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Língua Afiada

Coisas que me dão um nervoso #1 – Penas nos frangos

Tio Belmiro, permita-me a expressão, eu quando compro um frango espero que ele venha livre de penas, se o quisesse depenar comprava-o vivo, assim um muito jeitoso e bonito e entretinha-me a depena-lo, dizem que até pode ser terapêutico.

Quando um produto diz na embalagem Seleção num logótipo bonito preto e dourado, cores que simbolizam luxo, eu parto do princípio que como indica a palavra, o produto, neste caso o frango, foi selecionado, meticulosamente preparado, testado aos mais altos níveis de qualidade para quando chegar à minha casa eu não tenha de me preocupar com detalhes.

Eu entendo que queiram apresentar a cabeça, há quem goste de a comer, sabe-se lá porquê, que traga as miudezas e o sangue que dá jeito para fazer a cabidela, as patas são muito boas na canja, mas não entendo porque não lhe tiram as unhas, a cabeça ainda pesa, mas as unhas? Não pesam quase nada.

Mas o que me chateia mesmo são as penas, será assim tão difícil embalar os frangos sem penas? Ainda por cima são daquelas grossas, não é uma penugem leve que se queima com um isqueiro (técnica da minha mãe) são penas grossas que quando se arrancam deixam buracos na pele.

Passei mais tempo a livrar-me das penas do frango do que a preparar todo o assado, estas coisas embaladas não são supostamente para ser práticas?

É que entre matar o frango, escalda-lo e depena-lo e livrar-me das penas a frio, a poupança de tempo é quase nula, aliás tenho a certeza que a minha avó prepararia o frango vivo mais depressa do que eu me livrei das penas do frango embalado.

Seleção, seleção de penas. Ora vamos ver vamos deixar estas para as pessoas pensarem quer o frango é caseiro.

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