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Língua Afiada

Sunshine Blogger Award

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A minha querida Marquesa nomeou-me para mais um Sunshine Blogger Award, eu continuo à espera do prémio, não sei quem criou este desafio, mas é bom que esclareça onde andam os prémios.

As regras do desafio são simples: agradeçam a quem vos nomeou, respondam às questões, criem onze perguntas e desafiem onze bloggers.

Esclarecidos, vamos lá responder às perguntas de Sra. Dona Marquesa de Marvila que não é de bom-tom deixar a realeza à espera.

 

  1. O porquê de teres um blogue?

Às vezes nem eu sei, lembrei-me, comecei a escrever, na verdade tive outros blogs antes deste, mas nunca duraram muito, este acabou por se tornar um espaço de desabafo e por isso lá têm de me aturar.

 

  1. Qual a melhor cidade do mundo?

Porto! Mas há dúvidas?
Existem cidades maravilhosas, mas o Porto está-me no coração, aquece-me a alma mesmo em dias frios e por isso é a minha cidade de eleição.

 

  1. Qual o mais lindo: Leonardo Di Caprio ou Brad Pitt? (quem acha que eles são velhos - desprezo por vós - vá ver fotos deles em novos... mas não desmaiem, ok?, que eu quero a vossa resposta...)

Tantas perguntas que já me fizeram no blogue, tantas questões existenciais que me colocaram a pensar na vida e a pergunta mais difícil é esta: dizer quem é mais bonito o Brad ou o Leo? Pois, é complicado, mas no global acho que o Brad ganha, apesar do Leo ter um rosto lindíssimo, o Brad tem qualquer coisa especial.

 

  1. Qual o vosso(a) blogue favorito? (podem dizer dois, mas um tem de ser o meu, bale?)

O meu! Ahahahahah
Não tenho, gosto de muitos e vou acompanhando vários, inclusive o teu.

 

  1. A viagem que queres muito fazer?

Só uma? Gostava muito de conhecer o mundo inteiro.

 

  1. O que te faz feliz?
    Ver e fazer as pessoas que amo felizes.

 

7. O que te faz rir?
Muita coisa, desde momentos espontâneos de ternura a situações caricatas. O meu marido faz-me rir muito.

 

8. O que mais valorizas no outro elemento (pessoa) do teu relacionamento? (se estiverem confusos é o que mais valorizam no gajo ou gaja a quem dão, ou gostariam de dar, beijos na boca)

Amor, amizade, carinho, lealdade, sentido de humor, capacidade de diálogo e valores.

 

9 .Cenas que não suportas no comportamento das outras pessoas?

Pessoas a fazerem de sonsas, pessoas a tentarem fazer-me de parva ou a tentarem manipular-me, mentiras, arrogância, sobreva e inveja.

 

  1. Qual a história mais engraçada que já viveste?

Não faço ideia, perdoa-me ando um pouco esquecida.

 

  1. Noite ou dia? (e porquê?)

Tu gostas de perguntas difíceis! Gosto muito das duas coisas, gosto do dia de 24h em que há momentos para tudo.

 

E agora… não vou nomear ninguém, pois sou mesmo uma quebra correntes, mas quero na mesma o prémio!

 

Avisos sobre a loucura das mães

Este é um tema sério e preocupante, apesar da minha vontade de escrever sobre ele de forma cómica e tom ligeiro, temo que a seriedade da situação não o permita.

Dos casais que nos rodeiam, família, amigos e colegas, somos praticamente os últimos a ter filhos, o que se tem traduzido numa clara vantagem para nós, para além de herdarmos muitas coisas, estamos a herdar e a partilhar conhecimentos e se isso pode ser terrível, no nosso caso tem sido bom, pois os conselhos e as dicas têm sido úteis.

 

Há, no entanto, um tema que tem sido recorrente e que me anda a preocupar, não é novidade para mim, tive sempre receio que isto um dia pudesse acontecer, os amigos do Moralez estão constantemente a avisa-lo que eu nunca mais voltarei a ser a mesma e que não mudarei necessariamente para melhor.

A maioria queixa-se essencialmente de duas coisas: do foco excessivo no bebé e do quero, posso e mando, eu é que sei e é assim que tem que ser, mães nazis do comportamento de toda a gente, menos do seu, verdadeiras ditadoras de regras, rotinas e vontades, usando muitas vezes os filhos para as fazerem valer a todo o custo.

Costumamos rir dos exemplos que lhe dão, muitos episódios são uma espécie de trágico-comédia, mas há outros que pela repetição e gravidade assustam, assustam porque verificamos uma mudança assustadora na personalidade da mãe e detetamos a crescente e justificada falha da paciência do pai.

 

A chegada de um filho muda tudo, é uma mudança de vida avassaladora e começa muito antes do nascimento, começa no dia em que sabemos que estamos grávidas, a partir desse momento acarretamos uma responsabilidade que ultrapassa a nossa vontade e é nossa prioridade cuidar para que o ser que carregamos tenha todas as condições necessárias para se desenvolver bem e saudável.

Mas é após o nascimento que a vida se transfigura, há um marco, uma linha, uma diferença que é tão marcante que nos obriga a estabelecer um antes e um depois de ter filhos, por menor ou maior importância que isso assuma na nossa vida, é incontornável há um antes e um depois desse momento.

 

Não podemos prever a nossa a reação, todos somos diferentes e uma mudança tão radical muda-nos, transforma-nos, deixamos de ser quem somos para sermos mães e pais, a mulher por questões biológicas mantém um vínculo e uma ligação essencial para a sobrevivência do bebé, ligação essa que transborda para o campo emocional, regada por uma overdose de hormonas e instinto protetor, uma mistura explosiva.

Como manter saudável a relação no meio deste caos? Sinceramente não sei, penso que depende muito das pessoas e da sua adaptação, mas penso que antecipar os problemas e pensar neles poderá ser uma boa estratégia, ter presente o que pensávamos antes de sermos mães talvez nos dê sanidade para não embarcar na loucura de viver exclusivamente para o bebé e perceber que há mais mundo para além dele.

 

Se me perguntarem como serei, responderei prontamente que não seguirei esse caminho, que não serei uma dessas mães centradas apenas no filho, que nunca viverei apenas em função dele, direi também que saberei separar as águas e que haverá sempre tempo para o casal, mas poderei eu ter certeza disso?

Não, nem eu, nem ninguém, porque por mais preparação, por mais experiência, por mais exemplos, será sempre a primeira vez que serei mãe e será sempre uma experiência à qual não sei como reagirei.

O que posso afirmar com certeza, porque isso faz parte de mim, é que serei assertiva nas minhas convicções, serei feroz quando alguém me tentar impor algo que não concordo e que provavelmente serei muito protetora porque já o sou com os meus sobrinhos e com as minhas pessoas em geral.

Espero não embarcar na loucura de colocar o bebé acima de tudo, espero não esquecer as minhas convicções e valores e espero, acima de tudo, ter a calma e a ponderação necessárias para saber gerir e equilibrar a vida.

 

Dificilmente serei uma dessas mães que deixam tudo para trás para cuidar dos filhos, mas há uma medida certa para tudo e encontra-la nem sempre é fácil, não podemos descuidar demais nem focar em demasiada, o segredo reside no equilíbrio, na moderação e no bom senso, espero que as hormonas não me roubem o bom senso, já me roubaram paciência, mas por outro lado deram-me moderação, espero que após o nascimento a situação se mantenha, havendo este equilibro entre o não ter paciência, mas ter o distanciamento necessário para me acalmar e afastar do que não é bom para mim e para a minha família.

Inveja

Este sentimento pelo qual sinto o maior desprezo tem sido um tema incontornável da minha vida e consequentemente do blog, embora tenha aprendido a gerir mais friamente a situação de ser alvo de inveja, continuo a ter dificuldades em entender os motivos das pessoas invejosas, compreendo que se possa sentir uma pontada de inveja perante uma situação, algo involuntário, mas para quê perpetuar esse sentimento?

 

É mais fácil aceitar a inveja que vem de pessoas com vidas complicadas, seja por questões de doença, monetárias, sociais, pessoas que não conseguiram alcançar nenhum objetivo que tinham pensado para a sua vida e como tal sentem-se mal e invejam o sucesso dos outros, não é desculpa mas é de mais fácil compreensão.

Muito mais difícil de compreender é a inveja que vem de pessoas bem-sucedidas em diversas áreas da vida, é esse tipo de inveja que me levou a escrever sobre o tema novamente, não consigo entender essa necessidade de invejar, de se sentir mal com a felicidade dos outros, quando a vida tem sido generosa com elas.

 

Infelizmente eu e o Moralez despertamos inveja, já tentámos perceber porquê e a única coisa que conseguimos encontrar é nossa relação enquanto casal, revisitamos toda a nossa vida, avaliamos, medimos, fizemos suposições, refletimos e não há nada, absolutamente nada que nos faça excecionais ou sequer diferentes, não somos lindos, não somos ricos, não temos empregos de sonho, não temos carros luxuosos, não usamos roupas de marca, vivemos uma vida simples de acordo com as nossas possibilidades.

Mas somos um casal unido, com todas as dificuldades, discussões, pontos de vista diferentes, personalidade fortes que muitas vezes chocam, somos unidos quando na verdade teríamos tudo para não ser, já que nenhum dos dois tem um feitio fácil, se calhar é essa nossa capacidade de fazer da diferença, da individualidade, da personalidade distinta uma união forte e respeitadora da entidade de cada um que nos faz diferentes.

 

Não estamos sempre de acordo, não temos problemas em discordar, mas estamos sempre juntos, há sempre um consenso e as opiniões diferentes estão devidamente arrumadas em lugares que não prejudicam as metas e os sonhos e jamais um tenta anular o outro ou menospreza a sua opinião.

Há sempre arestas a limar, mas no essencial e importante somos iguais, defendemos os mesmos valores e os mesmos ideais, tudo o resto é acessório e pode ser discutido caso a caso, não há imposições, temos as nossas ideias bem definidas e nenhum dos dois é manipulado ou guiado pelo outro.

Será esta capacidade de fazer conviver pacificamente e em harmonia duas personalidades tão díspares e tão carregadas que desperta inveja?

 

A nossa relação não é perfeita, mas mentiria se dissesse que somos um casal que passa despercebido, somos muito espontâneos, alegres, cúmplices e passámos realmente a vida juntos, somos inseparáveis, normalmente onde está um o outro não anda longe.

O nosso segredo é mesmo esse encontrar coisas que adoramos fazer juntos, será que é isso que incomoda tanto as pessoas?

Custou a crer que fosse uma coisa tão simples, que pode ser trabalhada e acessível a todos, mas tive a certeza que era isso no momento em que percebi que existem mais casais com este problema, que por aparentarem ser felizes e unidos são alvos fáceis de inveja.

Raramente nos queixámos, raramente nos apanham com má cara ou tristes, tentámos estar sempre de bem com a vida mesmo quando ela nos dá patadas brutais sem aviso, ser alegre e bem-disposto incomoda realmente as pessoas, uma pena que não tentem também elas estar de bem com a vida em vez de invejar a vida dos outros, porque a grande diferença não está no que temos, mas em como reagimos e encaramos o que a vida nos dá.