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Língua Afiada

Portugal e o Mundo – A culpa é das Vaxxnas

O Governo quer-nos fazer acreditar que a dívida portuguesa diminui quanto efetivamente está a aumentar, entendo que os números se tenham de apresentar em percentagem do PIB, mas uma contextualização seria adequada.

O que irá acontecer quando as dívidas se tornarem incobráveis? O passado recente já tem a fórmula, o povo pagará.

Mas o otimismo faz bem, as pessoas andam felizes, vamos deixa-las felizes que estamos em campanha eleitoral e depois logo se verá.

 

O PCP condenou o Governo por não reconhecer a Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela.

É uma "atitude de respeito pela soberania da Venezuela e da sua ordem constitucional e não a contribuição para alimentar atos de ingerência que, indisfarçadamente a administração norte-americana e a própria União Europeia prosseguem", que ajudará a "assegurar a normalização da situação" no país, lê-se no comunicado.

Este é o problema dos partidos nos extremos a incapacidade de uma leitura isenta da realidade, para o PCP parece valer tudo para que um regime da sua ideologia não caia, mesmo quando esse regime não cumpra minimamente os preceitos da ideologia e que ameace constantemente a democracia.

 

Portugal foi assolado por mais uma tragédia, duas mortes por via de uma aterragem forçada na praia, não consigo sequer imaginar a dor e o desespero das famílias das vítimas, especialmente da menina de oito anos, uma dor pela qual nenhum pai deveria passar.

Os portugueses são rápidos a julgar, primeiro alvo da fúria - o piloto, segundo alvo da fúria? O pai da menina.

Gostava muito de ser como estas pessoas que se conhecem tao bem que até sabem como iriam reagir numa situação similar, mais do que saberem como reagiriam ainda têm autoridade para dizer como os outros se devem sentir e exprimir.

Devem ser um poço de sapiência e tranquilidade estas pessoas que sabem sempre o que fazer e o que dizer, mas Deus nos livre de ouvirem a palavra vagina, saltam-lhe os olhos e desatam a escrever disparates nas redes sociais, a culpa não é delas é da vagina.

 

E analisando bem as culpadas disto tudo são as vaginas*, não irei elaborar, mas pensem em Sigmund Freud e já terão uma ideia.

 

*Vaginas não é sinónimo de mulheres, só para esclarecer.

6 comentários

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    Psicogata 04.08.2017 16:01

    Se aterrasse sem vítimas seria um herói, assim é um assassino.
    As pessoas são todas altruístas na iminência da sua morte preferem morrer em vez de tentar salvar toda a gente, não esquecer que o piloto não estava sozinho.
    A grande maioria das pessoas paralisa perante o perigo, quantas pessoas conhecemos que têm sangue frio para socorrer um ente querido ou para controlar um carro em despiste?
    Todos dias vê-mos pessoas a colocarem as outras em perigo na estrada conscientemente e muitas delas sem o mínimo de traquejo para reagir a um imprevisto, mas vamos achincalhar um piloto que dadas as circunstancias fez o que todos fariam o que considerou melhor no momento.
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    Corvo 04.08.2017 16:48

    Diz a senhora "mas vamos achincalhar um piloto que dadas as circunstancias fez o que todos fariam o que considerou melhor no momento."
    O que todos fariam, vírgula. Eu não o faria, com toda a certeza.
    Ia-me espetar no mar mas nunca em cima de gente.
    Sempre soube que o mundo não existe para me servir.
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    Psicogata 04.08.2017 16:55

    A menos que tenha estado exatamente na mesma situação nunca saberá o que faria, é impossível de prever o que cada um faria. Pode acreditar que faria isso, até poderia fazer, mas nunca o saberá a 100%.
    Não esquecendo também que não estava sozinho na avioneta, decidir a própria morte é uma coisa, outra é ditar a morte de outra pessoa.
    Escrevo que o piloto fez o que considerou melhor, se o que fez foi efetivamente o melhor cabe às autoridades e peritos averiguar com certeza com base em toda a informação à qual não temos acesso.
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    Corvo 04.08.2017 17:19

    Nessa situação, efectivamente não estive. Tem razão.
    Mas já estive se não como nessa, em muitas de não menor perigosidade.
    Em quase quatro anos de guerra, umas vezes comandando outras comandado, nunca em situação alguma, mas nunca mesmo, coloquei a minha segurança à frente dos outros. Sempre primeiros os outros, depois eu. Mas não é obrigada a acreditar.
    E, por vezes, a decidir num segundo ou dois. Não em 90, para mais dentro de uma aeronave ligeira que em caso de avaria do motor navega como um planador.
    Falo por mim, minha senhora. E por mim nasci grande, vivi grande e hei-de morrer grande.
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    Psicogata 04.08.2017 17:26

    Eu acredito, mas o facto de estar em guerra muda tudo, o próprio propósito dos soldados é esse defender e proteger.
    Além disso na guerra os soldados estão em estado máximo de alerta, não é o mesmo contexto de um voo de instrução, não quer dizer que não existam cobardes e pessoas que só pensam em si, claro que os haverá em todo lado.
    Não sei se o piloto tomou a melhor decisão, mas acho que ninguém tem legitimidade para dizer que poderia ter feito melhor até serem conhecidos todos os factos.
    Não quis colocar em causa a sua boa vontade ou altruísmo, mas efetivamente não sabemos como cada um de nós reage a determinado contexto e acho, não digo que seja o seu caso, pois do que conheço sei que é ponderado, que se deva insultar o piloto e desejar-lhe todo o mal deste mundo.
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