Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Língua Afiada

Corpo saudável X Corpo Plus Size

Vivemos tempos inusitados e este combate é um dos combates do século, de um lado a promoção de um corpo saudável proveniente de hábitos alimentares saudáveis aliados a exercício físico, do outro a inclusão de corpos “Plus Size” na moda.

Não deixa de ser paradoxal que o Estado, não só em Portugal, mas em vários países tenha de intervir com recomendações e até mesmo legislação, em alguns casos, para que as pessoas tenham hábitos alimentares saudáveis e evitem doenças como a Diabetes e a Hipertensão prevenindo gastos desnecessários em saúde que poderiam ser facilmente evitados.

 

Vejo muitas pessoas a reclamaram cuidados dentários gratuitos, o facto de essas pessoas serem as mesmas que dão de lembrança gomas nos aniversários os filhos de dois anos não deixa de ser curioso.

Nunca existiram tantas recomendações, tantos alertas, tantos estudos sobre alimentação e a sua importância, nunca a informação esteve tão acessível, o que fazemos com ela? Guardamo-la numa gaveta bem distante do nosso cérebro, fechamo-la e deitamos fora a chave.

 

Paradoxal é também que se reclame a presença de modelos “Plus Size” no mundo da moda, a moda deve ser inclusiva e pessoas com excesso de peso devem poder comprar as roupas que bem entendem, curiosamente as marcas esquecem-se muitas vezes desse mercado, um mercado bem vasto infelizmente, mas devem reclamar a presença de modelos “Plus Size” na divulgação dos produtos?

Se faz sentido que se divulgue por a oferta existir, falando puramente do negócio, faz, convém informar o nosso público que temos produtos para ele, mas fará sentido pelo lado da mensagem? Fará sentido promover o “Pus Size” só porque ele existe? Fará sentido promover o “Plus Size” como sendo o exemplo de um corpos reais, normais?

Não devemos excluir as pessoas com base nas suas caraterísticas físicas, mas devemos inclui-las só por isso?

 

Quando é que começou a ser mau ser-se alto e magro? Não estamos a avaliar se as modelos fazem sacrifícios ou até loucuras para manterem o corpo esbelto, estamos a referir-nos a pessoas magras no geral? Elas por acaso fizeram cometeram algum atentado à sociedade por terem nascido assim ou por se alimentarem corretamente e fazerem exercício físico e por isso manterem-se magras e saudáveis?

Serão menos reais, menos normais, as mulheres que são magras?

Todos os dias somos bombardeados com sugestões e recomendações para sermos saudáveis e depois somos confrontados com notícias como esta da Vitorias’s Secret que lançou uma campanha de inclusão com uma modelo “Plus Size”, mas que não é um “Plus Size” suficientemente grande para agradar ao público, a modelo escolhida Ali Tate-Cutler, que veste o tamanho 46, não é suficiente porque para uma grande parte das pessoas o 46 nem sequer devia ser considerado “Plus Size”.

 

Escrevi “Plus Size” entre aspas porque não sei o que considerar plus size, já que o tamanho 46 em algumas pessoas pode significar obesidade e noutras um peso normal, dependerá muito da estrutura física da pessoa, mas a modelo selecionada Ali Tate-Cutler parece-me estar na medida certa para uma campanha de inclusão, é curvilínea, não sendo gorda, não é de todo magra e tem um aspeto saudável.

Saudável, saudável é a palavra mais importante, promover a inclusão e acima de tudo não fazer com que as pessoas se sintam mal no seu próprio corpo é importante, mas para que as pessoas se sintam bem não é, não pode ser necessário promover o excesso de peso como normal, porque não é, se fosse não seria chamado de excesso.

Não entendo esta perseguição aos corpos magros, na minha adolescência e juventude sempre fui bombardeada com corpos perfeitos, peles imaculadas e não foi por isso que ficamos obcecadas com essa ideia, é claro que algumas adolescentes sofriam, aliás todas as adolescentes encontram defeitos no seu corpo, mesmo que eles não existam, mas não havia esta necessidade de afirmação dos corpos “reais”.

 

Esta é mais uma consequência das redes sociais, as pessoas perceberam que afinal um corpo saudável não está só ao alcance das geneticamente abençoadas e às famosas, não faltam exemplos de casos de sucesso de pessoas comuns que fizeram uma verdadeira revolução nas suas vidas para serem saudáveis e magras. Esta recordação constante de que é possível, chateia, mete o dedo na ferida, lembra-nos que afinal há um caminho alternativo, mas como esse caminho é muitas vezes penoso e requer muito sacrifício é mais fácil atirar pedras às pessoas magras e defender que ditos corpos “reais”.

Gosto de pessoas bem resolvidas, que dizem eu sei que podia ser mais magra e mais saudável, mas não me apetece fazer esse sacrifício em vez de arranjarem desculpas esfarrapadas, com as devidas exceções, nomeadamente problemas de saúde todas as pessoas podem ter um peso saudável.

 

Tenho neste momento 10 kg a mais, fui mãe recentemente e não é por isso que justifico esses 10kg, não posso propriamente fazer dieta, mas posso fazer exercício, não faço, posso fazer escolhas mais saudáveis na alimentação, muitas vezes também não o faço, se teria de abdicar de outras coisas para o fazer, sem dúvida, mas com esforço tenho essa possibilidade, se é preciso muita força de vontade e foco, é!

Não pensem que todas as pessoas magras são magras só porque sim, muitas delas conseguem manter o peso porque são disciplinadas e o melhor de tudo é que essa disciplina é ter um modo de vida saudável.

Não critiquem quem é gordo, quem tem excesso de peso, quem é obeso, mas para defender essas pessoas não ataquem as pessoas magras é um contrassenso e uma hipocrisia.

A Bimby, as suas primas e quem não sabe cozinhar

As máquinas de cozinhar são vendidas como a oitava maravilha do mundo, numa era em que o tempo escasseia é esperançoso ter uma máquina que nos poupa tempo e essencialmente trabalho ao supostamente cozinhar por nós.

Recordo-me de quando começaram a ser populares a ideia geral é que só serviam para quem não gostava de cozinhar, os amantes de cozinha diziam:

- Gosto de ser a eu a cozinhar.

- Uma máquina não cozinha melhor do que eu.

- Isso é para quem não sabe cozinhar.

Essa parecia ser a premissa e o preconceito subjacente à compra de uma Bimby, na minha opinião existia também outro motivo, o preço, as pessoas têm tendência a desvalorizar e a menosprezar os produtos que não estão ao seu alcance.

 

Com o aparecimento de diversas opções para todos os gostos e carteiras passou a ser comum ter-se um robot de cozinha ou máquina de cozinhar em casa, tem sido um produto com elevada taxa de penetração no mercado, um dos que mais cresce na gama dos pequenos domésticos.

Pessoalmente sempre tive curiosidade em relação à Bimby, sempre achei teria algo de especial para vender tanto mesmo tendo um preço tão alto, o marketing faz milagres, mas teria de existir algo mais.

Já assisti a uma demonstração da máquina e gostei, já tive a oportunidade de a usar e realmente é muito simples de utilizar e extremamente útil para preparar massas para pastelaria e padaria, molhos, cremes, purés, sopas, gelados, pastas e um sem fim de pratos e acompanhamentos que sem a ajuda de um robot demorariam imenso tempo.

Este fim-de-semana tive contacto com a Yammi e não tendo o visor da Bimby que nos dá a receita passo a passo é também de fácil utilização e no essencial é igual, colocam-se os ingredientes e ela faz o que lhe compete, confeciona.

 

Após a utilização das duas a conclusão é a mesma:

Quem não sabe cozinhar não vai cozinhar bem com nenhuma das máquinas, porque até para as receitas instaladas é preciso ter sensibilidade para temperar e ajustar. Nas sobremesas, se a receita for seguida à letra, esse problema não se coloca, há quase 100% de certeza que sairão bem, já os restantes pratos essa certeza cai para níveis muito inferiores e não é assim tão fácil como parece.

Para não falar da dedicação e gosto, cozinhar é uma forma de amor, se não gostarmos e se não o fizermos com carinho dificilmente obteremos resultados espetaculares.

 

Então qual a vantagem de uma máquina de cozinhar?

Não há uma, existem várias.

A maior é que podemos, depois de cumprirmos os passos da receita, deixa-la a cozinhar e ir à nossa vidinha tratar de outros afazeres. Se ela faz tudo? Claro que não mas é uma grande ajuda.

Não queima os alimentos, não corremos o risco desagradável de colarmos a comida ao fundo do tacho, podemos deixar um risoto em modo automático, algo impensável num tacho convencional.

Tritura e passa muito melhor e mais rápido do que uma varinha ou picadora, para quem não tem paciência para varinhas mágicas e para quem se arrepia com o seu barulho estridente tem aqui uma boa solução.

É mesmo uma máquina a fazer sobremesas, mas preparem-se para engordar nos primeiros tempos, pois algumas receitas são tão simples que é muito tentador experimentar tudo e mais alguma coisa.

Para além destas vantagens há quem diga que se poupa na alimentação e que facilita o processo de fazer a lista de compras, há quem refira que se come mais saudável, depende, uma das receitas mais famosas da Bimby leva batata frita palha de pacote o que é tudo menos saudável.

 

Não aconselho a quem não gosta de cozinhar adquirir uma, pois o mais certo é não a usarem e terem-na parada a apanhar pó, conheço vários casos.

Na minha opinião uma máquina de cozinhar mais do que cozinhar é uma ajuda preciosa para quem gosta de cozinhar, não é por acaso que é frequente vê-las nas cozinhas dos melhores Chefes, são no fundo o assistente que todos gostaríamos de ter na cozinha que prepara uma sopa e um acompanhamento enquanto tratamos do prato principal e que faz a sobremesa quando já estamos sentados à mesa com a família.

 

Equaciono a curto prazo adquirir uma, mas ainda não estou convencida do modelo e da marca, segundo a Deco a melhor do mercado é mesmo a Bimby, sendo que a escolha acertada é a do supermercado Lidl que apresenta a melhor relação preço/qualidade.

No entanto, há vários fatores a ter em conta como o número de acessórios de cada máquina e também a facilidade em obter receitas e claro a facilidade de manuseamento, mas preocupa-me acima de tudo a durabilidade e qualidade os materiais, porque apesar das alternativas à Bimby serem substancialmente mais em conta, não são propriamente um produto barato, pelo que obriga a uma escolha consciente.

Alguém tem? O que aconselham? Partilhem a vossa opinião e experiência, vale a pena a Bimby ou uma das primas é uma assistente igualmente boa?

O corpo não gosta da pessoa

Uma pessoa faz dieta, anda três semanas a fazer uma alimentação regrada, carregada de frutas e legumes, corta açúcares, hidratos de carbono, guloseimas e perde uns 2 kg, a verdade é que a pessoa não sabe ao certo quanto perdeu porque raramente se pesa, mas pela roupa deve ter sido mais ou menos isso.

Uma pessoa sabe que vai ter férias na praia e aperta com a dieta que o bikini não esconde gorduras e a pessoa consegue perder mais 1 kg.

 

Depois a pessoa entra de férias, troca os horários todos, come como uma loba e quando chega a hora do bikini está em modo lontra.

Uma pessoa olha para as fotos das férias e pensa que a dieta foi em vão, todas as coisas boas que deixou de comer foram um desperdício, a gordura regressou e alojou-se confortavelmente na pessoa em menos de uma semana. Um rácio completamente injusto, a pessoa esforça-se 5 semanas para perder 3 kg e ganha esses 3 kg ou mais em apenas 1 semana.

Totalmente injusto.

Uma pessoa regressa de férias e leva logo com a Páscoa que é para não perder o ritmo da gordura. Depois miraculosamente, mentira que a pessoa voltou à dieta, a pessoa percebe que as gorduras voltam a ceder e a roupa já não fica tão apertada.

 

A sério???

A sério que a pessoa andou inchada todos os dias das férias e agora regressa ao trabalho e desincha, mas este corpo acha que é uma espécie de madeira?

Segundo um estudo recente o acumular de gordura está relacionado com a flora intestinal, pois que a flora intestinal da pessoa gosta mais de férias que a própria pessoa e mal sente que os horários mudam e entra de férias, o que ela gosta de laurear a pevide, abala para outras bandas, desconhece-se o destino talvez vá a banhos ao estômago ou vá beber uns copos ao fígado.

 

A pessoa começa a trabalhar e a flora decide acompanhar, é vê-la a funcionar qual relógio, só para enganar, que ela é mandriona e passados uns dias começa a sornar, a pessoa já lhe deu motivações extras, ervas, chás e até pastilhas, mas a flora tem a incompetência cravada no DNA e assim que possa deita-se a descansar à sombra do intestino delgado e deixa-se ficar por lá.

Mais uma prova que o corpo não gosta da pessoa, faz tudo para contrariar a sua vontade, desde o estômago que teima em dar mais horas que as que deve ao intestino preguiçoso. E onde anda o cérebro, esse super computador? Anda sempre ocupado com outras cenas, que o aparelho digestivo chama-se aparelho por alguma coisa, é um sofisticado aparelho que funciona em piloto automático e por mais que a pessoa tente mudar para a função manual o aparelho é teimoso, já disse que é teimoso, volta sempre à programação original.

 

E o raio do corpo não gosta da pessoa, ai não gosta não, por isso não se pode queixar que a pessoa não goste dele, é que por mais que a pessoa tente cuida-lo e mima-lo ele deixa-a sempre ficar mal porque é teimoso e obstinado. Coitadinho tenho medo que venha uma guerra e fique desnutrido, por isso acumula gordura para fazer face a possíveis adversidades.

 

Oh corpo ouve lá esta pessoa que sabe mais do que tu, se vier uma guerra não há gordura que te safe por isso deixa-te disso e trabalha lá como a pessoa quer.