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Língua Afiada

A surpreendente boa disposição de sexta-feira

Não há grandes planos para este fim-de-semana, reconfortante saber que não existirão correrias para chegar a algum local a tempo.

A casa esta organizada, finalmente, haverá sempre algo a tratar, há sempre, mas nada de extraordinário.

A semana serviu para reorganizar algumas ideias, direcionar o foco para o que é importante e estabelecer a agenda até ao final do ano.

 

Na quarta-feira à noite tive uma espécie de colapso durou apenas alguns minutos, o tempo suficiente para me recordar que tristezas não pagam dívidas, azares toda a gente os tem, a minha espinha dorsal não me permite vitimizar-me por muito tempo, não fui feita para lamúrias.

As lágrimas limpam a alma, lavam as angústias e dão lugar a uma reconfortante esperança, afinal na vida nem tudo é mau, nem tudo é bom, é sempre uma mistura dos dois, quando a balança tende para o negativo, faz-se um esforço para a equilibrar.

 

Não me tenho sentido na minha pele, mas hoje surpreendentemente acordei com mais energia, nem o tempo mais cinzento encobre a centelha que me brilha nos olhos.

Não ficou magicamente tudo bem, a vida não se resolve num dia, mas as ideias arrumaram-se e renovei a crença que o que não se pode mudar aceita-se, convive-se com isso, temos de nos adaptar, afinal adaptação é sinal de inteligência.

 

Um eco profundo tenta dizer-me que esta súbita boa disposição e força podem ser enganadoras, não lhe dou ouvidos, a energia chegou e veio para ficar porque quero que fique.

Para esta mudança contribuiu sem dúvida a capacidade de rir da desgraça, peripécias que deixarei para contar mais tarde, as gargalhadas têm um incrível poder revigorante.

 

Tudo o que preciso agora é de encontrar um equilíbrio entre trabalho e descanso, necessito organizar melhor o meu tempo, ter momentos para desligar e aproveitar as horas de lazer intensamente.

Uma mudança não se dá com o virar do dia, é um processo que começou lentamente esta semana, mas que tem tudo para acelerar até que tudo esteja no seu devido lugar.

 

É sexta-feira, é dia de sorrir, pois o fim-de-semana está à porta, aproveitem, para passear, para descansar, para sorrir, para gargalhar, para viver intensamente.

 

Bom fim-de-semana.

12 comentários

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    Psicogata 08.09.2017 11:32

    Nem sempre aceitamos com facilidade as mudanças e eventos da vida, mas depois tudo se resolve e encaramos a vida de frente.

    Bom fim-de-semana.
    Obrigada por todo o apoio :)
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    Miss Winter 08.09.2017 11:37

    Sim por vezes é muito dificil aceitar.
    Lembro-me quando faleceu o meu avô materno tinha eu 12 anos, não aceitei a morte dele, não queria aceitar, sempre que ia visitar a campa só chorava, não queria ver fotografias dele, até que um dia queria lembrar-me do rosto dele e não conseguia, porque eu "matei" as memórias todas e comecei a chorar e fui buscar uma foto dele e andou comigo durante algum tempo.
    Já bem adulta é que aceitei, talvez isto me ajudou a aceitar a morte da minha mãe, aceitar que ela não queria viver mais.
    Mas quando aceitamos, tudo fica mais fácil, conseguimos ver o que não queríamos.
    Estamos cá para nos apoiarmos uns aos outros :)
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    Psicogata 08.09.2017 11:39

    Há coisas que custam realmente a aceitar,a morte é uma delas :(
    Mas com o tempo as coisas ficam mais fáceis.
    Conto com isso.
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    Miss Winter 08.09.2017 11:41

    Vão ficar :)
    Eu sou estupidamente positiva ahahah só assim não me deixo afundar e ainda me rio com as minhas desgraças.
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    Psicogata 08.09.2017 11:45

    Eu também sou positiva por natureza, mas estava a demorar mais tempo que o normal a encontrar o meu optimismo de novo.
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    Miss Winter 08.09.2017 11:56

    Isto é conforme as situações da vida há umas que precisamos de mais tempo.
    Por exemplo o divórcio até aceitei rápido (ou pelo menos a raiva ajuda-nos), o mais dificil foi aceitar que o meu filho não estava com o pai todos os dias, hoje já não me mete confusão. Para mim era (e ainda é) impensável, um pai (ou mãe) não querer (ou sei lá que palavra usar) estar todos os dias com um filho, principalmente o nosso que foi tão desejado e por tantas lutas passamos.
    Talvez foi por causa deste sentimento que tentei a reconciliação pelo meu filho (hoje agradeço não ter dado resultado) já não é o homem que conheci, que amei loucamente, hoje é somente o pai do meu filho, olho para ele é um desconhecido. E hoje custa-me partilhar de novo a minha casa e vida com alguém, pelo menos por agora, um dia quem sabe encontro uma pessoa que me dê de novo vontade de partilhar e me mostre como é bom.
    Hoje amo a minha vida tal como é, claro que tenho dias que ando em baixo, todos nós temos, mas por norma ando bem disposta, por isso não entendo porque a minha irmã diz que sou infeliz se praticamente não está comigo e pouco convive comigo. Acho que ela não consegue entender que gosto da minha vida solitária que nunca o é enquanto tiver o meu filho, sempre adorei estar sozinha fazer o que gosto ou simplesmente não fazer nada.
    Talvez o problema dela e de muita gente é não entender que há mulheres que gostam de viver independentes hoje vivo a vida para mim e para o meu filho, podia ser melhor como de tanta gente, mas tenho o suficiente para ser feliz :)
    E tu também vais encontrar motivos (pequenos ou grandes) para levantar o astral e seguir em frente. Porque vale sempre a pena viver.
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    Psicogata 08.09.2017 12:02

    Todas as mudanças envolvem um processo de adaptação que pode passar pela fase de negação ou não, depende.
    Mas dependendo da situação o processo de aceitação e superação pode ser difícil e demorado, a reorganização interior nunca é imediata.
    Acredito que temos sempre motivos para sorrir por isso o melhor que temos a fazer é agarrar-nos às coisas boas e seguir em frente.

    As pessoas tendem a projetar nos outros os seus receios e medos, ou até a apontarem problemas para esquecer os seus, talvez a tua irmã esteja com problemas e fala da tua vida para esquecer a dela...
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    Miss Winter 08.09.2017 12:19

    Sim e o melhor que as pessoas podem fazer para nos ajudar é dar-nos o tempo necessário, pode ser dias, meses, um ano ou dois... saber respeitar.
    Faz este mês 2 anos que a separação iniciou, passei por coisas que hoje dispensava bem, assim teria sido mais fácil e mais rápido este processo, porque não tem sido fácil tudo derivado a ele.
    Ainda hoje quando toca o telefone e é ele, aborrece-me porque ele é que parece que ainda não aceitou e pensa que pode ligar sempre que quer, vá lá que agora é a horas decentes e "serve-se" do filho para falar e o tema tem sido somente o filho e tem que ser assim. Mas tenho dias que nem me apetece falar nem ouvi-lo e agradeço quando o meu filho diz que quer falar com o pai e passo o telefone a ele. Por isso agradeço que não toquem no nome dele, se me apetecer falar falo eu.
    A minha irmã, após a morte da minha mãe (completou 18 anos 3 dias após a morte dela) andou perdida mas já andava antes... ainda a tive em minha casa, mas pensava que podia fazer o que queria e ir para casa quando lhe apetecia e não podia ser. Um dia agarrou-me os braço e empurrou-me e o meu ex expulsou-a, foi viver com o meu pai, esteve sem falar para mim acho que até ao natal e conseguiu por a familia toda do lado dela porque depois contou a história como quis sem ninguém querer saber a minha versão e eu é que fui má, a vida dela era andar nos cafés e ir para casa 5/6 da manhã e dormir de dia, não fazia rigorosamente nada em casa.
    Deram-lhe oportunidade de tirar um curso a meio veio para casa chumbou por faltas, fazia o mesmo que cá e andou assim perdida durante dois anos.
    Depois juntou-se com um rapaz mas deu logo para o torto, depois passado pouco tempo conheceu o actual e foram logo viver juntos mas pronto deu resultado e ainda bem, ela engravidou logo por descuido e infelizmente a menina morreu no parto. Lembro-me que no hospital só queria a minha presença e do companheiro... aquilo tocou-me finalmente mostrou que afinal eu era a irmã dela e que me queria sempre ali. Mas passou logo...
    Ela nunca quis falar disto e diz que está tudo bem, passou tudo, mas é impossivel, deixa marcas para toda a vida, mas se ela não quer falar eu não posso obrigar, deve falar com a prima e ainda bem que se abre com alguém (penso eu).
    Não nos conseguimos dar bem por culpa dela, porque não aceita as diferenças, para ela toda a gente tem que pensar e fazer como ela e só ela é que sabe e só ela está correcta. Eu gosto de viver com pessoas diferentes porque toda a gente está correcta apenas de perspectivas diferentes.
    Eu só sei que nada sei e todos os dias aprendo :)
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    Psicogata 08.09.2017 14:05

    A vida dela também foi complicada, ninguém recupera de algo assim, lá esta ela é que deve ter muita dor interior.
    Mas não pode fazer e dizer tudo o que quer, acho bem que não lhe passes a mão na cabeça.
    Aprendemos a vida toda e morremos sem saber, já diz o ditado.
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    Miss Winter 08.09.2017 15:02

    É isso mesmo que penso, no inicio deixei passar muita coisa e calava-me mas já vai fazer 4 anos, não pode ser sempre desculpa, e o problema é que é só comigo, o que não dá para entender.
    Ela o que queria e me encorajou mais que uma vez era que eu deixasse a casa, fosse a viver com o meu pai, compor a casa dele e cuidar do meu pai, isso é que era a alegria dela mas não o faço, enquanto puder (e o meu ex deixar) fico na minha casa, felizmente tenho dinheiro para continuar a pagar, neste momento a prestação é menor que uma renda. Mas se algum dia tiver que sair o meu pai é a minha última escolha, não quero ir para um lugar que não me sinto bem onde acaba a minha liberdade e privacidade.
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    Psicogata 08.09.2017 15:07

    Acho que ela tem dois problemas contigo, o facto de teres um filho, talvez não lide bem com isso e que sejas independente, coisa que me parece ela não ser capaz de ser.
    Dava-lhe jeito que tomasses conta do teu pai, mas é pai de ambas, a responsabilidade é das duas.
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