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Língua Afiada

O exemplo (péssimo) do caso Celtejo

Polui-se, é-se condenado a uma multa irrisória que a empresa pagaria sem qualquer dificuldade, recorre-se, a multa é cortada pela metade e transformada numa repreensão escrita.

Mas estamos a brincar?

Agora as empresas são crianças que levam um recado na caderneta para ver se na próxima vez se portam bem?

Não se trata de uma criança que deita um papel ao chão e que se repreende para que aprenda a não volte a repetir o comportamento.

Deviam e podiam ter aproveitado este caso para aplicar uma coima pesada que servisse de exemplo, que demonstrasse uma posição clara e inequívoca que os interesses e o dinheiro não se sobrepõem a tudo em vez disso resolveram passar a imagem clara que os poderosos continuam intocáveis em Portugal.

Claramente a promiscuidade entre governantes e empresas é acobertada pela justiça.

O timing perfeito mesmo antes de um feriado prolongado de festa numa semana em que muitas pessoas se encontram de férias, que é importante não levantar muita contestação.

Vergonha, vergonha de um país onde reina a corrupção, a impunidade, onde a culpa morre sozinha e se apaga lentamente da memória dos portugueses que vivem como se estivesse tudo bem.

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