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Língua Afiada

E os que cá ficaram não têm direito a descontos?

António Costa é possivelmente a figura política mais cómica e mais ridícula que Portugal já teve ou alguma vez terá, o seu descaramento é descomunal e a forma como a sua insensibilidade é mascarada de simpatia é um real caso de estudo.

É surreal a sua Governação com base numa Geringonça desengonçada, débil, limitada, que quase por magia consegue sustentar para que seja possível manter-se no poder, sem a oposição real dos partidos mais reivindicativos BE e PCP e com a crise do PSD, Costa desgoverna alegremente este país, sendo que só Assunção Cristas lhe diz umas verdades que são de imediato ignoradas.

 

A sua sede de votos é tal que a propaganda política que faz é indecente, tudo vale para ganhar popularidade até anunciar medidas inconstitucionais e que promovem a desigualdade, recordo-me de Passos Coelho dizer aos jovens para emigrar, um escândalo, um ultraje, agora Costa manda os jovens regressar prometendo-lhe um desconto de 50% no IRS e ajudas nas despesas da viajem e de alojamento, como se isso fosse viável ou legal.

E os que cá ficaram a sustentar e a pagar a crise? Continuam com a carga fiscal mais pesada de sempre? Não há lugar a revolta aqui?

 

Os jovens não vão em cantigas e não irão regressar por lhe prometer uns doces, mas os saudosistas que têm os filhos e os netos emigrados aplaudem de pé a medida, na esperança de assim os seus descendentes terem a possibilidade de regressar a Portugal.

As papas e os bolos de Costa parecem alimentar este povo viciado em açúcar, um doce aqui, um rebuçado acolá, sorrisos, palmadinhas nas costas, uns números promissores que ninguém se importa em explicar e ninguém se importa em entender e o povo anda de barriga cheia de açúcar que sacia, mas não alimenta, que no curto prazo é saboroso, mas que a longo prazo se transforma em fel, mitiga o organismo, até que um dia é preciso administrar insulina da marca TROIKA.

 

É Agosto, até se atrasam comboios para a caravana do PS passar à frente quando a CP está caótica, mas falar disso não dá votos, o SNS está a ruir, há falta de médicos, enfermeiros e auxiliares, continuamos a pagar impostos elevadíssimos, continuamos a ganhar ordenados miseráveis, mas quem olha para António Costa e a sua comitiva parece que estamos a viver num país próspero, onde a crise é uma lembrança longínqua e o futuro é promissor.

Praticamente todos os dias nos dão conta de casos de corrupção, roubo, abuso de poder, o caso de Pedrógão é uma vergonha inqualificável, não existem adjetivos suficientemente maus para apelidar tamanho desaforo ao povo português, mas é Agosto, o povo apanha sol, banha-se nas águas, bebe umas cervejas, até o futebol regressou para entreter e tudo é levado pela água que passa debaixo da ponte.

 

Importante é discutir o ordenado da Cristina Ferreira, que goste-se ou não, não rouba ninguém, discutir a situação deste país e reivindicar um Estado mais justo, transparente, idóneo, honesto, íntegro e honrado que sirva os interesses do povo e não os de um punhado de privilegiados que comungam entre si para enriquecer ilicitamente não é importante, é um assunto aborrecido, demasiado sério que não dá para dar risadas e fazer piadas entre uma cerveja e outra.

 

Os que cá ficam não têm direito a nada, limitam-se a pagar o que o Estado define que devem pagar e como também não querem saber disso, continuam a ser espremidos ano após ano. No fundo têm o que merecem, porque quem dorme à sombra da bananeira sujeita-se a viver numa República das Bananas, onde as bananas são eles.

Esticar o espírito das férias

Decidimos em cima da hora prolongar o feriado para o fim-de-semana, prolongamos o fim-de-semana até quarta e acabou por ser uma semana de férias.

Uma semana inteira de férias após um ano e meio sem férias foi uma agradável surpresa e um bálsamo para a vida, depois das férias tenho sempre vontade de fazer mil e uma coisas, tenho mais energia, mais ideias, é precisamente por isso que gosto de tirar uma semana logo no início do verão, porque fazemos questão de prolongar a sensação de férias até Outubro.

Precisava tanto dessa sensação boa de férias intermináveis, de alegria, convívio, passeios, praia, sol e muitos planos que nos ocupam os dias e desocupam a mente. O fim-de-semana já está preenchido e pretendo que os próximos sejam assim plenos de atividades ao ar-livre com família e amigos. Em Setembro teremos as tão desejadas férias grandes e depois é só esticar o verão até onde o tempo nos permitir.

O blog tem estado em banho-maria não pelas férias, mas porque não me tem apetecido escrever, espero que a vontade de escrevinhar regresse, terei muitas coisas para partilhar convosco em Setembro, muitos temas que tenho na gaveta e gostaria de desenvolver.

Até lá, escreverei sempre que sinta necessidade ou inspiração, são mais as vezes que escrevo por necessidade do que as outras.

Boas férias a quem estiver de férias e bom trabalho a quem se encontrar a trabalhar, independentemente da vossa situação aproveitem e desfrutem ao máximo o verão.

Contrastes de velocidades em período de férias

Em véspera do período de férias mais apetecível, ou mais exigido, dos portugueses há um contraste desconcertante entre quem se prepara para entrar de férias e quem regressa de férias e quem ainda tem de esperar para as gozar.

Enquanto uns se desligam lentamente do trabalho, adiam tarefas e empurram com a barriga decisões, outros desdobram-se para ter em dia todo o trabalho, para não ficar com pendentes e evitar ao máximo as surpresas durante a ausência dos colegas.

Sinceramente nunca entendi este desligar precoce, para mim as vésperas de férias são sempre complicadas, com imensos assuntos a resolver e imensas indicações a dar, que envolvem listas das tarefas que os colegas têm de tratar e pontos de situação para que não existam dúvidas, o que lhes facilitará o trabalho a eles e as férias a mim, pois nem eles gostam de me incomodar, nem eu de ser incomodada.

Com algum esforço extra antes do merecido descanso é possível evitarem-se constrangimentos, é precisamente nestas situações que conseguimos avaliar a qualidade, a responsabilidade e o profissionalismo dos nossos colegas, infelizmente nem sempre a avaliação é positiva, já que o egoísmo de uns prejudica a responsabilidade de outros.

O mesmo se passa quando se pede para resolver assuntos perto do horário de saída, uns acolhem o pedido e tentam ao máximo ajudar para que o assunto não fique pendente para o dia seguinte, outros respondem imediatamente que não podem, mesmo que não demore mais de dois minutos a tratar da questão.

Este desligar e este desleixo não ajudam em nada à produtividade das empresas, não adianta trabalhar 8 horas se efetivamente não rendemos durante esse período, seria muito mais produtivo para todos ter um horário mais curto, durante o qual a dedicação e o foco fossem de 100%, sem cafés, conversas, distrações, pausas e outras estratégias às quais recorremos para não enlouquecermos por estarmos fechados durante 8h, sem contar o horário de almoço, no mesmo espaço.

É urgente reorganizar os horários de trabalho, mas também é urgente mudar mentalidades, quer dos empregadores, quer dos empregados.