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Língua Afiada

Sobre o clima

Não haveria muito a dizer se fossemos amigos do ambiente, porque como diz a minha mãe “Está bom, está como Deus quer”, Deus, Natureza, está no fundo como se proporciona pelas condições climáticas que são influenciadas por um sem fim de fatores, fatores esses que a maioria das pessoas que se queixa ora da chuva e do frio, ora do calor e do sol, não querem saber.

Não serei hipócrita também me queixo do tempo, especialmente da temperatura que está bem mais baixa que o habitual para a época, mas longe vão os tempos em que as quatro estações estavam bem definidas e bem situadas no calendário, mas talvez seja tempo de em vez de lamentar, contribuir para que as estações não deixem de existir.

As notícias não são promissoras, sem eufemismos e falsas esperanças estamos a destruir o ecossistema, não é por se extinguirem espécies, a extinção e o aparecimento de novas espécies faz parte da vida do planeta, é pelo tipo de espécies que extinguimos e a forma como são extintas, mas acima de tudo é a mudança, evolução, a que sujeitamos algumas espécies que é assustadora.

Não faltará muito tempo que os repugnantes insetos terão de fazer parte da nossa alimentação, são a única fonte de proteína barata, fácil de reproduzir e com menos pegada ecológica. As explorações agropecuárias, especialmente as de animais de grande porte são altamente prejudicais à camada de ozono, outras criações de animais mais pequenos sobrevivem pela injeção de antibióticos e de hormonas de crescimento.

Nem a alimentação vegan escapa, a soja é o produto mais produzido com recurso a alterações genéticas e existem várias espécies de vegetais ameaçadas pelas alterações climáticas.

O planeta está a ficar incapaz de sustentar a vida, pelo menos dos humanos, comemos demasiado e gastamos demasiados recursos, mas o que nos apoquenta os dias é se está calor ou se está frio.

Sinceramente só não quero que venha um calor arrasador de repente, não seria nada bom para a minha horta que não está coberta por nenhum seguro e não é elegível para receber apoios do Estado em caso de calamidade. Essa sim contribui para melhorar o ambiente e a minha alimentação, sem herbicidas ou pesticidas, com um ecossistema muito próprio, tenho a certeza que os melros têm comido mais morangos que eu, é um pequeno pedaço de ecologia e sustentabilidade.

Amanhã provavelmente também me queixarei de não estar sol para aproveitar o dia de folga, mas sem esquecer que todos os dias a minha forma de viver contribui para que o clima seja cada vez mais imprevisível, talvez com esta ideia em mente mude o meu comportamento.

2 comentários

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    Psicogata 12.06.2018 09:27

    Tem sido sempre essa a postura, os efeitos só aparecerão daqui a milhares de anos, só que não, estamos a lidar com eles agora, no presente.
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