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Língua Afiada

Cristiano Ronaldo, presumível inocência vs condenação pública

Para uma grande parte dos portugueses e para muitos amantes do futebol esta acusação a Cristiano Ronaldo só pode ser falsa, a frio a nossa reação mais provável é presumir a sua inocência, tal como a lei, se cruxificamos rapidamente uma personalidade que nos repudia, temos o instinto de defender personalidades que admiramos e acarinhamos.

Embora esta acusação nos pareça estranha, ainda mais por ser tardia, não podemos, no entanto, descartá-la, há uma queixa e é necessário que se deixe a justiça trabalhar e apurar os factos.

Segundo a alegada vítima terá sido o movimento #MeToo que lhe deu a coragem necessária para avançar com a queixa, este movimento que tem como foco a defesa de mulheres em posições desfavoráveis em relação aos seus agressores, temo possa ser usado como arma de arremesso contra homens, qualquer homem acusado de violação, mesmo que ilibado, nunca se livrará do rótulo.

Toda a história tem contornos de filme, mas se o acordo parece revelar culpa de Ronaldo, também parece relevar má-fé da vítima, supostamente existem provas de violação, no entanto, não é conhecido o relatório médico e se as provas serão ou não infalíveis, na verdade só os dois saberão o que se terá realmente passado.

Há apenas um detalhe que fica por explicar, pelo menos nas notícias que li não encontrei essa informação, o que terá acontecido à amiga que acompanhou Kathryn Mayorga ao quarto de hotel? Esta pessoa pode ser a peça chave da investigação.

Se não devemos cruxificar Cristiano Ronaldo apenas porque existe uma acusação, também não devemos cruxificar Kathryn Mayorga pelas circunstâncias nas quais se terá dado crime e pela sua conduta após o mesmo, as consequências de uma violação podem ser devastadoras e é impossível prever qual a reação da vítima.

Não condeno Ronaldo sem provas, mas também não condeno Kathryn Mayorga, é preciso ser-se coerente e manter o distanciamento necessário para analisar o caso das duas perspetivas e deixar nas mãos da polícia a averiguação dos factos antes de qualquer julgamento público.

Malas,Tutti Fruti, Marcelo e Coices

Somos um país de brandos costumes e de fruta da época, desculpabiliza-se a violência gratuita e racista porque alguém furou uma fila, ao mesmo tempo que se exige provas da alegada violência contra jovens à secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro.

Isto porque não é possível que em Portugal haja racismo e muito menos que exista violência e assédio a jovens e a haver, são elas que estão com pouca roupa e sorrisos na cara.

O espanto, a indignação, a novidade, até parece que não leem as notícias do CM e do JN, não me digam que acham que são inventadas.

 

É novidade também a raridade da corrupção das associações que chega agora às associações de defesa dos animais, o mau caráter não é exclusivo de quem defende pessoas, mas também de quem defende animais, nem sequer é exclusivo dos partidos mais conhecidos.

Por falar em partidos temos uma bela salada de frutas entre PS e PSD com sabor a Tutti Fruti, um esquema bem ao género do ditado “uma mão lava a outra e as duas lavam a cara”, traduzindo para miúdos um partido ganha ao outro e os dois juntos ganham a dobrar.

Passear malas carregadas de dinheiro parece ser uma forma prática de financiar amigos, assim ao jeito do amigo do Sócrates, um amigalhaço que gosta de distribuir riqueza, os protagonistas da “Mala Cia” também parecem gostar desta técnica usada desde sempre pelos mafiosos, eficaz e quase indetetável.

 

Em Santa Maria da Feira um estudo prova que as cabras sapadoras são uma excelente opção para limpar as florestas portuguesas, uma descoberta digna de prémio nobel, mas o que interessam as cabras quando há coices tão bem dados?

O nosso Presidente mostrou ao Trump como é que um português cumprimenta e ainda o fez crer que em Portugal gostamos de celebridades, mas seríamos incapazes de votar nelas, é melhor não testar esta teoria.

Cristiano Ronaldo era bem capaz de ser eleito e a ser talvez não fosse uma má escolha, com a sua ambição não descansaria enquanto não fosse o melhor Presidente de sempre, por isso é melhor não lhe dar ideias Sr. Presidente.

Sorte, Nervos e Ronaldo

Em três palavras podemos resumir o jogo de Portugal com Marrocos.

Imensa dificuldade em trocar a bola, dificuldade em manter a posse de bola, imensos passes falhados e uma total incapacidade em ganhar ressaltos, foi assim a equipa portuguesa.

Valeu-nos o golo de Ronaldo, que parece levar a equipa às costas com a ajuda da defesa, palmas para Rui Patrício, meio campo inexistente com um ataque impossível de descrever, é a segunda vez que Ronaldo dá meio golo que não se concretiza.

Foram 91 minutos de puro sofrimento, nervos e muito praguejar, um jogo fraco que nada teve a ver com o primeiro.

Esperemos que contra o Irão a equipa esteja finalmente afinada porque não nos podemos fiar sempre na sorte.

Força Portugal.