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Língua Afiada

Afinal quem é José Sócrates?

Depois da reportagem da SIC, é possível que ainda exista alguém a defender José Sócrates?

Parece que sim, não sei se por teimosia em dar o braço a torcer, por cega ideologia, por lealdade e compadrio ou mesmo por simples estupidez.

 

Todo ele é culpa da ponta dos dedos dos pés às pontas de cada fio de cabelo, respira culpa por todos os poros e não há nada, precisamente nada que possa ser passível de revelar inocência.

O escândalo, no entanto, não é ele ser culpado, é o tempo que demora o processo, é escandaloso que o tenham prendido preventivamente e que agora esteja em liberdade.

Sorte nossa que o seu ego desmedido, o seu narcisismo e egocentrismo não o deixam ter discernimento suficiente para fugir, porque lá no fundo o crente acredita que é intocável e que sairá incólume, provavelmente até sonha chegar a Presidente da República.

 

A sua vaidade e necessidade de ostentação foram a sua ruína, não há esquema suficientemente bom para transacionar tanto dinheiro em tão curto espaço de tempo, mas o homem parecia ser alimentado a notas, gastando alegremente dinheiro que nunca poderia justificar, levando uma vida de milionário sem auferir de quaisquer rendimentos.

Munido de um sentido de impunidade alienígena, José Sócrates tem o desplante de dizer que é um simples provinciano sem posses, mas admite que entrou na vida política por vaidade. Vaidade, a palavra que melhor o descreve, vaidoso mas sem brio e sem vergonha, um homem da sua idade admitir sem pudor que vivia às custas da mãe, um vaidoso que rasteja para o buraco, qual rato e finge que não passa de um pobre coitado que vive de migalhas das ratazanas mais abastadas.

O orgulho, a sobranceira, o ar altivo, o todo-poderoso dá lugar ao coitadinho, ao aflito, ao pobrezinho que mendiga fundos para se manter, há criminosos com um certo código, um certo carisma, força e depois há os criminosos como Sócrates que se encolhem e transfiguram para enganar, dissimular, desviar a atenção, mesquinhos, pequeninos, que são capazes de se reduzirem a nada para ver se desaparecem da história.

 

Só uma pessoa com um desvio de personalidade é capaz de tais atitudes, na minha opinião José Sócrates é um sociopata com um egocentrismo exacerbado, sem qualquer consideração pelos os sentimentos e opiniões dos outros. Sem qualquer respeito pelos valores morais, sem ética, simula sentimentos para conseguir manipular as pessoas.

José Sócrates teve os seus tempos áureos, como todos os sociopatas é aparentemente carismático e encantador, armas que usa habilmente para conquistar a confiança e a simpatia dos outros e conquistou não só as intenções de voto mas a simpatia e a empatia do povo, mas também como os sociopatas demonstra incapacidade de controlar as emoções negativas, é possível vê-lo a perder o controlo em diversas situações, até o seu rosto se transforma ao mostrar o seu verdadeiro eu.

 

Narcisista, admira exageradamente a sua própria imagem e nutre uma paixão excessiva por si mesmo, é possível que não tenha até a noção real dos crimes e da confusão em que se meteu, está preso na sua própria ratoeira mas o seu ego impede-o de ver a situação tal como ela é.

A teia de mentiras e manipulações está a desfiar-se fio por fio e a verdadeira face de José Sócrates vai sendo exposta à medida que a máscara cai.

José Sócrates é um criminoso sem escrúpulos, arrependimento, empatia, ética, noção da realidade, José Sócrates na verdade é um sociopata que ainda acredita que pode ser ilibado dos seus crimes.

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