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Língua Afiada

As desculpas esfarrapadas de António Costa

Mas então Sr. Primeiro-ministro António Costa o ilustre é Primeiro-ministro de Portugal ou Primeiro-ministro (Presidente) de Lisboa?

Serão ainda resquícios da camisola que vestiu pela Capital? Serão os ares de superioridade dos lisboetas? Será a falta de conhecimento das outras cidades do país que governa? Ou será apenas uma questão de tradição centrista?

As desculpas que deu para escolher candidatar apenas Lisboa a sede da AEM são esfarrapadas, não me ocorre melhor palavra para descrever uma posição que mais parece uma birra de criança, mais valia dizer porque eu quero e acaba-se o assunto.

Bem sei que dar desculpas das nossas vontades é uma chatice, mas o Sr. Primeiro-ministro não tem vontades, tem obrigações, obrigação de fazer o melhor pelo país e não o que quer. Será que se esqueceu disso, o Primeiro-ministro é acima de tudo Português e como tal deveria ser imparcial, mas será que é?

Não parece, ora vejamos as desculpas maltrapilhas que apresentou:

 

A proximidade, em Lisboa, do Infarmed

Da última vez que vi o mapa de Portugal, Portugal era um país pequeno que se percorre de ponta à ponta em 12 horas ou menos, a proximidade num conceito Europeu é relativa, mas na realidade portuguesa é irrelevante, não sejamos ingénuos, estamos todos uns ao lado dos outros, apesar da divisão grandiosa que faz do país, estamos todos colados, se o vento estiver mais forte sentem aí o aroma das francesinhas e nós aqui no Porto o dos pastéis de belém.

 

Só em Lisboa é que poderá existir uma escola europeia

Passando o óbvio que todos somos europeus!

Claramente o Sr. António Costa nunca passeou pelo Porto, ali para os lados de Serralves é ver as filas indianas de meninos e meninas alinhados ao milímetro das escolas internacionais e uma certa escola de artes? Juro que há por lá alunos de tribos que julgava já extintas, mas que decidiram refugiar-se no Porto.

E Coimbra? A cidade dos estudantes? Não estará a cidade com mais tradição académica do país preparada para receber uma escola europeia.

E nem é preciso fazer uma escola especial, os estudantes de Erasmus caem aqui de para-quedas, misturam-se com os alunos portugueses e convivem todos alegremente, também não tem visitado faculdades? Confesse lá.

 

Existem já na capital portuguesa duas agências europeias a funcionar

Está tudo explicado o Primeiro-ministro não quer que os funcionários da nova agência se sintam excluídos, excluindo-os à partida assumindo que só travarão amizades com os funcionários das outras duas agências já existentes.

Pergunte aos funcionários se não gostariam muito mais de ir residir para Faro? O clima melhor do Portugal Continental. Quer-me parecer que dispensam o trânsito e as obras intermináveis da capital.

E a Madeira? Porque não a Madeira, a ilha das flores com tempo ainda mais ameno?

 

Deixe as desculpas mais esfarrapadas que a camisola de um pedinte, carcomida pelas traças e desbotada pelo sol.

Ou apresenta argumentos válidos ou mais vale estar calado.

Uma pena que todas as outras cidades não se saibam unir por um Portugal mais descentralizado. Mas já esteve mais longe, já houve uma candidatura conjunta de várias cidades importantes do Norte a fundos europeus, é uma questão de organização e cooperação.

 

Espero ver um dia a implementação da regionalização, porque se a cidade do Porto fica assim tão longe do Infarmed também fica muito longe para ser gerida.

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