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Língua Afiada

Politiquices – Novela do Costa #2 – A estupidez das 35 horas semanais

Eu não consigo entender como é que o Tribunal Constitucional chumbou tantas medidas por não respeitarem os direitos de igualdade e não faz nada contra esta desigualdade tão grande, tão brutal que chega a ser anedótica.

Não basta os funcionários públicos não poderem ser despedidos, salvo raríssimas exceções, mesmo que sejam incompetentes, cometam erros atrás de erros e sejam um peso morto para os serviços onde trabalham.

Não basta os funcionários públicos ganharem acima da média do mercado, terem tido progressões de carreira só porque sim e terem um sistema de reforma mais vantajoso.

Não basta terem um sistema de saúde diferente e mais uma vez mais vantajoso.

Não basta terem mais férias e tolerâncias de ponto.

Agora querem que voltem a trabalhar menos horas que o setor privado novamente.

Mas em que base? O que diferencia o setor público do setor privado?

Porque é que nas empresas privadas o regime máximo de horas semanais previsto é de 40 e não de 35 como no setor público?

Ah deixa-me cá pensar não vão fazer leis que prejudiquem a sua própria classe.

Os cortes que o Governo de Passos Coelho queria fazer não eram inconstitucionais, na verdade iriam repor alguma igualdade, iriam finalmente nivelar as coisas, nunca consegui perceber qual a lógica para os funcionários do Estado terem mais direitos do que os restantes.

O mais correto seria nivelarem as regalias dos funcionários privados pelas regalias dos funcionários públicos, o que dado o estado da economia seria impensável, mas se os particulares continuam a pagar esta crise ao menos que repartissem a fatura equitativamente pelos outros.

4 comentários

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    Psicogata 19.01.2016 14:13

    A falta de conhecimento e formação dos funcionários públicos é das coisas que mais me tiram do sério, especialmente se dependemos deles para resolver questões importantes.
    Não quer dizer que não existam pessoas competentes e simpáticas que existem felizmente, e claro há depois o reverso da medalha estar no atendimento ao público nem sempre é fácil, mas também não o é no setor privado.
    Mas ir a um departamento público e ter de explicar como se faz determinado processo é coisa para me deixar com os nervos frangalhados.
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    Ana Rita 🌼 19.01.2016 14:20

    Eu trabalho numa empresa na qual estou 8h em contacto telefónico com o público, apanha-se de tudo!
    Mas acredita, ás vezes penso que se nas instituições públicas eles não tivessem os postos de trabalho tão bem assegurado se o tratamento não seria diferente, se nãi teriam que se esforçar mais por serem simpáticos em vez de estarem (alguns... há sempre excepções) sempre com ar de granda frete... aí vem mais uma senha, mais um sorriso amarelo, pouca vontade de mecher os dedos e muita vontade que aquela malta (nós os contribuintes, aqueles que lhe pagam o ordenado sabes??) desapareça toda dali!
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    Psicogata 19.01.2016 14:27

    Eu também tenho de lidar com o público, felizmente não é durante as 8h, é uma parte residual, mas pela amostra dá para perceber bem a educação das pessoas, mas lá está não posso de forma alguma ser mal-educada com elas.
    Nos serviços públicos não querem saber acordam mal dispostos e pronto lá temos de levar com o seu mau-humor.
    Já tive vários casos curiosos em que eu e o meu marido fomos ambos ao mesmo serviço e fomos ambos atendidos pela mesma pessoa, em que com ele a funcionaria foi só sorrisos e comigo uma cara fechada e respostas ríspidas.
    E atenção eu sou uma pessoa muito simpática, mesmo, tenho quase sempre um sorriso nos lábios.
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