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Língua Afiada

A 1000/h

Ultimamente parece que ando sempre a mil, sempre cansada, sempre atarefada, sempre com coisas para fazer.

Ontem percebi porquê!

Não tenho parado em casa nos últimos fins-de-semana o que significa que tudo tem de ser resolvido durante a semana e tudo é mesmo tudo, limpeza e organização da casa, tratar das roupas, fazer as compras de supermercado, visitas à família, tratar da gata, no fundo resolver as pequenas coisas da vida que às vezes são gigantes depois do horário de trabalho.

Com o acréscimo que os fins-de-semana fora implicaram fazer e desfazer malas, sacos de praia, sacos de piqueniques, toalhas e mantas para lavar e uma série de apetrechos que em vez de estarem organizados na arrecadação estão espalhados pela casa.

Ontem o Moralez queixava-se que este ano não temos aproveitado os finais de tarde e da noite para passear, bem verdade, andamos sempre ocupados.

Quando penso que tenho tudo orientado acontece um imprevisto e sai tudo da ordem, ou é ter de ir com o carro ao mecânico, não sei mas no último mês acho que o Moralez lá foi umas 8 vezes entre o combinar, deixar e levantar, ou é ter que ir fazer um favor a alguém, ou ter de ir comprar algo que nos esquecemos, na semana passada esqueci-me de comprar uma coisa tão básica como pão!

Basta alterar a rotina para em vez de jantarmos às 20h, passarmos a jantar às 21h e depois é sempre a descarrilar.

Não me acredito que vou escrever isto – Mas precisava de dois dias de férias para colocar a casa em ordem.

Ou isso ou de contratar alguém para o fazer. Quanto à roupa estou a um passo de espetar com ela na lavandaria.

O casamento do meu mano é esta sexta e tenho a casa de pernas para o ar e assim continuará pois ou trato de mim ou da casa e como sou quem vai ao casamento, lá vai a casa padecer.

 

 

P.S. A minha irmã esta a recuperar bem felizmente, só tenho receio que se abata por estar presa em pleno Verão e a minha gatinha também está bem melhor. Obrigada a todas as pessoas que se preocuparam e me deram força.

A roubar que se roube em grande, só em Portugal.

O que se passou em Tancos é grave, gravíssimo, não o roubo, mas a facilidade com que se permite um assalto destas dimensões.

Cinco Comandantes foram exonerados, mas teriam eles a capacidade de decisão para mudar o que aconteceu?

Como é possível que material sensível como o que foi frutado estar sem videovigilância?

Porque em Portugal confiamos sempre que ninguém quer nada connosco, somos um país pacífico, quem se lembraria de assaltar uma unidade militar em Portugal, nem temos grande armamento.

A culpa não foi da falta de vigilância e manutenção, a culpa foi dos ladrões, que são muito inteligentes e estavam muito bem informados. Ninguém tem culpa dos ladrões saberem aproveitar janelas de oportunidade nas falhas de segurança.

Os ladrões supostamente são pessoas más e estúpidas, desleixados e com pouca capacidade de planeamento, alguém se lembraria de fazer um assalto elaborado, cirúrgico e minucioso ao Exército? Isso é coisa de filmes.

Em Portugal, apurar culpados e prender os grandes chefes criminosos, os mafiosos e vilões também é coisa de filmes, esses finais felizes só acontecem no grande ecrã, na vida real nunca se apuram responsabilidades, os criminosos passam incólumes, quanto mais importantes forem e maior for o roubo, maior é a garantia que não serão dados como culpados.

Já o pobre senhor que rouba um kg de arroz para dar de comer aos filhos vai direto para a esquadra, é presente a tribunal e como não tem dinheiro para um advogado que tenha uma reputação a defender ainda vai preso, que é para aprender que a roubar rouba-se muito que é para depois ter dinheiro para comprar a liberdade.

 

Já sabem se estão a pensar roubar, roubem muito, em grande, que é para garantirem que não são apanhados.