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Língua Afiada

Crítica Literária #2 - O Novíssimo Testamento

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Este foi o segundo livro que me chegou às mãos pelo O Livro Secreto.

Quando li o título fiquei entusiasmada, mas devo confessar que o entusiasmo diminuiu à medida que fui lendo.

 

Sinopse:

Um romance delirante que põe a hipótese de uma ressurreição de Jesus como mulher No tempo em que os Portugueses imperavam sobre o arquipélago de Cabo Verde, aconteceu num domingo de Páscoa, na minúscula freguesia do Lém, estar a morrer a mulher mais beata que a ilha de Santiago conhecera. Interpelando-a as netas sobre a sua última vontade, não quis ela, como seria de esperar, chamar o padre, respondendo em vez disso que gostaria de ser fotografada. Porém, assim que o flash disparou, um mistério inexplicável varreu a ilha de lés a lés; e, quando, ao fim de muitas peripécias, a fotografia foi finalmente revelada, a surpresa foi tão impossível que não houve, no mundo inteiro, uma só alma que conseguisse manter a boca fechada. A ilha quase ia ao fundo com a confusão… Se o Antigo Testamento anuncia a vinda do Messias e o Novo Testamento narra a vida, a morte e a ressurreição de Jesus, este Novíssimo Testamento é uma autêntica revolução: pois dá testemunho da reencarnação de Jesus no corpo de uma mulher – ilhéu e africana – que parece ter vindo inaugurar a Terceira Idade do Mundo mas não está livre de enfrentar os preconceitos sociais, religiosos e políticos do seu tempo.

 

A história é interessante e o autor escreve bem, mas faz parágrafos tão grandes que tornam a leitura do livro muito pesada, chegam a ser páginas inteiras sem interrupções.

É interessante conhecer a cultura da ilha e os seus costumes, a história tem contornos hilariantes e tem situações que é impossível não rir.

Não é de certeza um livro que marca ou que nos faça querer devorar as suas páginas, mas consegue ser uma leitura descontraída pela história cómica que contrasta com uma escrita demasiado densa.

 

Nota média de 5.

Boas leituras.

Crítica literária # 1 – A Luz de Stephen King do Clube Secreto

Quando a MJ lançou o desafio do livro secreto, eu que estou sempre a prometer a mim mesma ler mais, inscrevi-me logo.

Pensei: Aqui está uma excelente oportunidade para me obrigar a ler um livro por mês!

Eu deveria estar louca, porque desorganizada e distraída como sou, com a dificuldade que tenho em ir aos CTT e a minha relutância em ler livros que não escolhi o mais certo seria que não conseguisse cumprir as datas.

Não estava enganada, para minha vergonha acho que fui a última pessoa a enviar os primeiros dois livros. Desde já as minhas desculpas às meninas que esperaram para os receber.

Prometo que farei os possíveis para enviar o terceiro a tempo e horas.

 

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O primeiro livro que recebi foi A Luz do autor norte-americano Stephen King, confesso que nunca tinha lido nada deste autor, mas o nome não me era nada estranho e mal o escrevi no Google pensei mas como é que eu nunca li nada de Stephen King?

Mas vi dois grandes filmes The Shawshank Redemption e The Green Mile, ambos baseados nos livros do autor. Para terem uma ideia The Shawshank Redemption é o filme com melhor cotação do IMBD a par com The Godfather.

Stephen King já vendeu mais de 350 milhões de cópias, conta com publicações em mais de 40 países e é o nono autor mais traduzido no mundo segundo a Wikipédia.

 

Título original: The Shining

Sinopse:

Jack Torrance vê-se forçado a aceitar um trabalho como zelador de Inverno do Overlook, um enorme hotel nas montanhas do Colorado, um lugar que queda absolutamente isolado pela neve entre Novembro e Março. Embora a vida nessas condições de isolamento não pareça fácil, para Jack é uma oportunidade perfeita para reconquistar a sua mulher Wendy e o seu filho Danny, e para retomar o seu trabalho de escritor. Mas a família não está exactamente sozinha no Overlook. Os terríveis acontecimentos que sucederam no hotel no passado vão-se assenhorando lentamente do presente dos seus novos ocupantes até os levar a uma situação aterradora, da qual talvez nenhum deles possa escapar...

 

É um livro de terror com descrições muito gráficas e detalhadas de horror, por isso contem ficar com o coração aos pulos, mãos transpiradas e respiração ofegante. Os mais sensíveis podem mesmo ter tendência a olhar para trás e a auscultar o silêncio na procura por sons estranhos.

Existem momentos em que se deseja que as letras se ultrapassem umas às outras para percebermos o destino das personagens, temos vontade de virar a página e chegar ao cerne da questão, enquanto ao mesmo tempo nos deixamos prender pela agonia e pensamentos antagónicos das personagens.

A dimensão humana e a complexidade da mente são muito bem exploradas no livro e os episódios mais dramáticos deixam-nos surpreendidos pela sua brutalidade e violência.

Também este livro foi adaptado ao cinema num filme com o mesmo nome, conta com Jack Nicholson no papel de Jack Torrance e é um clássico de terror que ainda não vi, mas fica desde já em lista de espera.

Gosto muito da forma como o autor escreve, o livro tem uma leitura fácil, apesar de descritiva, e é impossível não criar empatia com Danny Torrance, uma criança amorosa, à medida que a trama se desenrola cresce a nossa preocupação com a personagem.

Existem apenas dois detalhes que poderiam ser melhorados, um deles, muito importante, é a revisão e edição, encontrei várias gralhas ao longo do livro.

Outro é a inclusão de alguns detalhes sobre os visitantes do hotel em momentos estranhos, em alguns contextos parecem forçados e demasiado descritivos e acabam por quebrar o suspense em vez de o aumentarem.

Nota positiva de 7,5.

Numa escala de 0 a 10 no final farei o ranking dos que mais gostei. Este não será com certeza o melhor do clube, rivalizar com Eça de Queirós ou Carlos Ruiz Zafón não é fácil.

Boas leituras.