Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Língua Afiada

Páginas soltas #3 - Quando os que amamos sofrem

Não há nada pior do que ver uma pessoa que amamos sofrer, digam-me que sou louca mas às vezes é mais fácil ser eu a sofrer do que lidar com o sofrimento dos outros.

Nunca sei que dizer ou que fazer, sinto-me impotente, de mãos atadas e muitas vezes responsável, não pelo sofrimento mas pela cura.

O que dizer a uma pessoa cuja vida maltrata sistematicamente, vamos cair em lugares comuns como o há quem esteja pior ou depois da tempestade bem a bonança?

Estaríamos a dar-lhes alguma novidade, eles sabem que há sempre quem esteja pior do que eles, eles sabem que o sol acaba sempre por brilhar, a chuva dá sempre tréguas.

O que dizer a uma pessoa vítima das injustiças da vida?

Quando o amor, o carinho, o abraço apertado não são suficientes, o que dizer? O que fazer?

Estou cansada de fórmulas mágicas, de teorias da felicidade e palestras de motivação.

Como se motiva alguém que não fez nada de mal e recebe sistematicamente maldade em troca?

A determinada altura da minha vida cheguei à conclusão que a vingança, a maldade e a revolta não resolviam nada, mas ser bonzinho, honesto e ético também não compensa, antes pelo contrário.

As pessoas confundem simpatia, cordialidade e disponibilidade com fraqueza e tentam usar-nos e aproveitar-se de nós.

Eu lido bem com o mal que me fazem, já com o mal que fazem a quem amo não, corroí-me, desperta o pior de mim, faz-me ter sede de justiça e de vingança.

Se a vida não se encarrega de dar a cada um o que cada um merece, talvez nos esteja a passar uma mensagem.

Não dizem que Deus nos deu livre arbítrio para sermos livres e se ele nos estaria a dizer que devemos fazer nós próprios a nossa justiça?

Não se castigam as crianças? E o que são a maioria dos adultos se não um bando de crianças que cresceram sem educação, ética e valores?

Se cá se fazem, cá se pagam, porque não começar a fazê-los pagar?

Quando o desprezo não é solução, o melhor é enfrentar as pessoas de frente e preparar uma vingança fria e doce como um gelado saboreado à beira-mar depois de um longo dia de trabalho.

10 comentários

  • Imagem de perfil

    Psicogata 11.04.2016 14:11

    Infelizmente acho que é um sentimento comum...
    Não é fácil, mas temos de lidar com a situação.
  • Imagem de perfil

    Ana Rita 🌼 11.04.2016 14:54

    ai ai... é verdade! ás vezes acho que, quis tanto crescer rápido e agora só queria poder voltar atrás e ter como única preocupação a roupa que ia vestir para ir para a escola....
  • Imagem de perfil

    Psicogata 11.04.2016 15:00

    Já eu nunca tive pressa de crescer... Sempre achei a vida adulta muito complicada. Como sempre estava certa!
  • Imagem de perfil

    Ana Rita 🌼 11.04.2016 15:17

    mais que certa!
    já eu queria era ser adulta e trabalhar e ser independente... estava tão redondamente enganada!
  • Imagem de perfil

    Psicogata 11.04.2016 15:33

    Eu recordo-me de ser a única dos meus amigos a não querer crescer
    Tanta gente e eu era a única que estava certa.
  • Imagem de perfil

    Ana Rita 🌼 11.04.2016 15:52

    É verdade! se te ouvisse mais... era mais felizes e curtiam muito mais a juventude!
  • Imagem de perfil

    Psicogata 11.04.2016 16:02

    Claro, crescer para quê? As responsabilidades são uma seca
    A verdade é que eu era mais adulta do que a maioria e por isso já entendia isso.
  • Imagem de perfil

    Ana Rita 🌼 11.04.2016 16:50

    Por isso é que tinhas uma percepção melhor da realidade do "mundo dos grandes".
    A falta de conhecimento induz os jovens em erro. É bom ter dinheiro para gastar, mas a que preço?
  • Imagem de perfil

    Psicogata 11.04.2016 17:02

    Custa-nos a liberdade, e depois tudo gira à volta do dinheiro e até as amizades se moldam de forma diferente, não é culpa de ninguém mas acentuam-se as diferenças monetárias.
  • Comentar:

    CorretorEmoji

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.