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Língua Afiada

Natal fora, Saldos agora

Esta frase poderia ser um ditado popular, tal é a sua veracidade. Mal termina o Natal começam a chegar as sms e os e-mails a avisar que a época de saldos já começou.

Aquele vestido lindo que compraram para usar no Natal está a agora a metade do preço, aquela camisola que compraram para oferecer também, não se apressem a comprar a roupa para réveillon porque não adianta muito, os vestidos de lantejoulas não estão em promoção, esses só entram em saldos no dia 2.

A boa notícia é que podem ir trocar as prendas de Natal e levar duas pelo preço de uma, isso se receberam vestuário, calçado ou acessórios, não tiraram as etiquetas e se vos deram talão de oferta.

Eu e o Moralez resolvemos fazer comos os espanhóis e deixar as prendas para os reis (não é totalmente verdade, mas é quase), e por falar em espanhóis, é vê-los a invadir as lojas portuguesas durante esta semana para comprarem presentes.

A verdade é que o Inverno só começou a 21 Dezembro e só agora se começou a pensar em roupa quente, por isso vamos muito a tempo para comprar roupa desta estação, os saldos sem dúvida beneficiam o consumidor, uma vez que não custa nada esperar pela última semana de Dezembro ou até por Janeiro para renovar o guarda-roupa.

Nos próximos dias é tempo de selecionar peças, acompanhar preços e comprar o que necessito a bons preços, ou melhor ao preço que realmente valem.

O real perigo de Donald Trump

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Donald Trump a par com a tensão entre os Estados Unidos e a Rússia deve ser o assunto mais preocupante da atualidade, especialmente se pensarmos que Donald Trump poderá vir a estar associado a essa tensão em breve.

A maioria das pessoas vê Donald Trump como um fanfarrão que pode ou não vir a ser o presidente dos Estados Unidos, mas não dá grande importância porque ele vai governar um povo que está do outro lado do oceano e porque ele até nem manda nada sozinho, veja-se o caso do presidente Obama que foi condicionado pelo Senado e pela Câmara dos Representantes

Só que há um detalhe, um detalhe de extrema importância, o presidente dos Estados Unidos é também o Chefe Supremo das Forças Armadas do país.

Isto poderia não ser preocupante se o presidente não tivesse autonomia neste campo, mas tem, embora não possa declarar guerra pode destacar tropas para onde quiser e bem entender. O que está aqui em causa é ter-se uma pessoa com poder de largar uma bomba nuclear ou uma arma química que tem um discurso xenófobo e racista.

O presidente dos Estados Unidos tem também poderes alargados no que toca à diplomacia, como é que alguém que destrata povos e comunidades pode ser o mais alto diplomata de um país que se apelida de livre?

A verdade é que se os Estados Unidos não mereciam Barack Obama, o mundo não merece Donald Trump.

Hillary Clinton está longe de ser uma escolha consensual, mas claramente aqui a frase de mal o menor aplica-se com toda a clareza, não podemos cair no erro de escolher Trump porque Clinton representa uma série de coisas más e instituídas, quando Trump é um ser irascível, intratável e francamente míope e perigoso.

O descontentamento com o poder não pode, nem deve justificar a eleição de uma pessoa despreparada, com princípios e valores desalinhados com os da própria Constituição do país.

Que o povo norte-americano não preza pela inteligência todos estamos cansados de saber, mas poderá a sua ignorância chegar a tanto?

Espero sinceramente que não, o mundo já está complicado o suficiente e o que menos necessitamos é de uma guerra que resulte de uma implicância ou demonstração de poder de uma criança mimada e egocêntrica que por azar é rica e influente.

Convenhamos que a crise financeira do Ocidente, a ansiedade da Rússia em ter relevância e a instabilidade no Médio Oriente são ingredientes mais do que suficientes para se justificar uma guerra.

A grande questão é se o Planeta sobrevirá a mais uma guerra?

Os grupos que têm capacidade para destruir, são os mesmos que têm capacidade para reconstruir, esperemos que tenham consciência que se não existirem pessoas não é possível reconstruir seja o que for.

E espero que tenham consciência do perigo que é ter Donald Trump como presidente de uma potência e que o travem antes que seja tarde demais porque as declarações dele só têm piada porque são hipotéticas se forem reais perderão toda a graça e só causarão desgraça.

35 horas no sector privado faz sentido

O PCP lançou a ideia no final das jornadas parlamentares e já criou todo um alvoroço.

É claro que os patrões são contra, consideram mesmo a ideia desastrosa.

Eu sou a favor e tenho alguns argumentos que considero tão válidos como quaisquer outros:

 

- Menos horas de trabalho + Motivação dos funcionários = Maior produtividade = Maior rentabilidade para empresa

 

- Menos horas de trabalho + Horas de lazer + Horas para gastar dinheiro = Economia cresce + Impostos para o Estado

 

- Menos horas de trabalho + Necessidade de contratar = Diminuição de taxa de desemprego = Economia a crescer + Mais pessoas a gastar dinheiro + Impostos para o Estado

 

- Menos horas de trabalho + Tempo para os filhos = Aumento da taxa de natalidade + Aumento de Impostos = Resolução do défice da Segurança Social

 

Acredito que numa fase inicial o ajuste possa causar alguns transtornos mas a longo prazo serão só vantagens. Os países mais desenvolvidos são aqueles onde os trabalhadores trabalham menos horas não será isso um indício que deve ser esse o caminho?

A Europa está em falência, as políticas de austeridade têm-se demonstrado ineficientes, especialmente porque se exige um esforço dos contribuintes mas depois não se cortam nas gorduras e se financia a banca, este sistema está falido, esta na altura de mudar o paradigma.

São as pessoas que podem mudar esta situação, são as pessoas que movimentam a economia e por isso convém dar-lhes rendimentos e tempo para que o façam.

Se passarmos a trabalhar 35 horas não recebemos só um aumento de tempo livre, mas também um aumento de ordenado e acima de tudo um aumento de qualidade de vida que influenciará tudo o resto.

Além de que seria estabelecida uma igualdade entre o sector público e o privado, é claro que é uma medida que diz respeito ao sector privado, mas o Governo e a Assembleia da República podem e devem contribuir para o debate.

Espero que se abra o debate e a negociação porque eu seria muito mais feliz com mais uma hora de lazer por dia.