a ver se lhe entrava algum juízo isso era.

Como obviamente não o posso fazer, a criatura já deve ter as orelhas a arder de vermelhas com os insultos que lhe digeri mentalmente e até algumas pragas, não é bonito eu sei, mas não podemos ser perfeitos e este é o meu maior defeito passar de pessoa a fera se alguém se mete com os que amo.

É por isso que nunca poderei praticar uma arte marcial pois seria uma arma defensiva ambulante, sei que não teria problemas em aplicar um golpe ou outro a uma pessoa ou outra.

 

Este meu lado perverso e negro assusta-me um pouco, a sério que me assusta porque sou muito impulsiva e em fases de maior stress não é preciso muito para explodir e como eu gostava de explodir com esta pessoa, um dia quem sabe tenha oportunidade de lhe dizer o quão injusta, infantil, parva, mesquinha, má, bruxa e cabra é.

Enquanto isso já o escrevi aqui e já estou mais aliviada.

Odeio mulheres que usam a sua condição de mulher para serem umas cabras vingativas, esta está na minha lista negra.

Moda portuguesa porque que és tão elitista?

Entendo o apelo de criar uma marca de luxo, cara, requintada, com produtos de qualidade, é mais fácil vender o conceito, inspirar e sobretudo fazer com que seja desejável, mas para isso não basta dizer que é 100% portuguesa, que usa materiais de alta qualidade e colocar-lhe um preço altíssimo.

Há um sem fim de marcas de vestuário, quase todas recentes, que se posicionam no segmento de preço médio-alto, não sendo produtos de luxo são produtos caros, mas quase todos de baixo valor percebido e sem qualquer estratégia de marca.

São marcas criadas para vender fora de Portugal, não têm mercado aqui onde os preços impedem que a maioria dos consumidores adquiram as suas peças, mas será que conseguem vender no exterior? Custa-me a crer que consigam uma boa penetração no mercado, pois não são assim tão diferenciadoras, tão inovadoras como querem parecer.

É tentador seguir o exemplo da indústria do calçado, mas até para copiar uma estratégia é preciso entender como funciona, a grande vantagem competitiva do nosso calçado para além da qualidade óbvia é o design, os sapatos dentro dos diversos estilos são bonitos, são inspiradores, são desejáveis.

O mesmo não se passa com a maioria das marcas de vestuário, demasiado simples, demasiado iguais às lojas de fast fashion, há claramente um desfasamento entre o preço e a vantagem percebida.

Isto pode ser só a minha opinião mas, pessoalmente, se vou investir 400€ num casaco não pode ser num modelo idêntico a um que está à venda na Zara por 120€.

O segmento de preço médio-alto é o segmento mais perigoso de todos, o mais difícil, não sei porque insistem todas em posicionar-se neste nível de preços.

Encontrar uma marca de vestuário portuguesa para vender em Portugal a preços que os portugueses comprem é quase impossível.