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Língua Afiada

Passes mais baixos, mais uma piada.

Ainda bem que o Ministro do Ambiente já veio dizer que a medida a ser implementada será no país todo e não apenas em Lisboa e Porto, porque sinceramente seria uma tremenda injustiça e julgo até uma medida inconstitucional, mas a inconstitucionalidades só servem para proteger os interesses dos donos de Portugal.

Esta medida não é nada mais, nada menos do que pura campanha eleitoral, com os transportes públicos a rebentar pelas costuras e a prestar um péssimo serviço, querem enganar quem?

Falta investimento e acima de tudo falta uma gestão eficaz dos transportes, só com uma mudança na gestão se conseguirá ter preços interessantes e um serviço de qualidade, que atraia um maior número de utilizadores e retire carros e poluição às cidades.

Mas interessará aos municípios terem menos carros? Não creio, são uma excelente receita, não querem ver-se livres da galinha de ovos de oiro e é por isso que a grande revolução dos transportes passa por simplesmente baixar os preços a qualquer custo, o que significa mais impostos e nunca uma melhor gestão dos recursos.

Este país tem um grave problema de gestão, mas os políticos apenas se preocupam em gerir o seu próprio orçamento e para isso claro anunciam todas as medidas e mais algumas que lhes possam dar votos, por mais estapafúrdias que sejam.

Esta rentrée, que é uma parvoíce, até parece que o país parou, pelo andamento será muito fértil em medidas pouco eficazes em produzir resultados a longo prazo, mas muito eficazes na captação de votos.

Um povo inculto e desligado é muito fácil enganar, é dar-lhe umas migalhas, otimismo e sorrisos e está tudo bem.

Nunca comi uma bola de Berlim na praia

Eu sei que só por isso devo perder a nacionalidade portuguesa e perder o direito a colocar os pés na areia para todo o sempre, mas na praia não em apetece comer bolas de Berlim, sou mais dada a gelados, a torrões e a batatas-fritas.

Gelados, não há nada que combine melhor com praia e Verão do que gelados, quer dizer limonada e sangria andam ali próximas, a cerveja e o fino para os apreciadores também, mas para saborear na praia o bom mesmo é o gelado – quem não se lembra do Sr. dos Gelados – Olha o bom gelado!

 

Bola de Berlim é para se comer na esplanada, com calma, sem areia, e bola de Berlim que é bola de Berlim é com creme de pasteleiro e não com estas invenções modernas, bola de Berlim com nutella, haverá combinação mais calórica e enjoativa?!

A única alteração boa que fizeram à bola de Berlim foi acrescentarem-lhe canela no exterior, se não concordam é porque nunca comeram as bolas de Berlim do Natário, ide lá provar e depois falamos.

 

Não sei bem de onde surgiu esta moda, mas os vendedores ambulantes agradecem e bem que merecem ter lucro, que andar o dia inteiro a caminhar carregados por esses areais fora não é pera doce, mas ao menos poupam na conta do ginásio.

Quem come as bolas de Berlim é que pode começar a poupar para a mensalidade do ginásio e a preparar-se para a dieta, não tenho nada a ver com isso, mas não entendo como andam 3 meses a alface para caberem no bikini e depois comem bolas de Berlim como se a sua vida dependesse disso, vai-se lá entender.

 

Vou continuar a comer gelados, fresquinhos e de preferência com poucas calorias, as bolas de Berlim ficam para outras alturas quando se exige um nível calórico mais alto.

Agora confessem lá quantas bolas de Berlim é que já comeram este Verão? São tradicionais ou vale tudo desde o chocolate aos sabores mais exóticos?

Alguém da equipa gelados? Não me digam que sou a única pessoa em Portugal e quiçá no mundo que não come bolas de Berlim na praia.

Com papas e bolos se enganam os tolos – Retrato da Nação

Tudo vai bem em Portugal, pelo menos é essa a mensagem que se passa, em tempo de tragédia até se divulgam boas notícias, o desemprego em Portugal no segundo trimestre de 2018 desceu para 6,7%.

Hasteiam-se bandeiras, deitam-se foguetes, a descida da taxa de desemprego é uma excelente notícia, mas falta perceber de onde veem estes números, que não estão corrigidos, por exemplo, de fatores sazonais, falta também perceber quantas são as pessoas que não se encontram inscritas no Centro de Emprego e quantas saíram do país deixando de contar para as estatísticas.

 

Falta perceber ainda quantas se encontram em cursos e formações e acima de tudo perceber que tipo de empregos se estão a criar. Portugal parece florescer mas à minha volta só ouço queixas de empregos mal remunerados, com condições precárias e imposições ridículas, onde à contestação a resposta é sempre a mesma – “Se não aceitares há quem aceite!”.

Uma negociação injusta com quem não tem outra solução se não sujeitar-se para conseguir ter dinheiro para comer e pagar as contas.

 

Há um pouco de tudo empresas que não pagam subsídios de férias, empresas que dão apenas 10 dias de férias, empresas que não pagam horas extras, não adianta denunciar, por três motivos, primeiro porque o ACT dá um prazo para apresentar a documentação que entretanto é falseada, segundo porque muitas empresas já se previnem em termos de papelada tendo ficticiamente tudo em ordem, terceiro os próprios trabalhadores não são capazes de anuir com a queixa com medo de represálias.

A solução? Sair do país, embora a crise tenha supostamente terminado a verdade é que os portugueses continuam a procurar trabalho fora de Portugal, só que agora já não é porque não há trabalho, mas porque não há trabalho condigno e as histórias de ordenados chorudos propagam-se rapidamente, pais levam os filhos, filhos levam irmãos, sobrinhos e primos que levam os amigos e uns atrás dos outros vão saindo.

 

Num país governado por uma Geringonça não é de estranhar que se façam manobras, passes de mágica e malabarismos para se apresentarem números, ah o défice esse número qual bicho papão que tem de descer a todo custo, não importa que a dívida seja mais alta, desde que o défice seja mais baixo, não importa que se destruam os serviços públicos desde que o défice desça.

O nosso Primeiro-ministro não mentiu quando disse que não há dinheiro, não há, quer dizer não há para todos, há só para quem ele quer agradar, os professores foram a classe da função pública ostracizada, talvez porque não há interesse em educar o povo, nunca fiando, mas para os portugueses defendidos ferozmente pelos comparsas da Esquerda tem de existir dinheiro, para esses tudo, para garantir estabilidade e a reeleição, para os outros damos-lhes umas migalhas, que retiramos de outra forma, mas enquanto eles pensarem que têm mais dinheiro não se queixam.

 

Entretanto, vão surgindo notícias das chamadas Cativações que mantêm o povo cativo na ilusão e privado das situações mais básicas, as cativações na Saúde são sem sombra de dúvida as mais graves, seguidas pelas cativações na Educação, mas estas não se ficam por dois Ministérios, são transversais, chegando-nos agora notícias das cativações nos Transportes que explicam os aumentos de queixas e problemas, não se pode fazer pão só com água, é preciso farinha, mas o Governo guardou a farinha toda e está como Maria Antonieta – “Se não têm pão que comam brioches”

 

Os Ministérios deste Governo mais parecem Mistérios, supostamente o Mistério da Multiplicação que vai-se a ver é o Mistério da Cativação.

E o povo segue alegre e contente, confiante e otimista, gastador, mas mau pagador, o consumo aumenta, também o crédito, é um doce poder satisfazer novamente os desejos de consumo, muito melhor do que o açúcar, porque dá mais likes e importância.

Já diz o ditado com papas e bolos se enganam os tolos e em tempo de férias a cobertura extra é grátis só para dourar ainda mais a pílula.