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Língua Afiada

1+1 = 3 - A multiplicação do Amor.

O Amor quando repartido não se divide, multiplica-se, cresce, expande-se, é desse amor que se cria um pequeno milagre, onde duas células microscópicas se fundem e se dividem infinitamente até formarem um pequeno ser que carrega em si mais amor do que aquele que parece caber-nos no coração.

A boa-nova surge com uma avalanche de emoções, uma felicidade imensa e avassaladora mistura-se com uma ansiedade galopante, uma responsabilidade saborosa funde-se na maior prioridade nas nossas vidas e de repente aquele pequeno ser mágico é o centro de tudo e nunca a dedicação a alguém fez tanto sentido.

 

O dia em que de mãos-dadas tivemos a notícia choramos como nunca nos vi chorar, numa alegria que nunca senti, que nunca presenciei, um sentimento novo, impossível de controlar, de descrever.

A nossa vida mudou, mudará ainda mais, ficará mais rica, mais preenchida, mais completa e seguramente mais feliz.

Há dias em que dou por mim a pensar se realmente é verdade ou se ainda estou a sonhar, entre picos hormonais que me fazem variar o humor sinto-me a pessoa mais felizarda do mundo, sinto uma felicidade que prevalece acima de tudo.

O nosso mundo agora é pensado a três, são tantos os planos, os projetos, mas desejamos apenas saúde para o nosso bebé e tranquilidade para o receber, amor e carinho nunca lhe faltarão.

 

Estamos felizes, eu e ele, a melhor pessoa que poderia ter ao meu lado para fazer esta viagem, uma viagem com altos e baixos, com muitas gargalhadas e muitas lágrimas, mas principalmente com muito amor e carinho e com uma felicidade que nos ilumina aos dois.

Ainda não sabemos se serás menino ou menina, mas já te amamos mais do que conseguíamos imaginar ser possível e como o amor aumenta todos os dias, todos os dias te amamos mais, um sentimento que crescerá sempre porque o amor não ocupa espaço, expande-se.

 

O nosso amor multiplicou-se e gerou um bebé e a conta passou a ser 1+1 =3 e é a melhor conta que vida nos ofereceu.

Galp, que vergonha!

Todos os dias nos deparamos com condições de trabalho deploráveis, a exploração e a escravatura laboral não se esgotaram com o fim da austeridade, prolongaram-se e estão bem patentes em Portugal um pouco por toda a parte mais ou menos camufladas.

O último exemplo que tive foi durante este fim-de-semana quando resolvemos abastecer numa Galp Pay & Go, um posto aberto 24 h sem funcionários, onde é o cliente que realiza todo o processo desde o abastecimento ao pagamento, qual não é o nosso espanto quando percebemos que têm na bomba um funcionário colocado especificamente para explicar o funcionamento da máquina ao sol, ao vento, à chuva, sem sequer um chapéu, um banco ou cadeira, guarda-sol ou qualquer tipo de resguardo.

Uma pessoa ali em pé, provavelmente durante 8h, sem qualquer identificação a não ser uma t-shirt da Galp, sem um local para se proteger do sol, relembro que no sábado estavam 27 graus pouco depois da hora de almoço, nem um local para guardar uma garrafa de água ou lanche a pessoa tinha à sua disposição.

 

O mais absurdo é que no local se encontrava a antiga cabine de atendimento totalmente revista de vinil a fazer publicidade à comodidade da bomba, comodidade essa que a Galp não transpõe para os funcionários que contrata, que mesmo sendo temporários devem ter condições dignas para exercerem as suas funções.

Uma empresa que ganha milhões, que devido às novas tecnologias dispensou centenas de funcionários, não tem dinheiro para colocar um balcão, um stand up com guarda-sol para ter um funcionário? Será que retirar o vinil e voltar a coloca-lo posteriormente é assim um custo tão avultado para a Galp?

Ficamos revoltados e incomodados com a situação do funcionário, hoje é ele, amanhã podemos ser nós, um irmão, um filho, um amigo, não são condições de trabalho para ninguém.

Gostava muito que o responsável por esta política passasse um mês a desempenhar estas funções, de pé ao sol ou à chuva e ainda ter a nobreza que nos receber com um sorriso aberto, com uma simpatia e disponibilidades difíceis de encontrar nos dias de hoje.

 

A nossa vontade foi não abastecer ali, mas não tínhamos grande alternativa pois estávamos a caminho de um evento e o depósito estava já a reclamar, mas ficámos decidimos fazer algo para demonstrar a nossa indignação, o Moralez disse: - Tens de colocar isto no teu blog, eu irei escrever para a Galp.

Não podemos aceitar tudo o que nos impingem, até podem dizer que a pessoa estava lá porque quis, mas não sabemos que circunstâncias a levaram a aceitar o emprego, nem tão pouco sabemos se teria noção das condições de trabalho do local, pois quando pensamos numa bomba, pensamos sempre numa cabine de atendimento.

É lamentável que nos dias de hoje ainda existam pessoas capazes de colocar um trabalhador nestas condições. Vergonha Galp, uma grande vergonha.

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