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Língua Afiada

Será o Sr. Presidente o Presidente de todos nós?

Eis que chegou a altura de o Presidente da República demonstrar se é o Presidente do povo ou dos partidos.

Depois da obscenidade, conluio e vergonha que se passou na passada semana na Assembleia da República que originou a aprovação de uma lei que favorece os partidos políticos e desfavorece e desfalca o Estado e os contribuintes cabe ao Presidente da República vetar ou não essa lei promiscua e escandalosa, mas mais do que vetar pede-se a Marcelo Rebelo de Sousa uma posição firme e transparente, um discurso claro que responsabilize os partidos políticos, um sermão, uma lição de democracia e de dever.

Os senhores deputados da Assembleia da República parecem ter-se esquecido há muito os seus deveres e obrigações, confundem a defesa dos interesses do Estado com a defesa daqueles que o representam, a bem dizer defendem os seus interesses acima dos da Nação.

A lei aprovada pelo PSD, PS, BE, PCP e PEV apenas teve o voto contra do CDS-PP e do PAN, que tiveram a decência de não cederem à tentação do caminho mais fácil.

 

A lei deixa de fixar qualquer limite na angariação de fundos e sobre o IVA estipula apenas que os partidos estão isentos, através do pedido de restituição do mesmo, passando a ser possível pedir a restituição do IVA de qualquer despesa e não só do estipulado até agora “aquisição e transmissão de bens e serviços que visem difundir a sua mensagem política ou identidade própria, através de quaisquer suportes, impressos, audiovisuais ou multimédia, incluindo os usados como material de propaganda e meios de comunicação e transporte”.

Esta lei debatida à porta fechada e aprovada à socapa em vésperas de Natal para não despertar atenção é uma afronta a todos nós, por um lado escancara a porta ao lobby sem limite de angariação de fundos tudo é possível para quem quer ver os seus interesses defendidos no parlamento e como permite a devolução do IVA de todas as despesas permite ainda que os interessados em defender esses interesses possam gastar os fundos angariados a preço de saldo.

 

Com disse e bem o CDS-PP os partidos políticos aproveitaram o imperativo constitucional inerente a esta mudança para introduzirem, de forma discreta, duas novas alterações na lei de financiamento dos partidos.

E assim vai a democracia em Portugal, democrática só para os interesses de alguns enquanto prejudica deliberadamente os interesses de todos os outros.

Vergonha de ser representada por pessoas que apenas defendem os seus interesses, é necessária uma reforma política, uma reforma dos partidos, sangue novo, sem agenda, sem segundas intenções.

Impressionante como nunca chegam a acordo para nada, tudo é um cavalo de batalha no parlamento, mas neste caso o entendimento foi simples, demasiado simples o que diz muito sobre o parlamento português e sob os partidos políticos lá representados.

 

Espero que o Presidente prove ser o Presidente de todos nós.

Não politizem a tragédia, mas exijam responsabilidades

Esta mania de os portugueses fazerem de tudo uma questão política, de cor, enoja-me.

Não podemos pedir a demissão da Ministra porque somos logo apelidados de laranjinhas.

Não podemos questionar as declarações do Secretário de Estado porque somos imediatamente acusados de querer ver a Direita no poder.

Não podemos criticar a atuação de António Costa que somos prontamente acusados de querer derrubar o Governo.

 

Esta mania da perseguição é doentia, criticar um Governo não implica por si só ser de outro de partido ou que se quer ver outro partido na liderança.

Criticar a atuação de um Governo ou de algum dos seus membros é ser exigente, é pedir responsabilidades, é defender o que entendemos ser melhor para o país independentemente da nossa ideologia política.

 

Ao criticarmos António Costa não estamos automaticamente a defender Passos Coelho, será que é assim tão difícil perceber isso?

Será que os portugueses são incapazes de se isentarem da sua cor? Serão assim tão fanáticos? Tão cegos? Tão incapacitados?

Será que os portugueses não percebem que há questões que ultrapassam qualquer cor política?

Será que os portugueses são tão cegos pela doutrina que não entendem que independentemente da cor, o desgoverno, a irresponsabilidade, a negligência perpetua-se no poder?

 

Achar que a culpa dos incêndios é exclusiva deste Governo é tão ingénuo como achar que a culpa foi apenas das condições climatéricas adversas.

 

Há muitos anos que a floresta não é cuidada, protegida, diversificada, o problema não é de hoje e se nada mudarmos os cenários de horror voltarão a repetir-se no futuro como António Costa vaticinou.

António Costa que quer que aceitemos estas mortes como sendo normais, consequências naturais do clima, deve achar que somos todos uns incultos e mal informados que acreditamos cegamente no que diz, pois não acreditamos, pois houve negligência, não aprenderam a lição de Pedrógão, quantas tragédias terão de acontecer para que perca essa expressão trágico-cómica de quem não tem nada a ver com o assunto?

 

Retrate-se, humilhe-se perante os factos, não teve coragem de demitir Constança Urbano, já que ela não o fará por si, faça-o agora, antes que tenha de se demitir por inação.

 

A Geringonça veio-lhe mesmo a calhar, já que o BE e PCP andam mansos, alimentados a doces não protestam, não exigem. Uma pena que não se revoltem, pois se dessem o mote tenho a certeza que existiriam muitos portugueses que independentemente da cor política aceitariam o repto de sair à rua em protesto, tal como aconteceu na Galiza.

 

Cabe a nós cidadão exercer cidadania e não calarmos a revolta e exigirmos responsabilidades, cabe-nos a nós deixar os protestos das redes sociais e avançarmos para algo mais concreto, seja uma petição, uma manifestação, com certeza que haverá algo que se possa fazer para não deixarmos estas tragédias caírem no esquecimento.

 

Não podemos deixar a culpa morrer solteira, não podemos, basta, é preciso tomarmos uma atitude, uma posição, é preciso dizer de forma audível e bem clara que queremos os nomes os dos culpados e queremo-los julgados.

 

Tony dos plágios

Então a música “Sonho de menino” foi escrita a pensar na sua infância.

Interessante como duas pessoas criam uma letra tão semelhante sobre a própria infância.

Coincidências da vida.

Oh Tony pode não ser o fim, mas nunca mais será a mesma a tua Carreira.

 

Notícia em destaque no Sapo.

Com comparação das músicas, não é uma música, são pelo menos 11!

 

Só me ocorre escever se era para copiar não podia copiar músicas melhores!?

Há pessoas que nem a copiar são boas!