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Língua Afiada

Incêndios queimam cenários únicos da Natureza

Calor e incêndios são duas palavras que parecem andar de mãos-dadas em Portugal, com a agravante da seca prolongada que se abate sob o país este fim-de-semana foi negro para a floresta portuguesa.

Ontem, no meio das montanhas avistava-se fumo de todos os lados, não tardou a sentir-se o seu cheiro e a que as cinzas e faúlas pintassem o chão, estávamos numa localização privilegiada pelos ventos e passamos incólumes ao fumo, o ar era respirável, mas a paisagem desoladora.

 

A viagem para casa fez-se de lume e fumo, passamos ao lado de um incêndio e o fumo foi quase constante ao longo do percurso, dando tréguas apenas nas zonas mais elevadas, fiquei com dores nas narinas, o fumo parecia ácido, queimava, o ar era pesado, insuficiente e custoso de respirar.

Já perto do Porto o cenário não era melhor, fumo por todo lado, um pôr-do-sol incandescente no meio da paisagem cinzenta.

 

Temos uma paisagem tão bela, tão única, montanhas até perder a vista, granito salpicado de verde, castanho e laranja onde rochas e floresta convivem com tecnologia, como se as pás eólicas fossem vira-ventos de crianças gigantes.

Entristecedor ver a paisagem que num dia nos faz perder a respiração pela sua beleza única e avassaladora no dia seguinte obrigar-nos a suster a respiração para não queimarmos os pulmões.

Desolador ver cenários únicos, edificados minuciosamente e laboriosamente pela Natureza desaparecem assim, consumidos pelas chamas em segundos.

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