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Língua Afiada

O flagelo das prendas de Natal

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 De repetente tudo gira à volta das prendas, o que comprar, quando comprar.

Não é uma questão de consumismo, é uma questão de conseguir fazer as pessoas que amamos felizes, porque afinal o Natal é partilhar coisas boas que vão desde a companhia à comida deliciosa, passando pelos presentes.

Um presente não precisa de ser dispendioso para ser especial, surpreender alguém com uma prenda de Natal passa muito mais por conhecer bem a pessoa, estar atento às suas necessidades e aos seus gostos do que gastar fortunas.

 

O grande problema é que com a correria do dia-a-dia é difícil estarmos atentos a tudo e especialmente retermos a informação, conhecemos as pessoas, mas na hora de decidir o que oferecer ficamos perdidos com tanta informação disponível, ao mesmo tempo que nos falta a informação mais essencial, saber determinar o que é que a pessoa precisa naquele momento.

O stress é o nosso pior inimigo e no momento de comprarmos os presentes, chegamos a sofrer de ansiedade e angustia por não conseguirmos encontrar o presente ideal.

 

Antigamente os presentes de Natal serviam para se oferecer coisas mais caras que durante o ano estavam fora do nosso alcance, um pequeno brinquedo para as crianças, roupa e calçado de Inverno, as tradicionais meias e os típicos pijamas, num tempo em que tudo fazia falta e por isso tudo dava jeito.

Atualmente temos tudo, não há nada que nos faça falta que possa ser oferecido de prenda e por isso é tão difícil oferecer presentes de Natal.

 

Existe a condicionante monetária, quando se passa o Natal com muita gente a opção é dar lembranças simbólicas ou optar por oferecer apenas presentes às crianças, lá em casa optamos pelo amigo secreto, cada adulto oferece apenas uma prenda a outro adulto, uma forma simples de todos recebermos prendas sem se gastar uma fortuna, as crianças recebem de todos, é difícil convencer a família que vinte presentes para cada criança é um exagero, afinal o Natal é das crianças, é logo a resposta.

Sou suspeita, adoro dar e receber presentes e por isso se não posso dar aos adultos vingo-me nos sobrinhos, raramente lhes dou apenas uma prenda.

 

Há quem diga que os presentes são apenas uma troca comercial e que são um desperdício de tempo e de dinheiro que seria melhor aproveitado se cada um comprasse algo para si, algo que desejasse e precisasse, é uma opinião válida, mas sem magia.

 

Eu acredito que há magia em surpreender alguém com um presente e, mais uma vez reitero, não há necessidade de gastar fortunas, às vezes é uma questão de criatividade e disponibilidade.

 

O verdadeiro flagelo das prendas de Natal não é o consumismo, é a falta de dedicação na escolha dos presentes.

 

O verdadeiro dilema das prendas de Natal não é gastar muito dinheiro, é ter-se pouco tempo para gastar na sua seleção.

 

Não é preciso muito para fazer alguém feliz, às vezes um pequeno gesto, um pequeno apontamento faz toda a diferença.

O postal que irá persistir depois da prenda se estragar, o jantar que ficará na memória muito depois de digerido, a ida ao cinema que será revivida sempre que se falar no filme, o passeio no parque que irá ficar retido em fotos de sorrisos especais, momentos e detalhes especiais que valem muito mais do que qualquer presente.

 

Neste Natal ofereçam muito mais do que um presente, ofereçam sensações, sentimentos e emoções.

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