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Língua Afiada

Coisas que acontecem lá em casa #11

Há muito tempo que não partilho as peripécias lá de casa, o que aconteceu hoje?

Troquei de telemóvel com o Moralez!

É o que dá comprar modelos iguais em cores parecidas, o que é estranho é não ter acontecido antes, pois esta confusão já era de prever.

Não é um grande problema porque vamos gerindo os contactos um do outro, o mais engraçado é atender uma chamada supostamente minha, olhar para o ecrã e ver a minha foto é muito estranho, como tivemos de falar várias vezes a sensação foi-se repetindo. Claro que sei quem está a ligar, mas mesmo assim a imagem manda ao nosso cérebro uma informação contraditória que causa alguma estranheza.

Quando os dias começam assim com percalços raramente correm bem e talvez tenha sido por isso que o meu dia está a ser caótico a nível de trabalho e eu me sinta tão queixosa e birrenta.

Hoje também entornei um capuchino, felizmente consegui afastar-me o suficiente para não estragar os sapatos e esqueci-me de uma parte do lanche em casa.

Espero mesmo que os percalços fiquem por aqui.

Começar 2018 a destralhar

Temos a casa do avesso, é o primeiro passo para finalmente se arrumar e dar destino a uma série de coisas que não usamos, que não têm utilidade, que estão estragadas, que não servem ou que simplesmente já não fazem sentido.

É um processo de desapego que dói um bocadinho, mas já me estava a mentalizar há uns dias que era inevitável e por isso apesar de me custar lá consegui desfazer-me de várias coisas.

Estamos a fazer uma pequena mudança que se tem tornado a maior intervenção que fizemos até hoje na organização da casa, transformar um espaço exclusivo à arrumação (desarrumação) num segundo escritório e a conclusão é que não é nada fácil.

 

Descobri que afinal sou uma fashion blogger, antes fosse porque se fosse tinha justificação para a quantidade de produtos relacionados com moda que tenho em casa.

Ele é sapatos, sandálias, botas, carteiras, sacos, malas, lenços, cachecóis, brincos, colares, pulseiras, anéis, ganchos, travessões, alfinetes, óculos, cintos, chapéus, gorros, luvas, um sem fim de acessórios que não tenho onde guardar convenientemente.

Produtos de higiene é para esquecer, já disse que não volto a comprar nem mais um enquanto não acabar com todos, todos até os que não gosto tanto que tenho lá em casa.

Vestuário já dei voltas e voltas e não há realmente mais nada que me possa desfazer, todas as mudanças de estação faço uma separação do que já não uso.

 

Colocada a tralha fora, ficou a tarefa de organizar o que ficou, adquirimos mais um roupeiro, mas esta a manifestar-se claramente insuficiente, então o desafio agora é encontrar móveis que se adequem às nossas (minhas) necessidades, o ideal seria um closet daqueles com divisórias para tudo e mais uns vinte pares de botas, mas para além de serem dispendiosos, não há espaço para um, por isso haja criatividade e paciência para encontrar formas para arrumar tudo.

As carteiras e as botas de cano alto são o meu maior problema, não é nada fácil mantê-las arrumadas e organizadas, mas com criatividade tudo se consegue, por isso nos próximos dias dedicar-me-ei a pesquisar dicas e formas de organização.

Neste momento entro na minha casa e não a reconheço, tem caixas e sacos na sala e no quarto de hóspedes e o novo escritório mais parece ter sido varrido por um furacão, a ideia era colocar tudo no local certo até ao próximo sábado, mas é uma ideia demasiado otimista, primeiro porque ainda estamos à espera de um móvel e segundo porque não há efetivamente tempo para arrumar tudo.

 

O maior problema destas mudanças? É que quando se começa a mudar dá vontade de mudar tudo e já começo a pensar em fazer mudanças nas outras divisões, a sala já vai ter uma alteração significativa, mas ainda não é suficiente, quero comprar uma estante nova e talvez um aparador para ter finalmente espaço para todos os meus livros e louças, no quarto preciso de um toucador urgentemente.

A grande vantagem destas mudanças é que por um lado percebemos que temos mais tralha do que é necessário e desfazer-nos dela é sempre bom, dá uma sensação de libertação e por outro lado encontramos outras coisas que nos dão imenso jeito mas que não usamos porque estavam escondidas, ontem foi quase comos se tivesse ido às compras dada a quantidade de coisas que percebi que tinha e que não estava a usar.

 

Não fiz resoluções para 2018 mas quer-me parecer que uma delas será sem dúvida destralhar, arrumar e redecorar, gosto de mudanças e há muito tempo que ansiava por esta mudança no ambiente lá de casa.

Quando os dois têm um blog #4 - Amigos

Ontem durante o jantar:

 

Moralez – Noto que desde que voltaste ao blog estás mais cansada.

Piscogata – Eu sei, o blog acaba sempre por me consumir tempo e ideias.

Moralez – O que escreveste no post de despedida faz todo sentido, tens muitos projetos importantes para te dedicares.

Psicogata – Eu sei, mas não resisto.

Moralez – Mas não penses que quero que deixes o blog, longe disso, até porque já tinha saudades tuas, mas escreve só quando tens tempo.

 

O meu marido é a pessoa mais amorosa do mundo, mesmo tendo-me sempre ao seu lado, não me recordo da última vez que estivemos separados por mais de 24h, tem saudades minhas nas mais pequenas coisas e é tão bom ouvir isso assim espontaneamente.

Os nossos blogs acabam por ser um espaço de convívio nosso com outras pessoas, pessoas que gostamos e com quem nos preocupámos e é estranho se um de nós não existir nessa dimensão.

É quase como se tivéssemos um grupo de amigos em exclusivo, coisa que não acontece, os amigos dele e os meus amigos acabam sempre por ser amigos nossos