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Língua Afiada

Um crime não justifica outro crime.

Um crime não justifica outro crime.

Um criminoso não é ilibado porque existe outro criminoso que saiu ileso.

A cegueira e a devoção, seja à família, à religião, ao partido político ou ao clube desportivo não podem ser responsáveis pela justificação de um crime.

Quem não entende isto ou prefere não entender não pode estar em plena consciência do que é justiça, honestidade, lei e ordem.

Existirem crimes que não são punidos por falta de provas, por prescrição, por um erro processual, por sorte, seja por que motivo for não podem nunca ser desculpa e argumento para ilibar ou defender os criminosos que a justiça e a lei conseguem acusar, deter e condenar.

Existem diversas situações em que não conseguimos ver com clareza, em que a nossa visão é enviesada por circunstâncias, experiências, sentimentos, a aplicação de justiça nunca poderá ser uma dessas situações.

Por isso nunca conseguirei entender os benfiquistas que defendem as acusações contra alguns membros do clube com alegados crimes cometidos por outros clubes, nunca entenderei os militantes do PS que defendem ferverosamente José Sócrates, nunca entenderei como são eleitos políticos condenados por corrupção e nunca entenderei como bajulamos a corrupção como sendo uma atitude esperta e desculpável com o velho chavão “são todos iguais”.

Todos sabemos que o futebol há muito deixou de ser espetáculo e amor, é um negócio, é dinheiro, é negociata, corrupção, fraude, evasão fiscal, os verdadeiros amantes da modalidade deverão estar contentes que a corrupção seja revelada, para que se inicie um período de purga, para que o futebol volte a ser um desporto e não um negócio onde os interesses dos seus líderes sejam o mais importante.

O mesmo se deverá passar com a política e com todas as outras áreas, é preciso afastar a corrupção da nossa sociedade até que um dia se deixe de dizer “são todos iguais” e se passe a condenar veemente e sem exceção qualquer tipo de corrupção.