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Língua Afiada

Conversas parvas #2

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Eu e o meu MQT temos imensas conversas parvas, umas mais que outras, a grande maioria pelo Messenger do Facebook ou pelo antigo MSN, vamos falando durante o dia para afinarmos agendas, trocarmos impressões sobre notícias, partilharmos coisas engraçadas e pedirmos opiniões sobre o trabalho um do outro.

Neste momento estamos a ter duas conversas em paralelo uma em cada plataforma diferente.

No Facebook estamos a rir e a brincar com a situação do programa do novo Governo, piadas com os feriados e afins.

No MSN estamos a discutir questões domésticas que nos irritam profundamente num tom nada amigável, ora num tom defensivo, ora num tom acusatório, ora num lamento ora num pedido de desculpas.

Muitas vezes penso se seremos normais?

Para chegar a conclusão que não somos e ainda bem.

E então quando mandam vir um herdeiro?

Estava agora a comentar o blog O Diário e lembrei-me que não há mesmo pachorra para as pessoas que estão sempre a perguntar quando tenho um filho.



Como por lá escrevi detesto que me estejam sempre aperguntar pelos filhos, e se eu não quiser ter e se não os puder ter, e setiver tido um aborto e não me apetecer falar nisso?

Fazem-me a pergunta das formas mais curiosas ealgumas pessoas são mesmo muito simpáticas, por exemplo, os meus amigos comfilhos pequenos nota-se que gostavam que não demorássemos muito a ter para queos nossos filhos tenham idades próximas às dos deles, o que é fofinho.
Então perguntam coisas como?

Quandoé que fazem um amiguinho para a S?

Entãojá andam a treinar depois vai ser muito pequeno para brincar com o D?

Estásà espera que a L cresça para depois de fazer de baby-sitter?

Depois há aquelas pessoas que só me apeteceresponder torto já que começam com coisas do género. Não imaginam as respostasque me passam pela cabeça para estas observações:

Olhaque depois não tens paciência.
Resposta mental: Mas eu algum dia por acaso tivepaciência para crianças. Ter agora ou daqui a 20 anos a paciência é a mesma, ézero. Detesto crianças.

Olhaque depois só podes ter um. (Mas alguém sabe se quero dois)
Resposta mental: Não se preocupe que já falei com omédico e vou programar para que sejam gémeos.

Olhaque dão despesa mas compensam. (Mas quebraram o meu sigilo bancário?!)
Sabe estou com dificuldades económicas se me quiserdar uns 200€ por mês eu pondero ter um herdeiro.

Olhaque depois queres engravidar e não podes. (Mais parece que está a deitaragouro)
Resposta mental: Eu não queria dizer mas eu nãoposso engravidar. Às vezes apetece-me dizer isto só para ver se as pessoas nãodizem esta pérola a mais ninguém.

Ontemdisseram-nos qualquer dia vem um bebé para vocês.
Não resisti e respondi – Sim, vou busca-lo jáamanhã.
Mas também podia ter dito a cegonha já me avisouque o entrega no dia 16.

No outro dia num jantar tive uma amiga que deve terouvido uma resposta mais ou menos deste género algures no tempo que disse àsoutras duas mães que me chateavam a mim e a outra amiga que deviam ter maiscuidado com as observações pois nunca se sabe se as pessoas podem não poderter, se estão com dificuldades ou até se tiverem algum percalço.
Acho que elas ficaram a pensar que eu ou a Dtivemos algum problema, o que é certo é que, pelo menos essas duas, nunca maisme chateiam a mim e à D.