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Língua Afiada

As desilusões podem ser lições

A vida é colorida por sonhos que tentamos transformar em planos que criam expetativas.

O problema surge quando essas expetativas são defraudadas não por nós, mas por quem nos rodeia.

Não há como controlar o que não nos compete a nós controlar.

Não há mais nada a fazer para além de aceitar a realidade e seguir em frente, conscientes que o mundo é simplesmente o mundo e que é muito diferente do mundo que imaginamos, o mundo raramente é aquele que desejamos, fiquemo-nos pelo nosso mundinho, mais pequenino, mais íntimo e que temos o poder de controlar, pode ser só nosso, pode ser a dois, a três ou a quatro, mas nunca será muito povoado.

É pequeno, mas é nosso e é dele que temos de cuidar.

O resto? É apenas isso, resto.

Com o tempo aprendemos a transformar as desilusões em lições, aprendemos a não sofrer com o que não podemos controlar, com o que não podemos mudar. Aprendemos a relativizar, a arrumar o que não é importante, a deixar de lado o que nos deixa tristes.

É um processo duro de aprendizagem, com tempos e métodos diferentes para cada desilusão, mas com a idade vamos adquirindo ferramentas, fibra e sabedoria para lidar com cada processo de desapego, alguns custam muito, é como se estivéssemos a cortar um pedaço da própria carne tal é a forma como estão entranhados em nós.

Custa, mas nunca ninguém disse que seria fácil, a vida não é fácil, é a vida.

Amadurecer é transformar as desilusões em lições.

A felicidade reside na sabedoria de perceber que essas lições são a base da nossa felicidade.

Lições para a vida #2

Nunca, mas nunca uses tacões nos dias seguintes a retomares o exercício físico.

Especialmente se vais estar num local onde sabes que irás subir e descer pelo menos 20 lanços de escadas durante o dia.

Cada degrau é uma tortura, é como se estivesse a fazer um burpee daqueles de 6 passos.

Ora 30 degraus x 20 subidas e descidas.

Equivale a 1200 burpees.

Hoje saio daqui fit!

Lições para a vida #1

Nunca, mas nunca, nunca mais calces sapatos novos pela primeira vez num dia de trabalho!

Mesmo sentada não aguento os pés dentro dos sapatos, não sei como fazer agora que tenho de me levantar para ir almoçar.

Uma vez que assim que calço os sapatos fico com os pés dormentes, quando fico com os pés dormentes não costumo preservar o equilíbrio, não estou a gostar nada desta ideia.

Mais uma vez lamento não ter um kit de emergência no carro que digo sempre que vou preparar.

É desta que o preparo.

Só sofro porque sou parva.