Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Língua Afiada

Não é resistência à mudança, é resistência à regressão

Podem dourar a pílula, podem afirmar com factos comprovados que resulta, que faz a economia crescer, que era necessário cortar o mal pela raiz e mudar o panorama político, não me convencem.

Há muitas formas de mudança, nem sempre a mudança representa evolução per si, um corte com os partidos e políticos tradicionais não significa uma mudança positiva, significa apenas e só que o povo está cansado, exausto e aflito, precisamente nas condições ideais de ficar nas mãos dos lunáticos, dos populistas, dos ditadores.

Escudados pela loucura que se atribui e se desvaloriza nos génios, nos corajosos, nos arrojados, justificam-se ideias e ideais inconcebíveis, como se a prosperidade momentânea ou prometida anulasse as atrocidades veladas nos discursos carregados de ódio, racismo, misoginia e xenofobismo.

Não podemos ignorar a verborreia entalada nas promessas, esperando que só as medidas boas produzam frutos, muito menos podemos depositar esperanças nos restantes órgãos governativos para impedir que a democracia dê lugar uma ditadura.

Ao elegermos legitmamente um candidato a ditador, ao elegermos legitmamente um candidato fascista, ao elegermos legitmamente um candidato que acredita que não somos todos iguais, estamos a mandata-lo para instituir no país uma ditadura, um regime fascista e para destituir a liberdade e a igualdade.

Uma pessoa só não é perigosa, o perigo reside nas suas ideais, na sua propaganda ilusória e comprometedora, na sua agenda, nos planos que não divulga, nos cordelinhos que são mexidos em surdina nos bastidores.

Esperam-se tempos sombrios para o mundo, não é tempo de perigo para o Brasil, o perigo é global à medida que os ideais e a propaganda nacionalista e fascista penetram na mente das pessoas como sendo o único caminho para mudar a conjuntura.

O problema não reside no sistema, não há outro melhor que o democrático, o problema reside nas pessoas, nas manadas que são guiadas por quem as governa, as pessoas serão sempre o problema, mas mil vezes pessoas que acreditam e defendem a liberdade e a igualdade do que pessoas que querem amordaçar e distribuir a liberdade apenas por aqueles que consideram dignos.

Planos para o fim-de-semana – Votar

Estão cansados da estagnação da vossa Freguesia ou Concelho?

Querem uma mudança?

Votem.

 

Não acreditam nos políticos?

Não se identificam com os candidatos?

Votem branco em protesto.

 

Independentemente das cores, das preferências este Domingo tirem 30 minutos do vosso tempo para exercerem o dever cívico de votar.

Lembrem-se que não há muitos anos não erámos livres de votar, de escolher, de dizer o que pensávamos.

Nunca deem por garantido este direito que custou tanto a tantas pessoas ganhar e que ainda hoje é proibido a tantas pessoas no mundo.

Temos voz, temos obrigação de dar-lhe manifesto através do voto.

Lembrem-se que o vosso voto é mais do que a vossa opinião, é a vossa vontade, quem não vota não tem vontade de participar, não tem voz ativa.

 

No dia 1 de Outubro façam-se ouvir, sejam ativos, votem.