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Língua Afiada

Ódios de Verão #8

Escaldões e insolações

 

Não é apanhar um escaldão ou uma insolação, pois tenho imenso cuidado, se odeio esfolar a camada superficial da pele fará danificar várias camadas, o que me chateia é mesmo ver os escaldões dos outros.

Se fico boquiaberta com o desleixo de algumas pessoas ao sol, fico mesmo atónita com a negligência com as crianças, é algo que me revolta, ver crianças expostas ao sol no pico do calor e algumas vezes sem qualquer aplicação de protetor.

Vejo-o acontecer várias vezes nas férias e confesso que por diversas vezes tive me controlar para não questionar os pais.

 

Outra coisa que me incomoda é ver pessoas já com feridas, algumas com buracos na pele a continuarem a apanhar sol, têm várias camadas de pele danificadas e continuam a expor-se todos os dias ao sol e durante o dia todo. Devem ser masoquistas, não vejo outra explicação, que outro motivo explicaria estarem a sacrificar assim a sua pele, há sempre os que estão permanentemente anestesiados pelo álcool, mas mesmo assim, um dia as férias terminam e têm de regressar ao trabalho, como atenuam as dores? Um escaldão daqueles não acalma de um dia para o outro.

Recordo-me de uma vez ficar tão impressionada com as costas de uma senhora que senti náuseas, não sou de me impressionar facilmente, a pele da senhora é que estava literalmente cozida e a depreender-se aos pedaços, um cenário horroroso.

 

Nota: Há dias falei do bronzeado da filha da Corolina Patrocínio, este texto pode parecer um contrassenso, mas não é, uma coisa é tecer julgamentos através de uma foto claramente alterada por um filtro, outra bem diferente é sentir pena de uma criança com quem nos cruzamos diariamente na piscina ou na praia e constatar dia após dia que os pais não a protegem dos malefícios do sol.

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