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Língua Afiada

Orçamento de Estado ou para o Estado? Ou para as eleições?

 

O nome pelo qual foi batizado este Governo foi realmente muito bem escolhido, Geringonça, estamos a ser liderados por um engenhoca mal oleada, que tudo faz para agradar, dissimulando e ludibriando como bem entende, de sorriso nos lábios, ar altivo e superior, num cinismo tão descarado que enoja.

Parecem ser muitas as novidades, mas no essencial fica tudo igual, a carga fiscal altíssima mantem-se e as medidas anunciadas têm na verdade pouco impacto, à exceção dos aumentos das pensões e dos salários na função pública.

Para equilibrar as cedências existe um programa de revisão da despesa que aponta poupanças de 236 milhões de euros em várias áreas, sendo da saúde e da educação que saem a maior parte destas poupanças, por outras palavras as cativações são para manter.

Centeno espera e tenta a todo o custo obter o défice zero, a questão que se coloca é a que custo? O custo é dos portugueses que têm uma carga fiscal altíssima e cada vez pior serviço na Educação e na Saúde.

Todas as contas são baseadas numa conjuntura altamente favorável e é aqui que reside o perigo, pois caso a conjuntura económica se altere Portugal fica em maus lençóis e sem grandes alternativas. Continuamos no mesmo marasmo, sem que sejam realizadas alterações profundas e necessárias, os interesses instalados são intocáveis e continua-se a oferecer jobs for the boys e na verdade ninguém se importa com isso.

O registo continua o mesmo, lançam-se medidas populares, tapa-se o sol com a peneira e os portugueses seguem alegres e contentes enquanto sobem ao poder pessoas incompetentes.

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