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Língua Afiada

Pausa para pensar na vida #1

Terminei a apresentação, não ficou como gostaria, mas adequa-se.

Tenho o cabelo e as unhas numa lástima e não me estou a imaginar a chegar a casa e resolver o assunto.

Tenho de ir a um velório, os meus vizinhos, referências de toda uma vida, estão a desaparecer um por um e sinto-me pequenina e impotente, percorre-me um calafrio na espinha de medo de perder os meus.

O sol brilha lá fora, tento animar-me, mas o nariz entupido e a falta de paladar parecem atenuar o sabor da vida.

Sinto-me cansada e frustrada, dou o litro e vejo constantemente alguém que nem uns míseros mililitros de produtividade tem.

A vida não é justa, mas hoje é um dia tremendamente injusto.

Afinal quem é José Sócrates?

Depois da reportagem da SIC, é possível que ainda exista alguém a defender José Sócrates?

Parece que sim, não sei se por teimosia em dar o braço a torcer, por cega ideologia, por lealdade e compadrio ou mesmo por simples estupidez.

 

Todo ele é culpa da ponta dos dedos dos pés às pontas de cada fio de cabelo, respira culpa por todos os poros e não há nada, precisamente nada que possa ser passível de revelar inocência.

O escândalo, no entanto, não é ele ser culpado, é o tempo que demora o processo, é escandaloso que o tenham prendido preventivamente e que agora esteja em liberdade.

Sorte nossa que o seu ego desmedido, o seu narcisismo e egocentrismo não o deixam ter discernimento suficiente para fugir, porque lá no fundo o crente acredita que é intocável e que sairá incólume, provavelmente até sonha chegar a Presidente da República.

 

A sua vaidade e necessidade de ostentação foram a sua ruína, não há esquema suficientemente bom para transacionar tanto dinheiro em tão curto espaço de tempo, mas o homem parecia ser alimentado a notas, gastando alegremente dinheiro que nunca poderia justificar, levando uma vida de milionário sem auferir de quaisquer rendimentos.

Munido de um sentido de impunidade alienígena, José Sócrates tem o desplante de dizer que é um simples provinciano sem posses, mas admite que entrou na vida política por vaidade. Vaidade, a palavra que melhor o descreve, vaidoso mas sem brio e sem vergonha, um homem da sua idade admitir sem pudor que vivia às custas da mãe, um vaidoso que rasteja para o buraco, qual rato e finge que não passa de um pobre coitado que vive de migalhas das ratazanas mais abastadas.

O orgulho, a sobranceira, o ar altivo, o todo-poderoso dá lugar ao coitadinho, ao aflito, ao pobrezinho que mendiga fundos para se manter, há criminosos com um certo código, um certo carisma, força e depois há os criminosos como Sócrates que se encolhem e transfiguram para enganar, dissimular, desviar a atenção, mesquinhos, pequeninos, que são capazes de se reduzirem a nada para ver se desaparecem da história.

 

Só uma pessoa com um desvio de personalidade é capaz de tais atitudes, na minha opinião José Sócrates é um sociopata com um egocentrismo exacerbado, sem qualquer consideração pelos os sentimentos e opiniões dos outros. Sem qualquer respeito pelos valores morais, sem ética, simula sentimentos para conseguir manipular as pessoas.

José Sócrates teve os seus tempos áureos, como todos os sociopatas é aparentemente carismático e encantador, armas que usa habilmente para conquistar a confiança e a simpatia dos outros e conquistou não só as intenções de voto mas a simpatia e a empatia do povo, mas também como os sociopatas demonstra incapacidade de controlar as emoções negativas, é possível vê-lo a perder o controlo em diversas situações, até o seu rosto se transforma ao mostrar o seu verdadeiro eu.

 

Narcisista, admira exageradamente a sua própria imagem e nutre uma paixão excessiva por si mesmo, é possível que não tenha até a noção real dos crimes e da confusão em que se meteu, está preso na sua própria ratoeira mas o seu ego impede-o de ver a situação tal como ela é.

A teia de mentiras e manipulações está a desfiar-se fio por fio e a verdadeira face de José Sócrates vai sendo exposta à medida que a máscara cai.

José Sócrates é um criminoso sem escrúpulos, arrependimento, empatia, ética, noção da realidade, José Sócrates na verdade é um sociopata que ainda acredita que pode ser ilibado dos seus crimes.

The Walking Dead and Fear, The Walking Dead e Sócrates

Spoilers!

 

O Rick resolveu ser o bom da fita e não mata o Negan acha boa ideia prende-lo numa cela, ainda bem que o resto do grupo não concorda com ele, isso dá-nos esperança de ver Negan a morrer uma morte lenta e dolorosa e pagar pelos crimes que cometeu, se bem que a morte talvez seja um ato de misericórdia para ele, mas deixa-lo vivo não é de certeza boa ideia.

Esperava mais deste episódio, a série tem estado muito morna e basicamente deu para adivinhar o final, quando isso acontece é porque a série está a perder qualidade, estava-se mesmo a ver o grupo das Mulheres a aparecer para salvar o dia e que a grande surpresa que não foi surpresa nenhuma porque quando o Eugene disse ao Padre Gabriel para ter fé, adivinhou-se logo, seria a sabotagem das armas.

No início ainda pensei que Dwight tinha adivinhado o plano de Negan e que poderia existir uma grande reviravolta, mas não foi só mesmo previsível.

Ficam para a próxima temporada o grande plano de fuga do Negan e mais novidades sobre o helicóptero.

Um final muito morno, parado, sentimental e previsível, o ponto alto foi o murro que a Rosita deu a Eugene.

 

Passa-se sem paragem para Fear The Walking Dead e foi literalmente sem paragem porque quem é aparece logo no início? Morgan! Sim e logo depois percebemos que é depois de sair da lixeira, se The Walking Dead foi entediante o mesmo não se pode dizer do passeio de Morgan, de repente a personagem mais aborrecida de uma série é a personagem central de outra.

Confesso que já me estava a enervar não ver a família Clark, estavam a saltar uns anos na história e o que tinha sido feito dela? É por isso que existe uma repórter a quem eles agora contarão as suas histórias.

Esta reunião entre Morgan e a família Clark promete, pois creio que a certo ponto da história todas as personagens estarão juntas, mas não será para já, que há ainda muito a contar.

O próximo episódio se tiver de adivinhar vai começar com Madison e é bem possível que a série alterne entre passado e presente para nos contar o que aconteceu às personagens até ao presente.

O mais revelante é que Fear The Walking Dead sim agarra, cria expetativa, está muito melhor do que a série original que tem vindo a perder qualidade nas últimas temporadas, uma pena, porque a personagem Negan é fantástica.

 

Agora um aparte há mais alguém que ache que aquela cara de psicopata de Negan é parecida com a de José Sócrates?

Não sei se foi de ver a série logo após a Grande Reportagem da Sic, mas encontrei bastantes semelhanças.

 

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