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Língua Afiada

António Costa não é um polvo, é a rainha das vespas asiáticas.

Não há polvo com tentáculos suficientes para definir a área de atuação de António Costa, a sua influência prolonga-se de tal forma a todos os quadrantes e áreas que só mesmo a rainha de um ninho de vespas velutinas é capaz de o personificar.

Vespa velutina é altamente eficaz, uma predadora nata, elimina com eficiência as espécies concorrentes, esta configura uma ameaça à sustentabilidade nacional, com consequências diretas para a população.

Tal como a vespa asiática, António Costa quando sente o seu ninho ameaçado, reage de modo bastante agressivo, incluindo perseguições até aniquilar a ameaça.

O que se tem assistido nos últimos tempos em Portugal é uma usurpação da democracia, uma usurpação camuflada, mas descarada que ganhou novo fôlego à boleia do Covid-19.

As manobras de diversão sempre foram usadas na política, mas a última que António Costa usou tem requintes maquiavélicos, a obrigatoriedade da instalação da APP Stayaway Covid, se por um lado a simples proposta de obrigar a instalar uma APP é uma afronta à nossa liberdade e uma porta que não podemos, nem queremos abrir, é também uma forma eficaz de medir a disposição dos portugueses para escancarar essa porta, sendo que ao mesmo tempo foi uma importante distração para o que se estava a passar no parlamento.

No dia 16 de Outubro o parlamento rejeitou um projeto de resolução da Iniciativa Liberal que recomendava ao Governo que criasse um portal online de transparência e monitorização do processo de execução dos fundos europeus, de livre acesso ao público.

PS votou contra este projeto, porquê? Já diz o ditado quem não deve, não teme. Qual o problema dos cidadãos saberem onde é que o dinheiro, que é de todos nós, está a ser investido?

É claro que este projeto seria importantíssimo para garantir que os fundos seriam gastos corretamente, porque todos nós sabemos que vão sempre parar às mãos dos amigos dos amigos.

Este assalto à democracia começou com a substituição da Procuradora Geral da República Joana Marques Vidal, depois com a ida de Mário Centeno para o Banco de Portugal e mais recentemente com o afastamento de Vítor Caldeira do Tribunal de Contas.

A pressão para a aprovação do Orçamento de Estado 2021 é tanta, que o Presidente da República e os partidos da geringonça parecem marionetes articuladas, é preciso aprovar o OE a qualquer custo porque podemos não recebemos os 58 mil milhões de euros da EU, para onde irão esses milhões deixou de ser importante, só importa é que cheguem cá.

Isto deveria ser escrutinado e divulgado amplamente para travar este assalto ao poder, mas a única voz ativa é a de José Gomes Ferreira, que tem demonstrado a sua indignação, da qual partilho, será que não haverá ninguém capaz de colocar um travão a António Costa?

Sinceramente, neste momento, da forma que as coisas estão, já nem os 58 mil milhões importam, que haja crise política, o que é importante é salvar a democracia e a isenção dos órgãos de soberania, esta conspurcação da democracia tem de parar, sob pena de sermos, como diz José Gomes Ferreira, a próxima Venezuela.

Deixo dois vídeos de José Gomes Ferreira que dão uma boa perspetiva dos tempos sombrios que atravessamos.

 

Tribunal manda para casa pai que confessou abusar das filhas

Um homem de 60 anos confessa que abusou das duas filhas em frente ao juiz e este manda-o para casa sem sequer proibição de contactar com as filhas.

Gostava muito de saber como é que uma pessoa capaz de tomar uma decisão destas chegou a juiz, que ideais e valores defende, que moral advoga, que competência tem para julgar o comportamento dos outros.

E gostava muito que me explicassem que leis permitem que isto aconteça? Como é que se permite que isto aconteça?

Já sabemos, já me debrucei sobre o assunto várias vezes, que a moldura penal dos crimes sexuais tem de mudar, mas tem de mudar com urgência, mas cada vez tenho mais certeza que é preciso mudar também os juízes, que não representam de todo a “moral e bons costumes” que deveriam representar.

A sua reputação não está apenas abalada pelas sentenças inadequadas e acórdãos absurdos que envergonham as pedras da calçada da rua escura, são também as suas ligações a esquemas de corrupção e até as suas ações enquanto cidadãos, soube há dias que um juiz ficou a dever dinheiro a um jardineiro, não lhe abrindo sequer a porta para o receber, não se trata de uma quantia exorbitante, mas é dinheiro e não pagar a quem trabalha é a mesma coisa que roubar, aliás é pior, porque além de roubo é menosprezar, brincar com o trabalho dos outros.

Todos os dias sinto um pouco mais de vergonha da sociedade portuguesa, não demorará que com a exposição que estamos ter, porque estamos na moda, a sermos ridicularizados em todos os cantos do mundo, se fizessem uma série cómica de Portugal seria um sucesso garantido.

Tanta podridão, tanta corrupção, tantos esquemas, políticos que vivem em conluio com banqueiros, construtores, sociedades de advogados, justiça fraca e omissa, milionários, só de nome, que esbanjam dinheiro que um dia será pago por todos nós, comunicação social submissa e o povo a assobiar para o lado mais interessado no campeonato e em saber o que o André dirá à Joacine.

Vivemos tempos opacos, ocos e fúteis, preenchidos por trivialidades que não nos enaltecem ou enobrecem, vivemos tempos obscuros, que nem com toda a luz da verdade exposta a cru se clareiam, pois há sempre alguém de sentinela pronto para fechar todas as portas, janelas e frinchas.

Estamos dependentes das zangas e dos arrufos entre os poderosos, ou de hackers que procuram a fama, para enxergarmos aquilo que sempre soubemos, mas que temos dificuldades em admitir, somos um bando de carneiros, manada submissa que pasta alegremente neste pasto à beira-mar plantado, felizes como as vacas dos Açores, mas completamente dopados para dar permanentemente leite fresco, pois tudo pode correr mal em Portugal mas os impostos, qual leite, nunca faltam.

Atendimento pediátrico hospitalar – É preciso melhorar

A visita às urgências hospitalares fazem parte da vida de todos os pais, quando não há sintomas adicionais à febre alta a solução passa pelas urgências para fazer o despiste de algumas doenças, nomeadamente infeção urinária.

Não sabemos o que realmente é sofrer até termos um filho doente, indefeso, que nos pede com os olhos mais ternos e solícitos do mundo que o retiremos do sofrimento que lhes estão a infligir, é como ter uma faca espetada no coração que penetra mais fundo a cada segundo, segundos que parecem minutos e minutos que parecem horas.

 

O nosso SNS é dos melhores do mundo e é dos melhores serviços que temos do Estado, nomeadamente porque ninguém fica sem assistência, se essa assistência é prestada em tempo útil e da forma mais correta é a grande questão.

Na minha opinião, enquanto utilizadora do serviço é possível fazer mais e melhor e sem investimentos milionários, mas para isso é preciso que quem toma as decisões esteja embrenhado na realidade e não sentado atrás de uma secretária, seja o poder central, regional ou a própria administração hospitalar, em primeiro lugar o ideal seria abolir as cunhas e os trabalhos para os amigos do partido no poder, em segundo lugar seria a contratação de pessoas que aliassem competências de gestão financeira com gestão de recursos humanos, não podemos esquecer que o maior ativo do SNS são os médicos, enfermeiros, auxiliares, administrativos que fazem a máquina trabalhar bem ou mal.

 

Pelos olhos de uma cliente/utilizadora o que eu mudaria para otimizar e melhorar o sistema de atendimento:

 

Sistema de triagem inteligente

A triagem realizada pelo enfermeiro foi um importante passo para acelerar o atendimento, porém não consigo compreender que doentes com pulseiras azuis e verdes sejam atendidos primeiro que doentes com pulseiras amarelas porque os médicos designados para as pulseiras amarelas estão todos ocupados com laranjas, isto sem avistar nenhum paciente com pulseira vermelha que nesse caso seria o caos, estas situações seriam facilmente ultrapassadas por um programa informático que gerasse avisos, não é compreensível ter bebés de meses a esperar duas horas nas urgências para serem vistos por um médico, nem crianças com febres altíssimas a definharem nas cadeiras para desespero dos pais.

Um sistema mais inteligente resolveria o problema, não estamos sequer a falar de inteligência artificial, estamos a falar apenas de parâmetros como por exemplo tempos máximos de espera e alertas para exames.

 

Exames tipo para acelerar processos

Mais de 60% das crianças que se encontravam nas urgências tiveram de fazer despiste de infeção urinária, um teste simples, que pode ser muito complicado se estivermos a falar de bebés que não têm controlo sobre as suas necessidades fisiológicas, seria muito mais simples que assim que os doentes saíssem da triagem fosse realizado o teste na sala de enfermagem, é um procedimento tipo e os enfermeiros na triagem são perfeitamente capazes de identificar a sua necessidade, esta medida pouparia horas de espera e poderia inclusive poupar uma consulta, pois acredito que entrando no gabinete médico com o teste feito metade dos pacientes teria alta no mesmo momento, evitando uma consulta posterior.

 

Salas de espera mais eficientes e de acordo com as necessidades dos pacientes

Ter na mesma sala de espera bebés, crianças e adolescentes cujas patologias são bastantes diferentes não é boa política, já que um vírus inofensivo para um adolescente pode ser uma complicação para um bebé ou criança.

Bebés até aos dois anos de idade deveriam ter uma sala de espera diferente e com as condições necessárias para prestar cuidados aos mesmos, muda-fraldas nos WC dos adultos num hospital não é boa ideia, ainda mais sem almofada, estes deveriam estar na sala de espera, para além de serem usados para mudar a fralda, também poderiam ser usados para vestir e despir os bebés, tentar vestir um bebé doente sem base de apoio e com toda a tralha que necessitamos para cuidar dele pode ser uma tarefa impossível.

Cadeirões para amamentação e espaço decente para refeições também seria recomendável, assim como a existência de água quente nas torneiras, há hospitais que estão melhor equipados que outros neste sentido, mas o ideal seria que estas condições estivessem presentes em todos.

 

Responsabilização imediata por erros

A negligência nos atos médicos é um tema problemático, mas negligência nos processos não, os profissionais de saúde têm o dever de pensar no que estão a fazer em vez de executarem as tarefas automaticamente sem equacionarem o que é melhor para o paciente, seja criança ou adulto.

Ontem, uma enfermeira antes de colocar o saco para recolha de urina, verificou que os lábios vaginais da bebé estavam ligeiramente unidos e resolveu através de pressão com uma compressa abri-los, é um procedimento que tem de ser realizado para evitar que mais tarde seja necessário operar, o que a enfermeira podia ter feito era colocar o saco para recolha da urina, recolher a urina e só depois tentar separar os lábios, o que é que aconteceu? Primeiro a bebé evitou ao máximo urinar porque sentia dor e segundo a amostra foi contaminada, obrigando a recolher urina através de uma algália, um processo invasivo e doloroso.

As enfermeiras do segundo turno e o próprio médico não ficaram satisfeitos, notou-se na cara da enfermeira a desaprovação pelo comportamento da colega, o que é que isso significa? Provavelmente nada, o mais certo é nem ser chamada à atenção, mas devia, a decisão dela não só causou mais dor à bebé como prolongou o tempo de permanência no hospital.

 

Seleção por vocação e profissionalismo

Este é um assunto complicado, pois com falta de médicos e enfermeiros é quase impossível seleciona-los pela vocação, dedicação e profissionalismo, mas deveria ser assim, aliás o processo de seleção deveria ser iniciado ainda antes do acesso ao ensino superior, para garantir que as vagas existentes são preenchidas por alunos que querem ser médicos e enfermeiros pelas razões certas, espero que nunca existam cursos privados de medicina, isso seria arruinar de vez com a profissão, conheço mais do que um enfermeiro com cursos de faculdades privadas que são menos instruídos que qualquer pessoa bem informada, já vi um dizer que tomar só dois comprimidos de um antibiótico de três dias não tinha qualquer problema.

A quantidade de profissionais brutos e maldispostos que encontramos nos hospitais é absurda, não me venham com a justificação que trabalham muitas horas seguidas, que andam desmotivados, que encontram todo o tipo de pessoas pela frente, nas outras profissões isso também acontece e não é por isso que toleramos a falta de educação e cuidado com as pessoas.

 

Até ontem sempre que recorri às urgências de hospitais ou centros de saúde fui bem atendida, por profissionais simpáticos com expressa vocação para lidar com bebés e crianças, ontem apanhei a pior enfermeira e a pior médica, cujos comportamentos me revoltaram e me fizeram questionar se é justo que qualquer pessoa com capacidade para tirar boas notas para entrar em medicina ou com capacidade financeira para tirar um curso de enfermagem estão aptas para atender, tratar e manusear bebés, seres frágeis, indefesos, incapazes de se exprimirem para além do choro. Não, não são e é muito triste e acima de tudo muito frustrante ver que existem pessoas que nem para tratar animais serviam, estarem a tratar de bebés e crianças, os seres humanos mais frágeis e mais sensíveis.

 

Na próxima visita às urgências, o ideal seria que não acontecesse, por mais que me custe estarei mais preocupada com a atitude dos profissionais de saúde do que em acalmar e tranquilizar a minha filha, eles têm deveres e nós direitos e devemos fazer valer-nos deles.

Continua a dizer que é uma pena que se fale de tanta coisa sem importância e ninguém fale dos reais problemas do país.