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Língua Afiada

Até ao Natal o espírito natalício pode chegar

Adoro o Natal e as decorações de Natal, decorar a casa costuma ser um ritual que começa a dia 1 de Dezembro e se prolonga por quase todo o mês, pois vou sempre ajustando as decorações, comprando uma ou outra peça nova, é um trabalho sempre em progresso.

Este ano não existiu esse ritual, não houve essa alegria, nem essa vontade, fiz a árvore sem grande entusiasmo, coloquei a coroa na entrada e os bonecos de Natal na lareira, o resto manteve-se igual.

 

Ontem enquanto organizava as coisas em casa olhei para a decoração e percebi que algo estava mal, toda a casa ainda estava decorada de Verão, decoro a casa por épocas e no Verão é normal colocar búzios, conhas e outros objetos que lembrem o mar e a praia espalhados pela casa, normalmente no Outono mudo para uma decoração à base de tons terra e flores secas, este ano não o fiz e o ambiente não me parecia acolhedor.

Rapidamente e quase mecanicamente substitui a decoração veranil por caixas de Natal, anjos e outras figuras natalícias, velas douradas e vermelhas, muitas decorações ficaram guardadas, mas pelo menos a casa já está decorada à época.

 

Pouco depois deste processo saí à rua e olhando para o azevinho pensei falta-me colocar uma jarra com azevinho, nesse momento percebi porque é que olhava para a árvore de Natal e achava que lhe faltava algo, esqueci-me dos ramos de bolinhas vermelhas.

Entro em caso a rir-me e a dizer ao Moralez já sei porque é que a árvore não parecia completa, faltam as bolinhas, e percebo que não faço ideia de onde estariam.

Começo a vasculhar os locais onde possivelmente estariam, não as encontrava em lado nenhum, às tantas o Moralez começa a dizer que são frágeis e não podem estar em qualquer lado que se calhar as deitei fora sem querer, confesso que aqui comecei a panicar, é que são a decoração mais cara que tenho à parte da árvore, foi uma pequena loucura de cometi.

Adoro o meu cérebro quando já estava a dar-me por vencida deu-se um click e lá vou eu direitinha sem saber bem como ao local onde estavam. Suspiro de alívio.

 

Não sei se foi o espírito de Natal que finalmente tomou conta de mim, se é a esperança que parece ter batido à porta com boas novas, mas estou ansiosa por terminar a árvore e até dar os últimos retoques nas decorações.

O que sei é que apesar de não estar, já pareço estar em modo férias, daquelas de não fazer nada, ao pé da lareira, com mantinhas de lã e pantufas, com o aroma a canela a espreitar da cozinha dos doces acabadinhos de fazer, a devorar filmes românticos.

 

Para os próximos dias só quero o aconchego da casa e dos meus, deliciar-me com as brincadeiras dos mais pequenos e distribuir miminhos e doces por todos.

Espero que todos encontrem a tranquilidade e a paz necessárias para celebrarem esta quadra com amor, às vezes o espírito natalício demora a chegar, mas quando bater à porta deixem-no entrar.

A todos um Feliz Natal.

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